N.º 174 - Setembro 2006 - 2,00 euros
Sumário
32
20
CIDADANIA
Luísa Sá e a inserção
de reclusos na vida
profissional.
34
OLHO VIVO
NA CAPA
37
Foto: José Luís Jorge
BOA VIDA
TERRA NOSSA
S. PEDRO DE MOEL BRISAS ATLÂNTICAS
Em toda a sua existência São
Pedro de Moel viveu
aconchegada numa dupla
intimidade: o mar e o pinhal. O
burgo deve-lhes muito,
praticamente tudo. E, segundo
reza a investigação histórica, foi,
outrora, porto florescente, donde
partiu muita da madeira com
que se construíram as naus da
nossa gesta marítima.
22
4
EDITORIAL
6
CARTAS E COLUNA
DO PROVEDOR
7
NOTÍCIAS
13
CONCURSO DE
FOTOGRAFIA
14
CPLP (VI)
S. TOMÉ E
PRÍNCIPE,
GRANDES
ESPERANÇAS
EM ÁGUAS
EQUATORIAIS
Um “paraíso” – dizem
os folhetos turísticos
distribuídos na
Europa – São Tomé e
Príncipe oferece
ambíguos retratos,
consoante os olhos e a
perspectiva de quem
olha. Paisagens de
sonho convivem com
a realidade de um dos
países mais pobres de
África, o primeiro dos
países recentes da
CPLP a abolir o
regime de partido
único.
20
PORTUGAL À VELA
Consumo/Artes/ Livro
Aberto/Músicas/Palco/
DVD/Cinema/À Mesa/
Saúde/ Informática
Ao Volante/
Palavras da Lei
51
CLUBE TEMPO LIVRE
56
Milhares de jovens,
dos 15 aos 65 anos,
tiveram o privilégio de
chegar a Lisboa a
bordo dos 80 veleiros
de grande e pequeno
porte que
participaram na Tall
Ship’s Race 2006.
A CHEFE SUGERE
28
58
OFÍCIOS
CRÓNICA
Carlos Gaspar Santos O mestre alfaiate
Alice Vieira
30
O TEMPO E O MUNDO
31
VIAGENS
NA HISTÓRIA
Truta com amêndoas
(Inatel Luso)
57
O TEMPO E AS
PALAVRAS
Maria Alice Vila
Fabião
Destacável
de 24 págs.
Esta edição
inclui a brochura
de Turismo Social
Outono-Inverno
2006
Revista Mensal: e-mail: [email protected] - Propriedade do INATEL (Instituto Nacional para Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores) Presidente: José Alarcão Troni VicePresidentes: Luís Ressano Garcia Lamas e Vítor Hugo da Rocha Ventura Sede do INATEL: Calçada de Sant’Ana, 180, 1169-062 LISBOA, Tel. 210027000 Fax 210027061, Nº Pessoa
Colectiva: 500122237 Director: José Alarcão Troni Editor: Eugénio Alves Grafismo: José Souto Fotografia: José Frade Coordenação: Glória Lambelho Colaboradores: Ana Santos, André
Letria, Carlos Barbosa de Oliveira, Carlos Blanco, Eduardo Raposo, Francisca Rigaud, Gil Montalverne, Helena Aleixo, Humberto Lopes, Joaquim Diabinho, Joaquim Durão, José
Jorge Letria, Maria Augusta Drago, Marta Martins, Paula Silva, Pedro Barrocas, Pedro Soares, Rodrigues Vaz, Sérgio Barrocas, Tharuga Lattas, Vítor Ribeiro.Cronistas: Alice Vieira,
Álvaro Belo Marques, Artur Queirós, Baptista Bastos, Maria Alice Vila Fabião, Fernando Dacosta, João Aguiar, Luís Miguel Pereira, Rogério Vidigal. Redacção:
Calçada de Sant’Ana, 180 – 1169-062 LISBOA Telef. 210027000 Fax: 210027061 E-Mail [email protected] Publicidade: Martins Costa Tel. 210027187 Pré-impressão e
impressão – Lisgráfica, Impressão e Artes Gráficas, SA. Casal Stª Leopoldina, 2730-052 Queluz de Baixo. Telef. 214345400 Dep. Legal: 41725/90. Registo de
propriedade na D.G.C.S. nº 114484. Registo de Empresas Jornalísticas na D.G.C.S. nº 214483. Preço: 2,00 euros Tiragem deste número: 167.145 exemplares
Editorial
JOSÉ ALARCÃO TRONI
Carta de missão
Por despacho conjunto de S. Exas. o Primeiro Ministro e o Ministro do Trabalho
e da Solidariedade Social, de 22 de Junho, o XVII Governo Constitucional honrou-me
e ao meu vice-presidente, arquitecto Luís Ressano Garcia Lamas, com a recondução,
para novo mandato, na Direcção do INATEL.
Direcção, a que tenho a honra de presidir,
integra, no segundo mandato, como vice presidente, o dr. Victor Hugo da Rocha
Ventura – gestor financeiro de carreira que
comigo colaborou, nos finais da década de setenta, na
Cosec , Companhia de Seguro de Créditos SA - , em
substituição da drª. Maria Isabel Leal de Faria, que,
entretanto, passou à situação de reforma.
Na hora da aposentação, considero de elementar
justiça salientar o excelente desempenho da vicepresidente cessante, dra. Maria Isabel Leal de Faria, nos
pelouros da Cultura e do Orçamento, no exercício dos
quais imprimiu à administração cultural e financeira do
INATEL grande rigor, confiabilidade e transparência nas
contas, o que, em muito, contribuiu, não só para a
situação de equilíbrio financeiro dos últimos anos, como
para a confiança que os outros órgãos estatutários –
Comissão de Fiscalização e Conselho Geral – o Governo,
o Tribunal de Contas e as demais estruturas de alta
supervisão da Administração Pública depositam na
Direcção do INATEL.
No presente mandato, ocupar-me-ei,
predominantemente, da representação e coordenação
estratégicas do INATEL – designadamente nas vertentes
da Reforma Estatutária, Gestão da Mudança, Auditoria,
Relações Internacionais, Comunicação e Marketing e
Parcerias e Intercâmbios – bem como dos pelouros da
Cultura, do Teatro da Trindade e da Tempo Livre.
O vice-presidente, arquitecto Luís Lamas, continuará a
assegurar a coordenação do Desporto e da Carteira de
Obras, enquanto o vice-presidente, dr. Victor Ventura, se
ocupará do Turismo e do Orçamento.
A
CARTA DE MISSÃO
O mandato da actual Direcção terá como princípio
orientador a externalização do INATEL da
Administração Central do Estado, no figurino estatutário
de fundação de direito privado e utilidade pública
administrativa, herdeira da missão e finalidades
desinteressadas do INATEL - instituto público, ancorada
4 TempoLivre
Setembro 2006
na economia social portuguesa.
Pretende, ainda no presente mês de Setembro, a
Direcção propor ao Governo e aos órgãos estatutários do
INATEL – Comissão de Fiscalização e Conselho Geral –
o projecto do diploma legal, contendo a prevista
Reforma Estatutária, se possível, enquadrada no
calendário do processo legislativo da Lei do Orçamento
de Estado para 2007.
Propomo-nos – neste contexto de externalização,
empresarialização e reforma estatutária – submeter à
consideração de S. Exa. o Ministro do Trabalho e da
Solidariedade Social o projecto da Carta de Missão do
INATEL, documento que calendarizará e quantificará os
cinco macro objectivos, que, por despacho de 7 de
Fevereiro último, S. Exa. o Ministro definiu como
prioridades do presente e do futuro próximo da
instituição. Refiro-me à Reforma Estatutária e
Empresarialização; ao Auto-financiamento; aos
Programas de Inclusão e Coesão Social, especialmente os
Programas Seniores; à Qualidade e Inovação e à
Identidade, Educação e Formação. Permitir-nos-emos
incluir na projectada Carta de Missão os objectivos do
INATEL nos domínios das Parcerias e Intercâmbios e das
Relações Internacionais e de Cooperação.
A Carta de Missão orientará a actividade dos órgãos
sociais nos últimos tempos do Inatel – instituto público e
nos primeiros do INATEL – fundação, com especial
destaque para o período de instalação.
FUNDAÇÃO
Tendo como matriz o excelente anteprojecto, da autoria
do Prof. Doutor Carlos Blanco de Morais, professor da
Faculdade de Direito da Universidade Clássica de
Lisboa e conhecido constitucionalista e
administrativista, assim como os trabalhos
preparatórios da Reforma Estatutária,
consensualizados, em mandatos anteriores, com o
Conselho Geral, o Movimento Sindical e os Partidos
Políticos, a Direcção desencadeará, como referido, no
último quadrimestre de 2006, o processo legislativo da
externalização e empresarialização do Inatel, segundo
o modelo fundacional.
reabilitação da sua Mata, grande pulmão verde da
cidade e do nosso empreendimento turístico e social.
PDE – PLANO DE DESENVOLVIMENTO
ESTRATÉGICO
PARCERIAS E INTERCÂMBIOS
A preocupação essencial – quer na execução do
Orçamento de 2006 quer na elaboração do Plano e
Orçamento para 2007, – será, sempre, o equilíbrio do
Orçamento e da Conta, bem como as respectivas
transparência e confiabilidade.
Pela primeira vez na administração financeira do
INATEL, o Conselho Geral e o Governo serão solicitados
a aprovarem o PDE – Plano de Desenvolvimento
Estratégico para o sexénio 2007/ 20013, período
coincidente com o próximo Quadro de Referência
Estratégico – o quarto Quadro Comunitário de Apoio –
documento que definirá as prioridades, quantitativos e
calendários de execução do Orçamento de Investimento
para os próximos anos, especialmente nas vertentes da
carteira de obras, da modernização administrativa e da
qualificação e formação da comunidade de trabalho.
CÓDIGO DE ÉTICA
Na execução dos Orçamentos de Exploração e de
Investimento, a Direcção exigirá, sempre, dos serviços
processadores da Despesa a máxima celeridade nos
pagamentos a empreiteiros a fornecedores. As facturas
das empresas fornecedoras, desde que aceites,
certificadas e cabimentadas - serão pagas com a
celeridade possível, porquanto uma central de compras
com a dimensão do INATEL se deve comportar no
mercado de acordo com exigentes princípios de ética e
de responsabilidade social, respeitando a dignidade das
empresas contratantes, também elas responsáveis pelo
pagamento dos salários dos seus colaboradores e dos
encargos com a Segurança Social e a Fiscalidade.
POLIS DE ALBUFEIRA
O complexo “dossiê” negocial do Polis de Albufeira
entrou na fase definitiva, pelo que espero, nos últimos
meses de 2006, seja assinado o Memorando de
Entendimento, envolvendo o INATEL , o Município de
Albufeira e a Sociedade Polis de Albufeira, que permitirá,
com honra para as três partes contratantes, a reabilitação
da frente de mar da cidade de Albufeira e a viabilização
do projecto de recuperação do emblemático Edifício da
Praia, o aumento da capacidade construtiva e da oferta
de qualidade do Centro de Férias, assim como a
Nos próximos quatro meses, encerraremos diversos
processos negociais de colaboração estratégica com
entidades internacionais, públicas, cooperativas e
parceiros sociais, dos quais destaco as duas
Confederações Sindicais, – CGTP e UGT – a C.P.L.P –
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o ACIME
– Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas,
o Montepio Geral, a Universidade Técnica de Lisboa, o
Instituto Politécnico de Lisboa e a COFAC, cooperativa
do ensino superior instituidora da Universidade
Lusófona de Humanidades e Tecnologias.
