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Biografia de J. Borges
José Francisco Borges, conhecido como J. Borges, nasceu a 20 de
dezembro de 1935, no município de Bezerros, Pernambuco, onde deu
início a sua vida artística e onde reside até hoje, escrevendo, ilustrando e
publicando os seus folhetos.
Ele começou a trabalhar aos dez anos de idade na agricultura, e negociava nas feiras da região, vendendo colheres de pau que ele mesmo
fabricava.
Em 1964, começou a escrever folhetos e a fazer xilogravuras, entalhando pinho e imburana.
A década de sessenta foi um marco na vida do artista: sua obra e sua
técnica, conhecida por tacos, passou a ser reconhecida nacionalmente
como uma atividade cultural.
Com o passar do tempo, em sua oficina montada próximo à sua residência, que inicialmente fabricava figuras para ilustrar apenas suas histórias, chegou a produzir cerca de 200 cordéis e dezenas de xilogravuras
de capa.
Hoje essas xilogravuras são impressas em grande quantidade, em diversos tamanhos, e vendidas a intelectuais, artistas e colecionadores de arte.
Os temas mais solicitados em seu repertório são: o cotidiano do pobre,
o cangaço, o amor, os castigos do céu, os mistérios, os milagres, crimes e
corrupção, os folguedos populares, a religiosidade, a picardia, enfim todo
o universo cultural do povo nordestino.
Segundo o artista, dentre todas as xilogravuras que já fez, a sua preferida é A chegada da prostituta no céu, feita em grande estilo, em 1976
que, por sua originalidade, foi alvo de atenção e de grande aceitação pelo
público.
J. Borges tornou-se um dos mais famosos xilógrafos de Pernambuco,
publicou vários álbuns de xilogravuras e alguns de luxo.
Com a fama, a família de xilogravadores cresceu, incluindo três filhos
do artista, um irmão, três sobrinhos e um primo, graças às aulas do gran-
de mestre e artista popular J. Borges, que soube cultivar a semente da
arte de criar figuras exóticas a partir das histórias e das lendas populares,
que impregnam o espírito do mestiço nordestino.
Fonte: MACHADO, Regina Coeli Vieira. J. Borges. Pesquisa Escolar Online. Fundação Joaquim Nabuco, Recife.
Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: 30 ago. 2013.
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Informações sobre a técnica da xilogravura
A técnica consiste em realizar impressão a partir de pedaços de madeira com desenhos em relevo. A técnica da xilogravura é extremamente
antiga e de origens desconhecidas. A primeira informação acerca de sua
utilização é na China no ano de 868. Chegando ao ocidente provavelmente no final do século XIV. A técnica consiste na escolha de um bloco
de madeira cuja superfície fosse lisa e plana. A partir daí, com um instrumento pontiagudo, semelhante a uma faca, esculpia-se em madeira o
que deveria aparecer em branco no produto final, deixando saliente o que
deveria aparecer em preto, num conjunto de arestas muito finas, como se
fosse o efeito contrário do alto relevo.
Para imprimir no papel a superfície da placa deveria ser coberta com
tinta antes de comprimida contra o papel. O resultado final sai ao contrário da figura original.
Extremamente rudimentar, a xilogravura não tardou em popularizar-se
na Europa do século XV: seu uso ia desde cartas de jogar, a estampas
humorísticas vendidas em feiras populares.
Após a invenção da imprensa de tipos móveis, por Gutenberg, passouse a combinar textos impressos a ilustrações via xilogravuras. Tornava o
processo de ilustração muito mais simples e barato.
Pintores como Gauguin, utilizaram bastante a técnica. Gauguin foi um
dos responsáveis pelo seu renascimento e aceitação. Hoje em dia, ainda
é considerada como uma das principais técnicas de artes gráficas.
Disponível em:<http://www.sobre.com.pt/xilogravura>
Acesso em:30 ago. 2013.
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