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Boletim de Agosto de 1998
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E.T.G.
97/98
Depois de um longo recesso (o último curso foi ministrado em 1992 por ros ângela e chiareli) o Guanabara chega ao fim de
mais um curso de guias. Não preciso citar o quanto desgastante foi para os alunos, os instrutores e principalmente para o clube
este processo, mas esta renovação do corpo técnico, chega em boa hora.
Por longos anos, desde aproximadamente 1992, o guanabara só contava com três guias, sendo dois atuantes e um
participante. Este esforço de fazer uma E.T.G. 97/98 foi extremamente necessário para a revitalização do clube. Iniciamos o
curso com 09 alunos e ao final chegamos com a aprovaçã o de 04. Na verdade nunca se chega ao final de um curso de guias,
pois as diversas experiências de excursões é que enriquecem os mesmos: o rapel chuvendo, a noite passada sem dormir, o
frio de uma noite mal dormida na parede, etc... Todos estes fatos acrescentados à disposição física, ao bom senso e a uma
eficiente e rápida tomada de decisões que faz a diferença entre os guias.
Finalmente quero acrescentar que a partir de agora os alunos aprovados passam oficialmente a representar o guanabara e que
a responsabilidade do guia é trazer o grupo de uma excursão, simplesmente levá-lo é muito fácil. A diretoria técnica em nome
do guanabara parabeniza os guias: cláudia (calau), alberto (beto), ronaldo (joaquim), manuel (manuel) e que deus os ajude.
Ricardo (Rog éria)
Introdu ção ao Resgate:
"Lá pelos idos de 1975 aconteceu no Rio de Janeiro um pequeno incidente com um casal que estava escalando os Olhos da
G ávea, via fácil, de 2o grau, com agarras enormes. A menina acabou se cansando e escorregou, pendulando para debaixo do
Olho. A pedido dela mesmo o "guia" acabou descendo-a mais uns metros, para que ela descansasse num "platô"que via
abaixo. O platô acabou se revelando apenas uma lombada sem agarras, onde a menina tampouco conseguiu pôr os pés.
Pendurada à corda pela cintura (naquele tempo, cadeirinhas eram coisa rara) a menina começou lentamente a se estrangular.
O guia tampouco sabia como puxá-la de volta, e na falta de outra opção, simplesmente amarrou a corda a um grampo e
esperou pelo resgate - que, é claro, chegou tarde demais. A agonia, no entanto, durou quase uma hora, praticamente ao
alcance das m ãos dos andarilhos, que observavam, impotentes, da trilha a 50 ou 100 metros à direita dos Olhos". Sérgio Beck,
"Com unhas e dentes". (Disponível na nossa biblioteca)
Embora essa introduçã o fale por si, consideramos interessante instruir sempre nossos associados, para que a falta de técnicas
básicas não acarrete o agravamento de um incidente. Desta forma, o associado passará a encontrar em nossos boletins
matérias técnicas, falando sobre resgate ou segurança. Obviamente não queremos formar uma equipe de resgate por
correspondência, e é interessante que todos aproveitem a oportunidade de fazer cursos quando os mesmos são
disponibilizados pelo clube, o que vai acontecer brevemente. No próximo boletim, veja o "sistema Z", para resgate em
escaladas.
Travessia, via Cubaio
A Travessia Petrô-Terê via Cubaio e Passagem da Neblina começou com um dia lindo e o pessoal do Guanabara (Beto, Rita,
Alessandra, Fred, Sblein, Ivan, Sigaud e Bomtempo) e do CEB (Wasniewsk, Barroso, e Felipe) bastante animados.
A excursão começou com a caminhada normal até a cachoeira Véu da Noiva no Bonfim, de onde segue-se pela crista logo
acima da cachoeira até a crista efetiva do Cubaio. Todos caminhavam normalmente e apenas o joelho do Flá vio (CEB)
começou a doer muito e ele teve que voltar.
Embora chateados pelo retorno do Flávio retomamos a nossa subida, pois a crista do Cubaio ainda estava à nossa frente. A
trilha bastante estreita, a vegetaçã o cerrada e as mochilas cargueiras foram uma combinaçã o terrível, dificultando nossa
ascens ão e atrasando todo o grupo. Tivemos dificuldades até quase o cume do Cubaio, onde só chegamos às 16:00, com a
metade da galera com a l íngua para fora, e a outra metade se arrastando.
O visual do cume do Cubaio é lindo, e permite uma vista diferente do Morro da Pipoca, da Pedra do Sino e do Garrafão. A
descida é feita por um costão um pouco à esquerda da crista e termina no colo entre o Cubaio e o Castelitos, onde se deve
atravessar um trecho de capim de anta. Entre o Dinossauro e o Cubaio ainda tem um lance escalada de primeiro grau, que a
galera passou sem dificuldades apesar das mochilas cargueiras. Chegamos ao Vale das Antas às 19:00 e, apesar do cansaço
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e da noite fria, dormimos bem.
Acordamos cedo no Domingo e após um café da manhã reforçado recome çamos nossa caminhada. O tempo havia piorado
durante a noite, e haviam v árias nuvens no céu. Perto do paredão do Sino, as nuvens abriram e não pudemos resistir à uma
sess ão de fotos à beira do abismo. Chegamos à Cota 2000 às 12:00 e resolvemos descer pela trilha do Sino, ao invés da
planejada passagem da neblina. O grupo estava muito cansado de brigar com galhos para abrir caminho para a mochila
cargueira e preferiu descer pela "avenida".
Às 15:30 já estávamos bebendo aquela Skol geladinha no primeiro bar após a portaria do PARNASO, felizes pela linda
travessia que hav íamos feito.
Beto
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