Na vertente da parceria estratégica com os Municípios,
pensamos assinar e implementar, até 31 de Dezembro
próximo, o protocolo com o Município de Fornos de
Algodres – previsto para 29 do corrente, dia de S. Miguel
Arcanjo e feriado municipal em Fornos – através do qual o
INATEL assumirá a gestão do seu futuro décimo quinto
Centro de Férias, o Centro de Férias de Fornos de
Algodres, no Solar e Quinta de Vila Ruiva.
Subsequentemente, propomo-nos celebrar com o
Município de Celorico da Beira o protocolo que viabilizará
o décimo sexto Centro de Férias, nos Palacetes,
recentemente recuperados, da Aldeia Histórica de
Linhares da Beira, cuja internacionalização – com a Escola
e o Open de Parapente – se deve ao INATEL. Estão, ainda,
em carteira, para o quarto quadrimestre, os protocolos com
os Municípios de Bragança, Castelo Branco e Castanheira
de Pêra. O primeiro, destina-se à instalação condigna da
Delegação do INATEL em Bragança, em edifício municipal
de referência, assim como à infraestruturação do futuro
parque de campismo do INATEL no Parque Natural de
Montesinho, segundo critérios de qualidade do século XXI.
O segundo, à instalação da agência do INATEL em Castelo
Branco em edifício municipal. O terceiro, à criação de novo
centro de férias, de campo e serra, na histórica Vila de
Castanheira de Pêra.
Por fim, no plano internacional, destaco o grande
interesse com que o Inatel acompanha a elaboração do
Programa de Turismo Sénior da União Europeia – o
Programa Eneias – e se propõe aceitar o honroso convite
do Governo do Uruguai, para seu parceiro estratégico na
implementação do Programa de Turismo Sénior deste
país do Mercosul, profundamente ligado, pela geografia
e pela história, ao Brasil e a Portugal. I
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TempoLivre 5
Cartas
Contrafacção
Ao ler a revista de Julho/Agosto, como faço habitualmente com gosto e
prazer, não posso de deixar de me insurgir com a rubrica Boavida –
Consumo, especialmente com o parágrafo “… e todos conhecemos
casos de “fábricas” de contrafacção instaladas em Portugal!” Eu não
conheço, mas se conhecesse era meu dever informar quem de direito,
nomeadamente as autoridades judiciais e policiais. É que a contrafacção
é um delito punido por lei e se o autor do artigo conhece (como parece)
alguma dessas fábricas é seu elementar dever participar às autoridades.
Será que o fez?... António Augusto Costa, Vila Nova de Gaia
[ Kalidás Barreto ]
COLUNA DO PROVEDOR
Vários são ainda os nossos associados que reclamam
das barreiras que nas várias instalações do INATEL
travam a sua, já de si, limitada liberdade de acção.
Embora tenha sido importante o esforço feito com obras
diversas no sentido de corresponder a esse direito constitucional dos cidadãos portadores de deficiência, a verdade é que ainda há muito a fazer.
NOTA - A preocupação das autoridades com a contrafacção é antiga, devido ao
Sabemos que há muitos maus exemplos em edifícios
seu impacto na economia nacional. A extinta Inspecção Geral das Actividades
Económicas apreendia, anualmente, dezenas de milhar de artigos contrafeitos,
de imitação, ou com uso ilegal de marca, e instaurava dezenas de processoscrime (só nos últimos seis meses de 2005 instaurou 34). Actualmente, essa tarefa compete à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), criada
em Janeiro deste ano. Apenas entre 28 de Julho e 9 de Agosto, aquele organismo
apreendeu, em fábricas dos concelhos de Felgueiras e Fafe, milhares de artigos e
material de calçado contrafeito das marcas Puma, Nike, Timberland, Adidas,
Lacoste e Allstar, bem como uma linha de montagem manual e maquinaria de
uma outra linha de calçado contrafeito. Os nomes das fábricas, por razões
óbvias, não podem ser divulgados. Voltarei ao assunto, de forma mais detalhaCarlos Barbosa de Oliveira
da, num próximo artigo a publicar na TL.
públicos produto, sobretudo, da insensibilidade da
sociedade em geral ao longo dos anos; porém, hoje, há
um maior sentido de responsabilidade e de solidariedade; conhecemos o problema de perto porque
somos dirigentes de uma Cerci.
Incentivando o esforço que o INATEL tem feito neste
capítulo social, o Senhor Ministro do Trabalho, por
despachos de 41 e 42/2006, de 31 de Maio criou dois
novos e importantes programas de inclusão social e de
combate à pobreza. O despacho 41/2006 refere-se aos
cidadãos portadores de deficiência e o nº 42/2006 a um
programa de solidariedade com cidadãos não seniores
carenciados; ambos geridos pelo INATEL.
Amar a Arte
Parabéns a Vós todos pela disciplina, organização e pontualidade de
todos os eventos (em Portugal isto é uma coisa rara). Vivendo eu tantos
anos em Londres isto mais me parecia estar em Londres. Faço votos
para que o Inatel cresça mais e muito mais com o mesmo empenho e
dedicação para que sempre haja ajuda com aqueles artistas incógnitos
para que possam vir a ser reconhecidos. Ainda bem que existe o Inatel,
assim sei que a Arte não é descriminada mas muito pelo contrário “A
arte pelo Inatel é Amada!”. Lisette Soares de Almeida, S. João da Ribeira
Tratarei aqui do Programa “Abrir as Portas à Diferença”
transcrevendo as palavras do Senhor Presidente no
Editorial da última “Tempo Livre”:
“O Programa Abrir Portas à Diferença abrangerá, no
ano inicial de 2006, 120 concidadãos portadores de deficiência física permanente superior a 30%, com idades
igual ou superior a 18 anos e seus acompanhantes, no
total de 240 pessoas. Com vista à plena integração dos
beneficiários do Programa Abrir as Portas à Diferença, o
INATEL passará a inclui-los nas excursões do Turismo
RECTIFICAÇÃO
Sénior, sensibilizando animadores e seniores para a
Na edição nº 173, de Julho/Agosto, no artigo relativo à “Senhora da
responsabilidade social da garantia do direito às férias
Agonia”, a fotografia publicada na página 35 não diz respeito a Viana do
e aos tempos livres dos portugueses portadores de defi-
Castelo, mas, sim, à cidade do Funchal (Rua 31 de Janeiro). As nossas des-
ciência física. O financiamento do Programa Abrir as
culpas, pelo lapso.
Portas à Diferença é assegurado pelo Estado e pelos
beneficiários e suas famílias, sendo os valores de com-
Sócios há 50 anos
Completaram, este mês, 50 anos de ligação ao Inatel os associados:
José Rodrigues, Cova da Piedade; Valdemar Luz Vilar, Setúbal; Nuno
José Peixoto, Lisboa; Alexandrino Carvalho, Crato.
A correspondência para estas secções deve ser enviada para
a Redacção de “Tempo Livre”, Calçada de Sant’Ana, 180 - 1169-062
Lisboa, ou por e-mail: [email protected]
6 TempoLivre
Setembro 2006
participação dos beneficiários e acompanhantes quase
simbólicos e independentes dos respectivos rendimentos, atentos os princípios de justiça e integração social
que o inspiram.” I
Tel: 210027197 Fax: 210027179
e-mail: [email protected]
Notícias
Novo estatuto do Inatel em foco
na posse da nova Direcção
“O Inatel continuará a ser um pilar
fundamental no apoio à cultura popular,
ao turismo social, ao desporto para
todos”, sublinhou o Ministro do
Trabalho e da Solidariedade Social,
Vieira da Silva, no acto de posse da
Direcção do Instituto.
O Ministro, que aludia à prevista
externalização do Inatel sob a forma de
fundação de direito privado e utilidade
pública, assinalou que tal deverá
ocorrer com a salvaguarda quer do seu
património histórico quer do seu
património de actividades, “assumindose como uma instituição de economia
José Alarcão Troni no uso da palavra, ladeado pelos vice-presidentes, Vítor Ventura e Luís Lamas
social que, percorrendo o caminho de
No uso da palavra, Alarcão Troni
O Presidente do Inatel fez, ainda, o
maior rigor e exigência, não se afastará
começou por agradecer o apoio e
balanço pormenorizado dos três anos do
do seu perfil de instituição vocacionada
confiança do Ministro no trabalho
primeiro mandato e dos objectivos
e de cariz social.”
desenvolvido e na renovação do
cumpridos – legalidade e
Vieira da Silva deu conta, ainda, da total
mandato da sua Direcção, reafirmando
governabilidade, consolidação das rotinas
disponibilidade e apoio do Governo para
o “espírito de missão, lealdade e sentido
logísticas e administrativas, equilíbrio
a missão “delicada e exigente” da nova
de Estado”, no respeito, por imperativo
orçamental e rigor financeiro e
Direcção, bem como a sua “confiança
constitucional, da “herança moral,
reactivação da carteira de obras e dos
na capacidade da equipa dirigente em
cultural e social de 71 anos do binómio
projectos de inovação e qualidade – para,
conduzir este processo e de fazer do
FNAT/INATEL, empresarializando a
no plano programático, enunciar os cinco
Inatel uma instituição com elevado grau
respectiva cultura e prática de gestão e
objectivos prioritários do novo mandato,
de independência face a interesses
defendendo-o de agressões
definidos, em Fevereiro último, pela tutela:
locais, corporativos ou de natureza
tecnocráticas tendentes aos seu
reforma estatutária e empresarialização;
partidária”.
desmantelamento ou privatização”.
auto-financiamento; inclusão e coesão
social; inovação e qualidade; identidade,
educação e formação.
Alarcão Troni deu, por outro lado,
público testemunho do importante
trabalho dos seus vice-presidentes no
primeiro mandato, Luís Lamas e Isabel
Leal de Faria, esta última substituída,
por motivo de aposentação, por Vítor
Ventura, o novo vice-presidente, até
agora Director dos Departamentos de
Associados e de Pessoal, cuja
experiência profissional e dimensão
humana o Presidente do Inatel
enalteceu.
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ESCOLAS DO LAZER > Pormenor da visita do Presidente do Inatel à
exposição de trabalhos dos cursos das Escolas do Lazer, do distrito de
Lisboa, que esteve patente no Teatro da Trindade, em Julho passado.
Recorde-se que os interessados em frequentar as Escolas do Lazer, na
temporada de Outubro a Dezembro, deverão proceder à sua inscrição a
partir de 18 do corrente mês, na sede central do Inatel.
ESTRELAS DE PALMO E MEIO >
Espectáculos de cor e som com
estrelas de ‘palmo e meio’, descendentes de campistas em férias no
Parque de Campismo da Caparica,
animaram, sob coordenação de
Vânia Pires, as noites quentes de
Agosto, bem como os associados
presentes no Inatel “Um Lugar ao
Sol”, na Costa da Caparica
Natação em Pesaro
A atleta, Ana Marques, do Clube Nacional Master de
Almada, conquistou o 1º, 2º e 3º lugar nas provas de
mariposa, estilos e costas, respectivamente, do
Campeonato de Natação da CSIT(Confederation Sportive
International du Travail) - 1º Escalão e Pré-Masters -, que
decorreu em finais de Julho, em Pesaro, Itália.
A Selecção do Inatel, composta por 20 nadadores,
com idades entre os 16 e 24 anos, incluiu atletas
individuais e de clubes (CCD´s São João de Brito,
Clube Master de Almada, AN Estoris, Bom Sucesso e
Alhandra Sporting Club e UDCA), o treinador José
Gonçalves, do Clube Master, e o Delegado/
Coordenador, Joaquim Carvalho, do Inatel.
8 TempoLivre
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Notícias
Direito do Trabalho
e da Segurança Social
Lisboa vai acolher o XVI Congresso
Ibero-Americano de Direito do Trabalho
e da Segurança Social, que terá lugar
no Centro de Congressos, de 20 a 22 do
corrente mês, Em debate, nesta
iniciativa do Ministério do Trabalho e da
Solidariedade Social, vão estar os
seguintes temas: a greve e serviços
essenciais à colectividade; garantias do
trabalhador prévias à aplicação de
sanção disciplinar; segurança social e
formas atípicas de trabalho; e eficácia
da sentença relativamente ao
despedimento ilícito: indemnização
/reintegração.
Para mais informações contactar a
Comissão Organizadora, Praça de
Londres, nº 2 – 7º andar, tel.: 218441430
ou o site: www.mtss.gov.pt.
Teleférico no Funchal
No âmbito de uma parceria estabelecida
com a Direcção do Inatel, o Teleférico do
Jardim Botânico, situado na Quinta do
Bom Sucesso, a cerca de sete minutos
do centro do Funchal, oferece desconto
de 50% no valor total da tarifa a todos os
associados do Instituto. Trata-se de uma
excelente oportunidade para os nossos
associados apreciarem quer a magnífica
vista, em anfiteatro, sobre o mar, da
capital madeirense, quer a exuberante
beleza paisagística e floral do Jardim
Botânico que reúne, actualmente, mais
de 2.500 plantas exóticas provenientes
de todos os continentes.
Gala Sénior 2006
Estão abertas as inscrições para a
Gala Sénior 2006, que inclui jantar
e o espectáculo “Dança com
Letras” no Casino Estoril, previsto
para o próximo dia 17 de Outubro.
Os interessados deverão contactar
as Delegações e a Sede do Inatel.
Festival em Bragança
Jovens músicos
em Leiria
A música tradicional portuguesa marcou presença no III Festival Aquático que decorreu no
A Delegação de Leiria e a
rio Fervença, em Julho último, uma organização da Delegação de Bragança do Inatel.
Federação distrital de Bandas
Centenas de pessoas acorreram ao Espaço Polis onde, em diferentes cenários, apreciaram
Filarmónicas promovem em
as exibições dos grupos Voz Amiga de Terrugem, Elvas, Cantares Aléu, Vila Real, Quinteto
Peniche, nos dias 3 a 9 do
dos Reis 84, Miranda do Douro e Gaiteiros da Associação Cultural e Recreativa Vinhaense.
corrente mês, o X Curso
Regional de Aperfeiçoamento
para Jovens Músicos de Bandas
Filarmónicas e,
cumulativamente, o II Curso de
Maestros para Orquestras de
Sopros. A iniciativa conta com a
participação de 145 formandos e
prevê a realização de dois
concertos/ensaio em Atouguia
da Baleia e na Serra d’El Rei, e
um de encerramento, sob a
direcção do Maestro Henrique
Piloto, no dia 9, no Pavilhão
Stella Maris, em Peniche.
Futebol e Futsal no Inatel
Cerca de quatro mil espectadores vibraram, em Julho último,
em Almeirim, com a final do Nacional de Futebol do Inatel,
ganho pela equipa do CCD da Associação Desportiva Cultural e
Recreativa de Paço dos Negros, que venceu por 3-0 à equipa da
Casa do Povo de Feteiras, da Região Autónoma dos Açores.
Findo o jogo, teve lugar a cerimónia de entrega dos prémios às
equipas finalistas, incluindo o Clube Desportivo Juventude
Académico e a Casa do Povo do Caniçal, da Madeira.
Entretanto, em Peniche, o CCD de Benfica “B” (Lisboa) sagrouse vencedor do campeonato nacional de Futsal do Inatel. Os
jogos finais, organizados pela Delegação de Leiria do Inatel,
foram disputados no Pavilhão do Clube Stela Maris e
envolveram, além dos vencedores, as equipas da Associação
Cultural e Recreativa Fernão Joanes (Guarda), da Casa do Povo
de São Mateus (Açores) e Baía Azul da Argentina (Madeira).
Realizou-se, ainda, com o apoio do Inatel Leiria, o 2º Torneio
Nacional de Andebol de Praia em S. Pedro de Moel, que teve a
participação de mais de 250 atletas jovens. Numa iniciativa
também da Delegação de Leiria, teve lugar o XV Torneio
Nacional de Xadrez Equipas – “INATEL 2006”, com a
participação de dezenas de xadrezistas de oito equipas. O
primeiro lugar coube ao Atlético Clube de Sismaria (Leiria),
seguido pelo Sport. Clube de Abrantes “A”, Casa do Povo de
Bombarral e Academia de Xadrez da Benedita.
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Notícias
Voleibol de Praia
Realizou-se, em Junho último, nos campos do Atlântico da
Madalena e do Bar TIC-TAC, o campeonato nacional de Voleibol de
Praia, Masculino e Feminino, organizado pela Delegação do Porto
do Inatel. Os vencedores deste disputado bem disputado torneio
foram, no escalão feminino, a Portugal Telecom (Lisboa), seguida
do Millennium BCP (Porto) e do Esmoriz. No grupo masculino,
sagraram-se campeões nacionais os Mochos de Espinho (Aveiro),
seguidos da Portugal Telecom (Lisboa) e do clube de Voleibol de
Viana do Castelo.
Pintora espanhola de 89 anos
vence 27º Salão de Pintura Naif
Ana Maria de Abadal, pintora espanhola de Barcelona, com
89 anos e Ribeiro Antunes, antigo chefe de estação da linha
férrea do Estoril, com 93 anos, ganharam os prémios da 27ª
edição do Salão de Internacional de Pintura Naïf do Estoril.
O Júri, constituído pelos
professores Joaquim Lima
Carvalho e António Pedro,
da Faculdade de Belas
Artes de Lisboa, Jorge
Felner da Costa, da Junta
de Turismo da Costa do
Estoril, e Nuno Lima de
Carvalho, em
representação da Câmara de Guimarães e na qualidade de
director da Galeria de Arte do Casino, atribuiu o 1º Prémio
(Câmara Municipal de Guimarães) a Ana Maria de Abadal,
de Barcelona, já distinguida com sete menções honrosas
em anteriores Salões. O “Prémio Junta de Turismo da Costa
do Estoril” foi para “Mercado de Cascais”, de um autor
nascido no Dafundo em 1912, Carlos Ribeiro Antunes,
antigo aluno da Casa Pia, onde foi companheiro do escultor
Martins Correia, e que durante 38 anos trabalhou na Estoril
Plage. Esta exposição está aberta ao público, todos os dias,
das 15 às 24.00 horas, até 11 de Setembro.
FolkInatel em Albufeira
A praia do Inatel Albufeira foi palco, nos primeiros dias de Agosto, de um festival
internacional de folclore, o FolkInatel, uma iniciativa da Delegação de Faro do
Soweto Gospel Choir
Instituto, em articulação com o Centro de Férias de Albufeira, aberta aos associados
e à população local. O FolkInatel teve início com o Grupo de Danza Folklorika
O Soweto Gospel Choir – Voices From Heaven
Xochipilli, de Potosi (México Central), que, a par de uma mostra de artesanato da
estreia-se no Auditório dos Oceanos do Casino
sua região, deslumbrou a assistência com belo espectáculo do rico e heterogéneo
Lisboa, no próximo dia 12 de Setembro, pelas
folclore mexicano, onde se cruzam os elementos indígenas com os hispânicos. No
22 horas. Liderado pelo maestro David
dia 4, actuou o Antakya Academy Folk Dance Group, de Antioquia (Turquia),
Mulovhedzi, o grupo personifica o melhor do
composto por estudantes
Gospel, combinando elementos culturais das
universitários, que exibiu várias e
diversas tribos do sul de África. Exemplo
atractivas formas coreográficas,
cultural de um povo e de uma tradição
musicais e trajes do seu país. A
musical, o Soweto Gospel Choir reúne cantores
encerrar o FolkInatel, actuou, a 21 de
de todo o continente, que cantam em
Agosto, o grupo paraguaio
diferentes línguas e dialectos como o zulu, o
“Semblanzas de mi Tierra”, com um
sotho, o xhosa e o inglês. O grupo mantém-se
repertório baseado no seu rico
em cartaz até ao dia 24, de Terça a Domingo,
folclore nacional, muito articulado
pelas 22 horas, no Auditório dos Oceanos,
com os usos e costumes dos seus
encerrando à Segunda-Feira. Aos sábados e
habitantes e uma coreografia de grande impacto. O programa do último dia incluiu
Domingos haverá, também, matinées, a partir
a participação do Grupo de Cantares do Cachopo (da serra do Caldeirão), com os
das 17 horas.
seus cantores e artesãos, e os saborosos petiscos da serra e do mar.
Parapente em Linhares da Beira
Centenas de asas, nacionais e estrangeiras, coloriram o espaço aéreo de Linhares da
Beira, em Agosto último, no decorrer de mais uma edição do Festival de Parapente do
Inatel. O festival, uma iniciativa da Delegação da Guarda do Inatel, com o apoio e
colaboração da Wind e da Federação Portuguesa de Voo Livre, reuniu, como
habitualmente, inúmeros atractivos, incluindo a novidade de quatro Asas Delta que, na
opinião de Mário Sucena, Delegado distrital do Instituto, e Samuel Lopes, Director da
Escola de Parapente, poderão abrir portas a outras vertentes do voo de lazer e comprovar
as condições privilegiadas de Linhares para voos em asa rígida.
De assinalar, ainda, o primeiro voo de montanha em bi-lugar de um piloto paraplégico,
apoiado pelo seu instrutor José Rosado, a mostrar que há alternativas na modalidade para
portadores de deficiências motoras.
Novidade, também, foi, por iniciativa de
Samuel Lopes, a Taça de Clubes, com
provas em triângulo para pilotos sem
experiência e de alta competição. A
inovação não só promoveu o
associativismo saudável como
possibilitou a pontuação dos seus
pilotos de acordo com a homologação
da asa de aluno ou de competição e
nível de experiência, bem como a
participação dos 18 Clubes de
Parapente representados no evento em
igualdade de circunstâncias. Para aquele dirigente, a ideia carece, ainda, de regulamento
adequado, mas é já um atractivo para outras iniciativas de lazer que envolvam o voo livre.
O bi-campeão nacional da modalidade e primeiro do ranking nacional, Américo
Sousa, e vários pilotos de Espanha, França, Suíça e Holanda participaram,
igualmente, no festival, que levou à “catedral” do Parapente os familiares (esposa e
filhos) dos pilotos e muitos visitantes que puderam usufruir de uma vasta animação
que consistiu em actividades como escalada, rappel, slide, btt, tiro com arco, passeios
de burro ou cavalo e musica ao vivo.
12 TempoLivre
Setembro 2006
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Notícias
Parceria
Inatel/Jardim
José do Canto
Graças ao protocolo, em
vigor desde Agosto último,
entre o INATEL e a SALBAT,
Empreendimentos Turísticos,
SA, proprietária do Jardim
José do Canto, de Ponta
Delgada (Açores), os
associados do Instituto
beneficiarão de condições
especiais nos preços de
estadia na Residencial Casa
do Jardim, incluindo o
usufruto gratuito da piscina
e do magnífico jardim
botânico, datado
do século XIX.
O acordo, rubricado por
Alarcão Troni e Luís Lamas,
presidente e vice-presidente
do Inatel, e Margarida
Albuquerque de Athayde,
presidente do conselho de
administração da SALBAT,
prevê, para alojamento e
pequeno-almoço, preços que
variam entre os 25 e os 60
euros, conforme as épocas
do ano e o número de
quartos ocupados.
Morada: Rua José do Canto,
Ponta Delgada - tel.
296650310, fax 296650319
(horário das 10h às 19h – de
Novembro a Abril encerra ao
pôr do sol)
Grande
prémio
do X
concurso
de
fotografia
VENCEDOR
G I G I VA L E N T E
LISB OA
XI CONCURSO “TEMPO LIVRE” DE FOTOGRAFIA
A TEMPO LIVRE RETOMA, NA EDIÇÃO DE OUTUBRO, O SEU CONCURSO ANUAL DE FOTOGRAFIA
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REGULAMENTO
1. Concurso Nacional de Fotografia da revista Tempo Livre.
Periodicidade mensal. Podem participar todos os sócios do
Inatel, excluindo os seus funcionários e os elementos da
redacção e colaboradores da revista Tempo Livre.
2. Enviar ss fotos para: Revista Tempo Livre - Concurso de
Fotografia, Calçada de Sant’Ana, 180 - 1169-062 Lisboa.
3. A data limite para a recepção dos trabalhos é o dia 10 de
cada mês.
4. O tema é livre e cada concorrente pode enviar, mensalmente, um máximo de 3 fotografias de formato mínimo
de 10x15 cm e máximo de 18x24 cm., em papel, cor ou preto
e branco, sem qualquer suporte.
5. Não são aceites diapositivos e as fotos concorrentes não
serão devolvidas.
6. O concurso é limitado aos sócios do Inatel. Todas as fotos
devem ser assinaladas no verso com o nome do autor,
direcção, telefone e número de associado do Inatel.
7. A Tempo Livre publicará, em cada mês, as seis melhores
fotos (três premiadas e três menções honrosas), seleccionadas entre as enviadas no prazo previsto.
8. Não serão seleccionadas, no mesmo ano, as fotos de um
concorrente premiado nesse ano
9. Prémios: cada uma das três fotos seleccionadas terá
como prémio um fim de semana (duas noites) para duas
pessoas num dos Centros de Férias do Inatel, durante a
época baixa, em regime APA (alojamento e pequeno
almoço). O premiado(a) deve contactar a redacção da «TL»
10. Grande Prémio Anual: uma viagem a escolher na
Brochura Inatel Turismo Social até ao montante de 1750
Euros. A este prémio, a publicar na revista Tempo Livre de
Setembro de 2007, concorrem todas as fotos premiadas e
publicadas nos meses em que decorre o concurso.
11. O júri será composto por dois responsáveis da revista
Tempo Livre e por um fotógrafo de reconhecido prestígio.
COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA [ VI ]
S. TOMÉ
e PRÍNCIPE
Grandes esperanças em águas equatoriais
Um “paraíso” –
como glosam os
folhetos turísticos
distribuídos na
Europa –, São
Tomé e Príncipe
oferece ambíguos
retratos,
consoante os
olhos e a
perspectiva de
quem olha.
Paisagens de
sonho convivem
com a realidade
de um dos países
mais pobres de
África, o primeiro
dos países
recentes da CPLP
a abolir o regime
de partido único.
14 TempoLivre
Setembro 2006
D
esde há trinta anos, quando foi declarada a independência, que
não se prefiguravam no horizonte mudanças de vulto como as que
se perspectivam agora – ressalvando, naturalmente, a passagem
do regime de partido único a democracia parlamentar, consagrada
pela Constituição de 1990.
A agricultura foi desde os tempos coloniais, responsável pela geração de riqueza
no território. Nas emblemáticas roças da ilha de São Tomé – que chegaram à meia
centena e constituíam, por vezes, grandes complexos com escola, hospital, creche
e mais de dois mil trabalhadores – produzia-se então, em larga escala, cacau e café.
A cultura do cacau foi introduzida no início do século XIX, e no dealbar do século
seguinte o território ocupou mesmo a primeira posição no mercado mundial.
Actualmente, nas poucas roças em actividade, a produção agrícola está bastante
reduzida, apesar das potencialidades que o país mantém nesse domínio – o cacau
continua a constituir, na verdade, a principal exportação do país. As expectativas
de desenvolvimento estão agora centradas na exploração do petróleo – São Tomé
possui importantes reservas deste combustível fóssil – e no eco-turismo que algumas das velhas roças começam a propor aos visitantes. Os investimentos relacionados com a exploração do petróleo contribuíram para situar em tempos
recentes o crescimento económico à volta dos 6% num país de que tem tido a
economia estagnada e que depende profundamente da ajuda externa.
Precisamente quanto ao petróleo, objecto de convénios e exploração conjunta
com a vizinha Nigéria e com empresas norte-americanas, tem-se assistido a uma
espécie de folhetim interminável, com lances inesperados de acusações de corrupção e decisões alegadamente questionáveis. Um dos países mais pobres do
mundo tornar-se-á, em breve, um país produtor de petróleo e, obviamente, a
fasquia das expectativas é alta e grandes as esperanças. As vozes mais críticas do
país lembram, contudo, que as promessas lavradas com o advento da democracia
continuam por cumprir, sublinhando a contínua instabilidade política e a incapacidade das elites identificarem e assumirem os interesses colectivos.
Com o início da exploração do petróleo, prevista para os próximos anos, as principais questões têm a ver com a distribuição da riqueza gerada e com a habilidade de
São Tomé gerir os seus próprios interesses no contexto das conveniências geo-políticas das potências regionais do Golfo da Guiné, e não só. São questões que se colo-
Setembro 2006
TempoLivre 15
CPLP > S.TOMÉ E PRÍNCIPE
cam a um país que recebeu do PAM (Programa Mundial
Alimentar) ajudas no valor de 4 milhões de dólares nos
últimos anos e que no mesmo âmbito beneficiará, entre
2006 e 2011, de mais cinco milhões de dólares…
ÁGUA E VERDE
As duas ilhas principais são pequenas – São Tomé, a maior,
tem menos de mil quilómetros quadrados, uma área cem
vezes menor que a de Portugal -, mas a diversidade de
atractivos é notável num território tão exíguo. O
arquipélago é de origem vulcânica e a paisagem é dominada por alguns picos, o mais alto esticando-se acima dos
dois mil metros. Em algumas regiões reina a selva densa,
por vezes pouco menos do que impenetrável, ocultando
rios e ribeiros pródigos e cascatas de águas abundantes,
como a Blú-Blú, no rio Água Grande, ou a cascata de São
Nicolau, nas imediações de Trinidade. Na orla desta massa
verde de vegetação luxuriante e tropical, abrem-se para o
GUIA
Como ir
média anual varia entre os
S. Tomé, tel. 239222511, fax
Úteis
ATAP tem voos regulares
vinte e os trinta graus. A
239221087
É necessário visto, que se
para São Tomé. Há oper-
estação das chuvas começa
Marlin Beach Resort,
pode obter na Embaixada
adores turísticos que ofere-
em finais de Outubro e vai
junto à Praia do Lagarto,
de São Tomé em Lisboa
cem programas de uma ou
até Maio. Entre Junho e
tel. 239222350, fax
(Avenida Almirante Gago
duas semanas em São
Setembro decorre a estação
239221814
Coutinho, tel. 218461906)
Tomé, no Príncipe e na Ilha
seca, com temperaturas
Pousada da Boavista, a
ou no Consulado do Porto
das Rolas.
mais amenas (Julho é o mês
cerca de 25 quilómetros da
(Av. da Boavista, tel.
menos quente), a melhor
cidade de São Tomé, tel.
226096723).
época para visitar o país.
2392221023
É aconselhável fazer a pre-
Pensão Palhota, Santo
venção da malária e indis-
Quando ir
São Tomé tem um clima tropical, com um elevado índice
Onde dormir
António, Ilha do Príncipe,
pensável a vacina da febre
de humidade. A temperatura
Hotel Miramar, Cidade de
tel. 2391251060
amarela.
16 TempoLivre
Setembro 2006
Atlântico praias de antologia: a dos Tamarindos, a das
Conchas, a de Micondó, ou, ainda, a Lagoa Azul, rodeada
de seculares embondeiros. No Ilhéu das Rolas, atravessado pela linha do Equador, assim como no Príncipe, o
cenário é semelhante: recantos idílicos desenhados com
areias claras, águas azul-turquesa e coqueirais à volta.
O pequeno arquipélago do Golfo da Guiné merece
bem mais do que uma semana de poiso, mas nesse
espaço de tempo, o mais frequente nos programas de
viagens das agências turísticas, é possível conhecer o
essencial, sob a condição de não se abandonar o viajante
a demasiadas preguiças sobre os areais das praias. É fundamental dispor de um todo o terreno, uma vez que as
estradas do interior da ilha são quase todas em terra e
basta chover para a lama tomar conta de tudo. Os mais
aventureiros podem arriscar alternativas aliciantes:
subir aos cumes dos extintos vulcões ou lançar-se em
trekkings de mochila às costas entre as povoações. Há
que ter alguns cuidados, a recensear no local, nomeadamente prestar atenção aos dois maiores perigos da ilha,
os mosquitos (a malária é assunto sério nestas paragens)
e as temíveis cobras pretas, cuja mordedura pode ser
fatal. Em qualquer dos percursos escolhidos para este
tipo de actividade, convém obter previamente informação sobre os caminhos mais aconselháveis e munir-se
de um bom mapa. A hipótese do acompanhamento por
um guia experimentado também não é de descartar.
Esses trajectos desenhados através do interior da ilha
são propícios a uma imersão na generosa natureza sãotomense e ao contacto directo com os seus frutos. Em
certos cenários, papagaios, macacos e vistosos ossobós
(há cerca de sessenta espécies ornitológicas, das quais
umas quinze endémicas) confundem-se nos labirintos
das ramagens da floresta equatorial ou nos braços
dançantes dos coqueiros. Noutros desenhar-se-ão abacates, bananas, jacas, fruta-pão, papaias e o paradigmático mangustão. Entre as espécies mais representativas da flora da ilha contam-se o embondeiro, o pauferro, o ipê, a árvore da quina, a seringueira, o coqueiro
e a palmeira de onde se extrai o óleo de palma.
O mergulho, pesca submarina ou no mar alto, ou simplesmente giravoltas de observação, são outras actividades que vale a pena agendar no arquipélago. As
águas equatoriais e cristalinas de São Tomé e Príncipe
acolhem golfinhos, espadartes, peixe-voador e muitas
outras espécies amantes do calor tropical. A riqueza piscícola justificou por sinal, ainda recentemente, a renovação de acordos de pesca com a União Europeia.
NO REINO DAS ROÇAS
A par do eco-turismo, São Tomé oferece variadas justificações para as outras andanças. Na capital, é forçoso
CPLP > S.TOMÉ E PRÍNCIPE
Memórias de S. Tomé e Príncipe
A mais remota lembrança que guardo de S. Tomé está
Príncipe ascendeu à independência (após meio milénio
associada a uma curta escala de navio quando, com oito
de presença e administração portuguesas), implantou a
anos de idade, regressava a Lisboa vindo da Ilha de
democracia (pondo termo a quinze anos de regime
Moçambique.
monopartidário) e optou por basear o seu progresso e
É uma recordação – que o tempo foi esbatendo e subs-
desenvolvimento na exploração do petróleo e na
tituindo por outras mais recentes – onde se misturam o
prestação de serviços (cenários distintos dos que, desde
perfil esverdeado da ilha, o incessante voltear das peque-
o séc. XVI, foram protagonizados pelo aproveitamento
nas pirogas em torno do “vapor” e o movimento e agi-
das enormes potencialidades agrícolas do território).
tação dos passageiros comprando peças de artesanato
É, pois, um País novo, não apenas pela extrema juven-
que os comerciantes locais expunham sobre panos esten-
tude da sua população (quase 70% nascida já depois da
didos nos “decks”.
independência), como pela natureza, amplitude e com-
A chegada a S. Tomé foi antecedida do relato de
histórias sobre o risco de “ir a terra”, tanto pela ameaça
plexidade das apostas que assumiu para inventar o seu
futuro.
que representavam os tubarões em caso de acidente,
E se é certo que quase tudo mudou, não é menos certo
como pela probabilidade de, inesperadamente, se levan-
que alguns factores - por serem permanentes – perdu-
tar um tornado que, provocando calema, poderia inviabi-
ram, ainda que com expressão conjuntural diferente.
lizar o regresso ao navio. E quantos passageiros – asse-
Refiro-me, concretamente, às tensões e conflitos de inte-
guravam tais histórias – ficaram retidos na ilha vendo o
resses prevalecentes no Golfo da Guiné.
navio, chegada a hora da partida, levantar âncora e afastar-se até desaparecer no horizonte…
Podendo envolver riscos, representam, igualmente,
oportunidades que a inserção na CPLP mais potencia.
Esta imagem de aventura e risco desvaneceram-se
A recente admissão da Guiné Equatorial com estatuto
quando em 1970 e também no ano seguinte estive em S.
de observador poderá abrir caminho para que outros
Tomé – agora em terra e não apenas a bordo de um navio
países da região (onde existe um vasto património de
fundeado ao largo – acompanhando alunos meus na
afinidades com o mundo lusófono) se aproximem também
Universidade de Luanda.
da Comunidade, com evidentes vantagens para S. Tomé
Conheci então pessoas acolhedoras e amigas que ti-
e Príncipe.
nham vaidade em mostrar as belezas da ilha e não escon-
De igual modo, as profundas ligações históricas com
diam o seu regozijo perante as manifestações de admi-
Angola, Brasil e Cabo Verde podem induzir novas e sin-
ração e fascínio que elas provocavam.
gulares formas de diálogo e cooperação que, enriquecen-
Percorrendo óptimas estradas marginadas por flores e
plantas exóticas (como se fossem caminhos no meio de
do a CPLP, são igualmente relevantes para o desenvolvimento do País.
jardins) pude visitar roças, hospitais, escolas, praias,
Em passado relativamente próximo, S. Tomé e Príncipe
etc., guardando do que então vi uma recordação que foi
evidenciou a mais-valia que constitui a sua posição geo-
determinante para que, em 1988, aceitasse o convite do
estratégica e a estabilidade social de que goza. Estou
então Primeiro Ministro Cavaco Silva para desempenhar
certo de que repousará aí e na sua identidade lusófona
as funções de Embaixador de Portugal em S. Tomé e
boa parte do sucesso que - desejo – venha a ter nos
Príncipe.
desafios que adoptou.
Os quase cinco anos que ali passei, permitiram-me
Dado o interesse com que acompanho o que se passa
conhecer melhor as duas ilhas e – sobretudo - o povo e
no País e recordando as histórias que ouvi na primeira vez
colher uma percepção mais objectiva dos desafios e
que ali passei, interrogo-me se também eu – sem tornado
condicionantes inerentes ao seu processo de desenvolvi-
nem calema que o provocasse – não fiquei prisioneiro do
mento, induzido pelas radicais transformações que o País
paraíso que é S. Tomé e Príncipe.
conheceu no último quartel do século passado.
Com efeito, no curto espaço de uma geração, S. Tomé e
18 TempoLivre
Setembro 2006
Eugénio Anacoreta Correia
Antigo Embaixador em S. Tomé e Príncipe
começar a visita pela velha fortaleza seiscentista de São
Sebastião, edificada para defender a capital dos ataques
de holandeses e franceses, actualmente com funções
museológicas, e a catedral, templo datado, também, dos
idos coloniais.
Esquadrinhar o coração do ilha em busca do que resta
das velhas roças pode ser como uma viagem no tempo e
tem tanto de fascinante como de desolador. Algumas,
poucas, têm sido objecto de renovação e recuperaram
actividade produtiva; outras não são senão sombra de
um passado de esplendor. Mas todas se revelam, simultaneamente, uma lição sobre os ambíguos e iníquos tempos coloniais, quando a mão-de-obra quase escrava dos
contratados (assim designados, eufemisticamente, os
trabalhadores depois do fim oficial da escravatura) era
um dos pilares da prosperidade dos colonos europeus.
Há um bom punhado delas que merece visita, como a
Roça Monte Café, que continua a produzir café, a
Agostinho Neto (designada, nos tempos coloniais, por
Rio do Ouro), uma das maiores e mais completas, a
Água-Izé, a Bombaim ou a São João, desde há alguns
anos de portas abertas ao turismo. Como não há bela
sem senão, os viajantes independentes – e os outros, em
franca maioria – têm que enfrentar as consequências da
falta de concorrência e de uma oferta turística ainda
incipiente mas atenta à oportunidade, consequências
que se traduzem em preços por vezes manifestamente
exorbitantes.
O turismo, visto como uma das áreas de maior
desenvolvimento potencial, não tem no arquipélago
espaço nem condições para uma expansão exponencial. Dito de outro modo, as possibilidades de crescimento passam mais por uma oferta dirigida a um nicho
específico do que pelo desenvolvimento do turismo de
massas. Por outro lado, também neste domínio emerge
um cepticismo que tem a mesma pertinência que aquele que é expresso face às promessas do petróleo. Não é
verdade que, na grande maioria das situações, o grosso
dos benefícios da exploração turística passa ao lado das
populações locais? No caso de São Tomé, a experiência
apontada como mais paradigmática é a do Ilhéu das
Rolas, onde uma comunidade rural foi afastada para se
implementar um resort de luxo, pouco se modificando
as condições de vida da população. São Tomé pode surgir, efectivamente, como um paraíso, como um
arquipélago idílico para veraneantes de passagem. Mas
para a grande maioria dos são-tomenses, para quem vê
os anos passar amarrados à pobreza e à resignação, não
será, antes, um paraíso envenenado? I
Humberto Lopes [texto] Paula Silva [fotos]
Setembro 2006
TempoLivre 19
REGATAS
NOS 50 ANOS DA TALL SHIP’S RACE
Portugal à vela
Milhares de jovens, dos 15 aos 65 anos,
tiveram o privilégio de chegar a Lisboa a bordo dos 80 veleiros
de grande e pequeno porte que participaram na Tall Ship’s Race 2006.
AS REGATAS NOS GRANDES VELEIROS E NAVIOSescola têm contribuído para a formação de muitos
jovens e para incrementar a amizade e a compreensão a
nível internacional. «O treino de vela para jovens,
talvez hoje de uma forma mais acentuada, dado que
existem cada vez menos possibilidades de aventura e de
teste das suas capacidades, torna-se numa contribuição
vital para a sociedade – salientou Nigel Rowe, presidente da Sail Training Internacional, organizadora da
Tall Ship’s Race – os jovens aprendem o valor do trabalho em equipa e de liderança, desenvolvem novas
capacidades e a confiança que expandirá e enriquecerá
a sua vida social e profissional».
Nos dias reservados às visitas, a população de Lisboa
acorreu em massa às docas de Santos e do Espanhol, em
20 TempoLivre
Setembro 2006
Alcântara, para visitar os principais veleiros. Por um
natural e saudável sentimento de patriotismo, formavam-se longas filas junto do navio-escola Sagres e do
Creoula, o último dos grandes bacalhoeiros portugueses, hoje, transformado em navio de instrução no mar.
Destaque, ainda, para a Vera Cruz, uma réplica das caravelas quinhentistas em que os portugueses deram
“mundos ao mundo”.
Entre os navios estrangeiros, as preferências iam para
o belíssimo navio escola italiano Amerigo Vespucci,
onde era visível a azáfama dos marinheiros – a
guarnição é constituída por 350 homens e mulheres –
no embarque dos lençóis lavados na lavandaria, a lavar
o convés ou a puxar o lustro aos dourados.
Os 113 metros do convés do Juan Sebastián de Elcano
– representante da outrora temida Armada Espanhola –
pareciam que nunca mais acabavam para quem o percorria da popa à proa. Grandes bandeiras de Portugal e
Espanha ornamentavam a ponte de comando e um
amplo toldo de lona protegia visitantes e marinheiros
dos inclementes raios solares.
A bordo do Mir, os jovens oficiais russos estavam
aprumados para acolher as visitas, enquanto os marinheiros polacos que estavam na banca de recordações
do Dar Mlodziezy não tinham mãos a medir para satisfazer a procura dos visitantes, ávidos de comprar uma
T-shirt, um gorro, uma caneca, um autocolante ou qualquer recordação que fosse deste magnífico veleiro de
passagem por Lisboa.
VIDA A BORDO NUNCA PÁRA
Mais descontraídas, as tripulações dos veleiros Christian
Radich (norueguês) e Georg Stage (dinamarquês) deixavam toda a gente à vontade e prosseguiam com os trabalhos de manutenção habituais sempre que os navios
estão num porto: lavagens e limpeza do convés e porão;
arrumação dos cabos da mastreação; pinturas diversas;
e manutenção dos motores e equipamentos eléctricos e
mecânicos. Em muitos dos navios atracados, também
eram visíveis as cordas de roupa estendida a secar.
Depois do trabalho, os campeões da diversão estavam
no Capitán Miranda, o navio escola do Uruguai. À popa,
os convidados eram recebidos por uma verdadeira
orquestra improvisada de ritmos sul-americanos.
No Stavros S. Niarchos – um dos brigues gémeos da
Tall Ships Youth Trust – a recém-chegada tripulação de
jovens britânicos recebia a instrução prática para subir
aos mastros e, mais tarde, no “briefing” com o comandante, tomava conhecimento de todas as regras para
viver e conviver a bordo. Outros navios estão equipados para receber jovens deficientes a bordo. No caso do
britânico Lord Nelson, estes podem ir até aos 50% da
tripulação, dos quais oito pessoas em cadeira de rodas.
A regata que terminou em Lisboa teve início com
uma concentração em St. Malo (França), de onde os
veleiros saíram para Torbay, no sul de Inglaterra. O
objectivo era o de comemorar o cinquentenário da
primeira regata de grandes veleiros realizada em 1956,
por iniciativa do Embaixador de Portugal no Reino
Unido, Pedro Theotónio Pereira e do advogado londrino, Bernard Morgan. Quatro dos veleiros presentes
nesta histórica regata – Christian Radich, Falken, Georg
Stage e Sagres – voltaram a sulcar os mares 50 anos
depois. A próxima Tall Ship’s Race, em 2008, terá como
cidade anfitriã o Funchal, tendo como porto de partida
Falmouth, no sudoeste de Inglaterra.I
Alexandre Coutinho [texto e fotos]
Setembro 2006
TempoLivre 21
TERRA NOSSA
S. PEDRO
DE MOEL
Brisas atlânticas
Em toda a sua existência São Pedro de Moel viveu aconchegada numa dupla intimidade: o mar
e o pinhal. O burgo deve-lhes muito, praticamente tudo. Custa a crer, mas as indagações dos historiadores dizem que já foi porto que enviava madeira do pinhal, com que depois se faziam as
naus que iam à Índia.
UM POETA PÔS AS COISAS NESTES TERMOS: “Pinhal
de heróicas árvores tão belas / foi do teu corpo e da tua
alma também / que nasceram as nossas caravelas / ansiosas
de todo o Além / foste tu que lhe deste a tua carne em flor
/ e sobre os mares andaste navegando / rodeando a Terra
e olhando novos astros / oh gótico Pinhal navegador / em
naus erguidas levando / tua alma em flor na ponta dos
mastros!...” O poeta chamava-se Afonso Lopes Vieira.
A região de Moer vem citada na doação de terras feita
por D. Afonso Henriques aos monges de Alcobaça, mas
a povoação actual data do virar do século XIX para o
século XX. Embora pareça certo que os Mouzinho de
Albuquerque já aí tinham casa, outra versão diz que o
professor de literatura do Liceu de Leiria, Adolfo Leitão,
e um seu parente, Nicolau Bettencourt edificaram ali as
primeiras moradias de férias. Pode-se aceitar portanto
que o início da verdadeira urbanização e uso como
praia de banhos andará por esses anos.
Seja como for a dado momento os elegantes, os endinheirados, ou ambas as coisas, industriais e comerciantes
abastados, artistas bem sucedidos, começaram a interessar-se pela antiga Moer árabe. Os novos inquilinos trouxeram os seus gostos, edificaram casas e com isso abriram
um autêntico catálogo de arquitectura. E moradia a
22 TempoLivre
Setembro 20065
moradia a povoação ganhou forma. São quase sempre
peças de valor. Para além das casas alpendradas, onde a
varanda corrida com balaústres de madeira introduz
uma nota distintiva, há outros estilos. Linhas mais depuradas a apontar para um modernismo que também
arranjou espaço na povoação, principalmente construções das décadas de cinquenta e sessenta do século
passado. E há casas que são um primor. Um passeio ao
acaso pelas ruas põe a salvo esta afirmação. Os exemplares mais interessantes podem ser admirados nas ruas
Dr. Adolfo Leitão, Álvaro Barros e Rua das Amoreiras,
quando se trata de edifícios de raiz mais tradicional. Já a
arquitectura de feição mais moderna encontra-se disseminada, mas um par de ruas, a Avenida do Farol e
Avenida das Piscinas dão uma boa amostra. E feito o passeio não custa afirmar que a harmonia do conjunto é
poucas vezes ofendida. De todas estas casas há, porém,
uma que se destaca pela localização e pelo simbolismo
que encerra. Pertenceu a Afonso Lopes Vieira e foi na
“Casa-Nau”, como lhe chamava, que concebeu boa parte
da sua obra. Por testamento destinou-a a colónia balnear
para crianças, vontade cumprida até hoje. Desde 2005
que é também Casa-Museu com o objectivo de evocar a
singular figura do escritor e esteta que a habitou.
SETEMBRO 2006
TEMPOLIVRE 23
TERRA NOSSA
São Pedro de Moel e a Mata, ou Pinhal de Leiria,
são dois seres intimamente ligados, de tal forma
que é impossível pensar na existência de um
sem contar com o outro
O FAROL
Há uma silhueta longilínea que todos conhecem: o farol.
Situado a meia distância entre o Cabo Carvoeiro e o
Cabo Mondego, está assente no topo de um penhasco
que cai a pique para o mar. Um sítio do agrado de
pescadores e dos amantes das vistas largas. O local é
conhecido por Penedo da Saudade e entrou há muito na
alçada fantasiosa das lendas. Conta-se que a duquesa de
Caminha não tendo conseguido provar a inocência do
seu marido ia para o local chorar as mágoas da sua viuvez. De facto, em 1641, o sétimo marquês de Vila Real e
o seu filho, segundo duque de Caminha foram executados no Rossio sob a acusação de conspirarem contra o
rei. A conjura não é ficção e o duque embora tivesse conhecimento dela, não a denunciou para não incriminar
o pai. Os marqueses de Vila Real eram simultaneamente
alcaides de Leiria onde tinham um palácio grandioso,
além de casa em São Pedro de Moel, de modo que pode
acontecer ter a lenda um rasto de verdade.
Desde 1912 que o farol avisa os navegantes que passam
ao largo. No alto de uma torre de 33 metros, uma poderosa
24 TempoLivre
Setembro 20065
fonte de luz e uma lente chamada de Fresnel, em homenagem ao francês Agustin Fresnel o seu inventor, envia
fachos luminosos até 30 milhas marítimas mar dentro.
O PINHAL DO REI
São Pedro de Moel e a Mata, ou Pinhal de Leiria, são
dois seres intimamente ligados, de tal forma que é
impossível pensar na existência de um sem contar com
o outro. A Mata é um mar verde: 11023 hectares desde
o rio Lis a norte até ao vale de Água de Madeiros a sul.
A tradição entrega o plantio a D. Dinis (donde deriva a
antiga designação de Pinhal do Rei), mas a generalidade dos estudiosos considera a Mata mais antiga. O
que parece certo é o monarca ter dado um novo fôlego
à floresta já existente e provavelmente ter introduzido o
pinheiro bravo, cujas sementes teriam vindo nos navios
portugueses que faziam comércio com França. Fosse
como fosse o Pinhal com o passar do tempo viria a
transformar-se no “ maior monumento nacional, exemplo de uma riqueza que todos os dias se avoluma (…)”.
Vulgares quando vistos um a um, graciosos e sussur-
Casa-Museu Afonso Lopes Vieira
rantes quando reunidos em conjunto, a certos pinheiros
da Mata há que acrescentar uma particularidade. São
conhecidos pelo nome de “pinheiros rastejantes”.
Árvores que formam a primeira linha na intercepção dos
ventos marítimos. O efeito tem tanto de curioso como
dramático ao ajoelharem-se nas dunas, torcendo-se como
serpentes, incapazes de erguerem as copas. O exemplar
mais notável encontra-se no talhão 231, logo a norte do
ribeiro de Moel. É uma árvore que conta entre 130 a 170
anos e está classificada como Árvore de Interesse Público.
Mas onde a diversidade e pujança da Mata atinge toda a
sua riqueza é no acompanhamento do Ribeiro de Moel.
Encaixado entre dunas altíssimas, o vale por onde desliza
o fio de água é um prodígio com as suas árvores vetustas
e jogos de luz na folhagem densa. Acácias, amieiros,
choupos, carvalhos e eucaliptos formam uma densa cortina verde onde o ar é fresco e perfumado.
Debaixo do arvoredo estão as dunas, concebidas pelo
capricho dos ventos e fixas pelas raízes das árvores e de
plantas rasteiras como as urzes e as camarinheiras que no
Verão se enchem de bagas brancas, como pequenas péro-
las. Combinando-se sob a forma de cordões, são “ biombos vegetais de mais de 100 metros de altura que criam
junto ao mar uma atmosfera extática, perfumada de sais
marinhos e resinas aromáticas.” Mas estas dunas, que
aqui fazem as vezes das montanhas, são além do mais
excelentes miradouros. O Ponto Novo é uma dessas
dunas gigantes onde em 1937 foi instalada uma torre de
vigia, projecto do engenheiro silvicultor Mário Galo.
PASSEIOS COM O MAR À VISTA
São Pedro de Moel enquanto praia de banhos está regida
pelo movimento pendular das povoações com as suas características: cheia como um ovo durante o Verão, praticamente vazia durante o Inverno. Bem, há que considerar
uma terceira situação que é a dos fins-de-semana de sol, ao
longo do resto do ano. Dias abençoados por uma bela luz,
onde se combina a clareza e finura atlântica com o tom
quente mediterrânico. Nessas ocasiões a praia transfigurase. Novos hábitos e novos equipamentos trataram da metamorfose. A juntar aos pescadores à linha, antigos frequentadores deste troço de costa, entraram em cena os surfistas
Setembro 2006
TempoLivre 25
TERRA NOSSA
que encontraram nas ondas vigorosas,
principalmente durante o Inverno, um
sítio capaz para mostrarem habilidade e
sangue frio. É vê-los a perseguirem a
crista das ondas, agarrados às pranchas,
embora nem sempre em cima delas. Da
Praça Afonso Lopes Vieira, ou melhor
ainda, do miradouro ao fundo da
Avenida Marginal, pode-se assistir a esse
espectáculo de equilíbrio e coragem.
Mas há mais. Um extenso passadiço
aéreo, veio poupar dunas e arribas,
que eram constantemente pisoteadas e introduziu o
hábito de se caminhar nesse corredor de tábuas. Gente
de todas as idades, famílias inteiras, pares de namorados, almas solitárias exercitam as pernas sedentarizadas
por rotinas da vida moderna. Com aquele luxo de
panorama só se o mundo inteiro estivesse cego é que o
sucesso não aconteceria.
A ciclovia da Estrada Atlântica é outro êxito. Num terreno quase sempre plano, em que se esquece facilmente
que se está a pedalar, com paisagens refrescantes de
ambos os lados da pista, a ciclovia ganhou rapidamente
as graças de toda a sorte de ciclistas. São os novos frequentadores de São Pedro de Moel.
ÍCONES RENOVADOS
GUIA
Localização
comodidades nomeada-
São Pedro de Moel loca-
mente restaurante, super-
liza-se no litoral centro,
mercado e parque infantil.
distando 10 quilómetros
Parque de campismo:
da Marinha Grande, 22
Av. do Farol; Tel.: 244 599
quilómetros de Leiria e
289
cerca de 150 quilómetros
- Hotel Mar e Sol –
de Lisboa.
Av. Da Liberdade, 1
Tel: 244 590 000
Dormir
- O INATEL dispõe de um
Comer
Parque de campismo
Restaurante/ Cervejaria
instalado num terreno
Camões: Rua António
com 11 hectares rodeado
José Boiças (nas
de pinhal e com o mar em
Piscinas), tel.: 244 599
frente. Dispõe de todas as
222; Restaurante Estrela
do Mar: Avenida
Marginal, tel.: 244 599245
Visitar
Casa-Museu Afonso
Lopes Vieira:R: Dr. Adolfo
Leitão, 4, tel.: 244 599 201
(Aberta ao público
durante os meses de
Julho, Agosto e Setembro)
Na década de sessenta São Pedro de Moel ganhou outra
animação, outro fôlego; como se a crescente influência do
rock and roll viesse espevitar a pacatez burguesa. A verdade é que iniciativas desse tempo trouxeram um novo
élan, impuseram-se. Nessa categoria entram a cafetaria
Bambi, projecto da Câmara Municipal da Marinha Grande
e o complexo das Piscinas, obra da empresa Promoel. Num
sítio e no outro dançou-se de facto rock and roll e outros ritmos. O Bambi acumulou o serviço de cafetaria com o de
dancetaria, durante muito tempo. O complexo das
Piscinas, piscinas de água salgada que substituem os banhos de mar quando a bandeira vermelha aparece no mastro, mantém uma discoteca há muitos anos.
Estes poisos de boémia e divertimento (a quem o mais
recente Old Beach Club, na Praia Velha veio fazer companhia) tiveram os seus altos e baixos, entraram e
saíram de moda, deixando de ser isto para serem aquilo, mas mantendo-se de pé. As Piscinas domiciliam
agora um restaurante, virado à praia e ao mar, de fazer
inveja. O Bambi envelheceu, foi deitado ao chão e
depois do tempo necessário às obras reapareceu mais
atraente do que nunca.
No Verão, São Pedro de Moel recebe, sempre, os seus
fiéis. Gente habituada às regulares brumas que do
Atlântico rojam à praia, ao mar vivo que enche o ar de iodo.
Gente que lhe reconhece um carácter que outras praias
nunca tiveram, ou então perderam, gente que aprecia uma
singularidade que se tem mantido ao longo dos anos. I
José Luís Jorge [texto e fotos]
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OFÍCIOS
CARLOS GASPAR SANTOS
O Mestre alfaiate
Carlos Alberto Gaspar Santos, natural de Valesim, Seia, “filho da Serra da Estrela” como se
intitula, está estabelecido em Lisboa há 37 anos, como alfaiate. No entanto, antes de se
tornar alfaiate, tentou ser cozinheiro, ainda na sua terra natal, ofício do qual não gostou. Só
então o seu pai o “convenceu” à arte, de que hoje tem muito orgulho. Começou aos 14 anos,
quando veio para Lisboa.
Só após o primeiro ano de trabalho começou então a
ganhar o primeiro ordenado: 15 tostões por dia. E se,
nessa altura, a sua clientela era “certa”, normalmente
pessoas do bairro e despachantes da Alfandega, hoje
em dia, para além de cada vez ser mais escassa, são
clientes de passagem, ocasionais. Se uns acham demasiado caro um fato feito num alfaiate, outros apercebemse que a grande diferença entre estes e os de pronto-avestir: na qualidade dos materiais, da forma como são
cozidos, pregados os botões ou quando têm que recorrer ao alfaiate para “emendar” os fatos comprados nas
28 TempoLivre
Setembro 2006
lojas. Um fato feito por medida podia custar entre 65 e
80 mil escudos, mas pode durar uma vida...
Uma história engraçada, vivida por Carlos Santos, foi
quando um pai e quatro filhos lhe encomendaram uns
fatos para irem a um casamento. A mesma fazenda deu
para fazer os cinco fatos. “ O pai era tão gordo, que
quando veio fazer as primeiras provas do seu fato,
levantou de tal maneira os braços - é que a sala de
provas era muito apertada! - que se a fazenda não fosse
de qualidade tinha-se rasgado toda. Com os fatos, como
quiseram todos iguais, pareciam os rapazes da banda
do casamento!”, conta, divertido.
Os instrumentos que utiliza são muitos e vão desde o
dedal, a agulha, vários tipos de tesouras, giz para marcar a fazenda, fita métrica, secador, ferro a vapor, almofada inglesa (que serve especificamente para passar os
ombros dos casacos), uma chonga (tábua própria para
dar forma aos casacos) pregadeiras, botões, um jogo de
réguas: uma para a traseira e a frente das calças, outra
curva para os ombros e um esquadro curvo para a linha
das calças.
Era importante, e ainda o é, acompanhar as modas e
os diferentes estilos, tais como as bocas – de - sino (ou
pata de elefante) estilo argentino, embora seja o smoking clássico que mais lhe costumam encomendar, pois é
um estilo que fica sempre bem.
Quanto ao futuro, e embora já tenha tido seis mulheres a trabalhar para ele, antes do 25 de Abril, a
tendência é para que a tradição do alfaiate venha a
acabar. Como ele próprio diz: “actualmente o que conta
é o dinheiro; já não tenho ninguém aqui a aprender
porque as pessoas já chegam aqui a quererem saber
quanto é que vão ganhar em vez de quererem primeiro
aprender a fazer bem um fato. Assim, o tempo que
perco a lhes ensinar e o salário que lhes tenho que
pagar, é melhor ser eu aqui só com a minha ajudante.”
Só na Baixa, os alfaiates eram às dezenas, e resiste
uma casa de referência, a Nunes Correia, na esquina da
rua de Stª Justa com a rua Augusta, fundada no final do
secº XIX, e que teve a primeira máquina de costura
Singer, que foi ali estabelecer-se ido da rua dos
Algibebes – o oficio que antecedeu o alfaiate - hoje rua
de S.Julião.
Sobrevive, hoje, o herói, o resistente, que nos seus 70 e
muitos anos, ainda não pôs o dístico para trespasse à
porta, o nº160 da rua dos Remédios, sempre esperando
por mais uma encomenda, um fato que alguém prefira
feito do que o massificado pronto-a-vestir. Cumprimenta
quase toda a gente que lhe passa à porta e toda a gente o
cumprimenta. Não é para menos: a sua jovialidade fica
bem na figura elegante, de colete bem talhado, beirão de
olho claro e olhar penetrante, que acarinha a sua terra e
recorda as romarias, o ribeiro e os moinhos de água, e
onde vai amiúde.
Mas se estima o local onde trabalha, Alfama, também
estima o seu “clube de colegas”, a Associação dos
Alfaiates e a respectiva casa de repouso em Sintra. O dia
do alfaiate é o ultimo domingo de Maio e o seu patrono
é Homem Santo Bom. Ora entra o vizinho que vem
assobiar para o canário do Sr. Carlos, ora a senhora que
vem dar um recado para uma outra vizinha, e o sr. alfaiate é mais do que isso, é uma referência, uma simpatia
para todos, é alguém dali. E chega aos jornais e revistas
nacionais, a livros.
O cosmopolitismo de Carlos Santos chega à
Alemanha, Grã-Bretanha, donde vêm fotografá-lo,
filmá-lo, entrevistá-lo. Mas pode-se lá ter melhor préreforma do que falar da sua vida e ficar memorizado
nos quatro cantos da Europa? O Sr. Carlos dá-me uma
da sua sabedoria, que não vou esquecê-lo, bem-haja por
isso: “Eu continuo a fazer o que fazia quando tinha 20
anos: então fazia o que podia, agora faço o que posso!”
E esta, hem?! I
Guilherme Pereira [texto e fotos]
Setembro 2006
TempoLivre 29
O TEMPO E O MUNDO|DUARTE IVO CRUZ
A matriz de todas as angústias
O mais elementar
bom senso aconselha a não
fazer previsões.
No dia em que escrevemos, a conjuntura é a seguinte:
- o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade um calendário e um plano de cessar-fogo no
Líbano;
- o Governo libanês, Israel e o Hezbolah aceitam o cessar-fogo; Israel avança 30 km no sul do Líbano e declara a
efectivação do cessar-fogo para 24 horas depois da declaração de aceitação;
- a polícia inglesa, em colaboração com os serviços americanos e paquistaneses, continua a conduzir as investigações acerca da ameaça de atentados terroristas que atingiria um número indeterminado de voos de Londres para
os EUA;
- surgem notícias de ameaças de atentados terroristas na
Índia;
-as comunidades muçulmanas um pouco por todo o
lado, mas sobretudo em Londres, protestam contra o que
consideram perseguição ou suspeição infundada;
- fala-se cada vez mais em Ocidente versus Islão;
- a UE reforça os dispositivos de controlo da emigração
clandestina, sobretudo entre Africa e as Canárias;
- o controlo de segurança do tráfego aéreo está reforçado, mas há que recordar os atentados urbanos e ferroviários de Madrid, Londres e Mombaim.
E, ainda, a deterioração da situação no Iraque e no
Afeganistão; o “esquecimento” da crise palestiniana; o
risco de extensão da crise do Médio Oriente à Síria e até ao
Golfo; a indefinição e a pressão do programa nuclear do
Irão; o recrudescimento dos fantasmas do anti-semitismo
e do anti islamismo.
DESTA MATRIZ TIRAM-SE DIVERSAS CONCLUSÕES,
mas desde logo a primeira será, exactamente, a impossibilidade de uma previsão estratégica e diplomática da evolução
da situação. O que significa, por sua vez, varias coisas:
- o pesadelo diário da vida corrente, a nível das populações urbanas em geral;
- a tentação de reduzir a esquemas no mínimo perigosos
pelo simplismo as raízes profundas do conflito, atirandoo para confrontos de mentalidade, raça ou religião – o que
representa um terrível retrocesso civilizacional;
30 TempoLivre
Setembro 2006
- a necessidade de conseguir um equilíbrio entre a protecção do Estado e dos cidadãos, o combate ao crime terrorista e a garantia dos direitos humanos;
- a reconversão da colaboração entre serviços de informação a nível mundial.
E, sobretudo, a separação entre politica, ideologia e
segurança dos cidadãos. Ou por outras palavras, não há
formas “de esquerda” ou “de direita” de combater o crime
e o terrorismo. O crime e o terrorismo são condenáveis em
si, independentemente das fundamentações ou opções
ideológicas subjacentes.
No meio disto tudo, ficam para segundo plano outras
situações internacionais importantes, como, designadamente, a plausível evolução da situação em Cuba, as
alianças anti-americanas da Venezuela, e, com mais directa implicação para Portugal, as negociações de Cabinda, as
indefinições de Timor e mesmo a destabilização dos países francófonos mais ou menos ligados a legítimos interesses nacionais.
Pode legitimamente um comentador arriscar qualquer
previsão, a um mês de distância? De facto, penso que não.
E antes me apetece lembrar como, nos anos 90, percorri,
em representação do Governo português e acompanhado
apenas pela minha mulher e pelo então Embaixador de
Portugal em Telavive, esta região já na altura agitada, mas
estável. E como vi o tráfego intenso de fronteira entre o
Norte de Israel e o Sul do Líbano. Ou como percorri as colinas do Golã. Num e noutro local havia obviamente tropa
israelita, mais nos Golã do que na fronteira, mas sem sinais
de pressão.
E como, passando da Zona Ocidental para a Oriental de
Jerusalém, aí sem qualquer controlo, reuni com o número
dois da Autoridade Palestiniana, na sequência de uma
reunião que tivera em Lisboa no âmbito da ONU.
Ou como, logo depois do final da primeira Guerra do
Iraque, visitei o Kuweit, sempre em representação do
Governo português e tive conversações, com o recém
instalado Governo Kuweiteano e com outros da região.
Nessa altura havia esperança. Esperança que aliás se foi
confirmando ao longo da década, num processo difícil e
irregular, em que muita gente morreu e sofreu – mas que,
apesar de tudo ia avançando…
E isto, em todo o Médio Oriente, para usar a expressão
clássica, que me é cara: lembra-me Ésquilo, Sófocles e
Eurípedes.
E agora? Agora, resta-nos a matriz de todas as angústias. I
VIAGENS NA HISTÓRIA|JOÃO AGUIAR
Os fidelíssimos (II)
Não é, juro, qualquer embirração contra a Igreja Romana que me leva a apresentar-vos
uma «Parte II» (à Hollywood) da crónica do mês passado, que se subordinava ao mesmo
título — «Os Fidelíssimos» — para explicar que, afinal, os Portugueses não têm sido tão
absolutamente fiéis a Roma quanto se tem pensado e ensinado.
A RAZÃO ÚNICA DESTA «PARTE II» É TER
o Convento da Paz, que foi o primeiro da sua nova congregação dos amadeus, ou amadeístas, que viria a ser
encontrado, numa das minhas viagens pessoais pela
confirmada pelo Papa Paulo II.
nossa História, uma curiosíssima personagem, hoje virMas a carreira de Amadeu não fica por aqui: torna-se
tualmente esquecida, mas que deu brado (e um brado
confessor do Papa Sisto IV, que o instala na igreja de S.
europeu, não somente português): o em tempos muito
Pedro de Montorio. Supõe-se que aqui terá morrido, em
famoso Beato Amadeu (1431 – 1482).
Agosto de 1482, embora uma outra versão refira o
O Beato Amadeu chamava-se, na realidade, D. João de
Convento da Paz como local do passamento. E, depois,
Meneses da Silva e era irmão de Santa Beatriz da Silva,
viria a ser beatificado.
uma santa portuguesa hoje também quase esquecida.
Tudo isto é, como se vê, perfeitamente canónico. Mas
Era de família nobre e deve ter frequentado a corte do
— e residirá aqui a causa
rei D. Duarte I, porque,
do posterior «apagamensegundo consta, apaixoto» do seu nome — o Beato
nou-se perdidamente pela
Amadeu deixou obra escriinfanta D. Leonor, que esta: a Apocalypsis Nova, a
tava prometida ao impeque chamaram também
rador da Alemanha, FredeRaptus Beati Amadei. É
rico III. Tanto assim que,
um livro profético; fala do
quando a infanta partiu
futuro da Igreja. Terá sopara Roma, onde se casou
frido acrescentos e altecom o imperador, D. João
rações após a sua morte?
de Meneses terá viajado —
O que se sabe é que este
clandestinamente — num
título veio a ser colocado
dos navios da armada que
no Index dos livros proilevava a princesa.
bidos e foi alvo de duras
Depois disso, e possivelcríticas eclesiásticas. Sabemente por causa disso, o
A
Apocalypsis
Nova
de
Beato
Amadeu
esteve
em
foco
no
Concílio
se também que, mais rejovem ficou na Itália e decentemente, o Beato Amacidiu professar: entrou no de Trento (1545-1563)
deu foi considerado por
convento de Nossa Senhoalguns como um precursor de Christian Rosenkreutz, o
ra de Guadalupe, da Ordem de S. Jerónimo, e tomou o
lendário fundador da Fraternidade Rosa-Cruz. E tudo
nome de Amadeu. Passou, mais tarde, a Cremona. A
isto, claro, apartou-o, ainda que postumamente, da
sua vocação revelou-se, praticou constantes penitênplena comunhão com Roma. E por isso, justifica-se que
cias, teve visões e, obedecendo a essas visões, foi para
eu o inclua na lista de «casos especiais» em que a estrita
Assis, onde se tornou monge franciscano.
fidelidade ao Papado sofreu uma quebra, embora AmaAo que parece, a sua fama nasce então e propaga-se
deu haja sido confessor de um Papa…
rapidamente: nobres e plebeus querem ouvir a sua preUma outra razão para lhe consagrar esta crónica está em
gação e pedem-lhe auxílio e milagres. Para fugir às mulque merece ser recordado um português que obteve tanta
tidões, Amadeu vai instalar-se em Milão e aí ganha ranomeada, por motivos estritamente espirituais e sem ter
pidamente a sólida amizade do duque Francisco Sforza
dado um único pontapé numa bola de futebol… I
e de sua mulher, Branca; é com o apoio deles que funda
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TempoLivre 31
CIDADANIA
LUÍSA SÁ
Mostrar que há vida
depois da prisão
Foi há 20 anos que pisou, pela primeira vez, o chão de uma cadeia. Desde aí nunca mais abandonou os seus «meninos». Após muitos anos de voluntariado, que lhe valeram a Medalha de
Mérito da Presidência da República, Luísa Sá ajuda agora a inserir reclusos na vida profissional. Mas mais do que isso, dá-lhes a mão, acredita neles, ajuda-os a encontrar uma vida,
depois da prisão. Confiar e acreditar. São as duas principais premissas de Luísa Sá.
NO GABINETE DO CENTRO COMUNITÁRIO DE
Carcavelos, Luísa fala com Pedro que está há seis meses a
trabalhar num quartel de bombeiros. Tudo corre bem com
o trabalho. “A cabeça é que às vezes não anda bem”, confessa, de olhos no chão. “E quando é assim o que é que te
disse para fazeres?”, pergunta Luísa, quase ofendida. “O
que tens que fazer é ligar-me para falarmos, já sabes”.
Mas pelo gesto da cabeça, que olha para o lado,
percebe-se que Pedro não é homem para fazer isso,
pedir ajuda. Outros fazem, garante Luísa Sá: “Alguns
ficam em contacto comigo para sempre, ligam-me
quando têm filhos, quando casam, no Natal”. É quase
como uma família que vai crescendo, fruto de apoios e
afectos.
“As minhas amigas dizem que sou uma má profissional porque não sei pôr uma barreira entre a vida pessoal e o trabalho. E realmente não sei, porque eu preocupo-me mesmo”, explica Luísa Sá no Centro
Comunitário de Carcavelos, onde atende os reclusos
com quem trabalha.
“ARMAZÉNS DE PESSOAS…”
Foi há 20 anos que Luísa entrou pela primeira vez numa
prisão. “Comecei porque uma vez fui visitar a cadeia de
Tires. Tinha curiosidade em saber como eram as nossas
prisões por dentro, falei com o capelão e ele proporcionou-me isso”.
“Aí apercebi-me que muitas daquelas mulheres tinham maridos, companheiros, filhos e pais também
presos. E comecei a servir de elo de ligação entre os
reclusos. É muito emocionante ver o brilho nos olhos
32 TempoLivre
Setembro 2006
das outras pessoas quando alguém de fora lhes dá notícias da família, dos amigos”, conta.
A experiência mudou o rumo profissional de Luísa
que na altura era optometrista. Formou-se em Psicologia
e, depois de vários anos a trabalhar sozinha como voluntária, juntou uma pequena equipa de licenciados,
dando origem à associação Ressurgir. O objectivo era
dar apoio psicológico aos reclusos, mas também levar
roupa, comida, e outras coisas simples que não são assim
tão fáceis de encontrar dentro das grades de uma cadeia.
Desde há 20 anos para cá, Luísa viu muita coisa
mudar no sistema prisional português. “As cadeias melhoraram, a formação dos próprios guardas prisionais,
as condições em que as pessoas estão detidas, mas
sobretudo a nível da formação profissional. Porque a
detenção, para além da punição, tem de ser uma reeducação, tem de recuperar as pessoas”, defende Luísa.
Hoje em dia, as cadeias portuguesas disponibilizam
todo o tipo de curso técnico-profissional, da informática ao canalizador. Mas os reclusos também podem frequentar o Ensino Superior. “Tenho um recluso que
entrou com um nono ano e saiu como um economista.
Fez os exames todos como os alunos normais”, conta
orgulhosa.
Claro que continua a haver falhas. “Há sempre”,
garante Luísa Sá, que alerta sobretudo para o excesso de
reclusos. Portugal apresenta a mais elevada taxa de
população reclusa da Europa Ocidental tendo, em
Fevereiro de 2006, um total de 13 035 reclusos, segundo
dados da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais.
Desde 1975, quando havia cerca de 2500 encarcera-
dos, o número de reclusos não deixou de aumentar,
sobretudo pela perseguição aos traficantes-consumidores de drogas duras e leves. Mas é uma cultura que
está ter efeitos perversos: não reduziu a criminalidade,
não reduziu a toxicodependência, e aumentou excessivamente a despesa do Estado, ou seja, do contribuinte.
Fora os “encargos” emocionais e jurídicos das famílias
dos reclusos.
“Os juízes carregam muito nas prisões preventivas.
As pulseiras electrónicas estão a mudar isso, mas ainda
são muito poucos os reclusos com acesso às pulseiras”.
Por outro lado, explica, «os magistrados também estão a
mudar. A prisão preventiva já não está a ser aplicada a
todos os casos. Mas não é de um dia para o outro que se
mudam as coisas, são rotinas e tradições com muitos
anos».
VIDA EMPREGO
Em 1998, Luísa foi convidada para ser mediadora do
programa Vida Emprego (do Instituto de Emprego e
Formação Profissional), na área de
Lisboa e Vale do Tejo. O programa
estende-se a todo o país mas dedica-se exclusivamente à reinserção
profissional de ex-toxicodepentes.
Só que os 15 anos de voluntariado na área dos prisionais, fizeram
com que Luísa abrisse portas para
uma colaboração directa com as
prisões de Lisboa. Assim, e apenas
em Lisboa e Vale do Tejo, o
Programa Vida Emprego estendese aos ex-toxicodependentes em
liberdade condicional.
“Eu já conhecia muito bem os
meandros do sistema prisional, por
isso foi fácil colaborar com as
cadeias. Eles sinalizam-me a situação jurídica dos reclusos: os que
vão passar ao Regime Aberto Virado
para o Exterior (prisão condicional)
e estão abstinentes das drogas”.
Depois, mediante o perfil do recluso, Luísa escolhe uma entidade
profissional que o possa receber.
O programa Vida Emprego prevê
um estágio de nove meses, com
ordenado mínimo, e subsídio de alimentação e de transporte. Depois
segue-se um contrato de um ano, também financiado
pelo IEFP. E por fim, o recluso passa para os quadros da
empresa empregadora. “A minha função, no meio de
tudo isto, é garantir o sucesso da reinserção, junto do
recluso, dos empregadores e dos técnicos prisionais”.
Este sistema é um exemplo que, para Luísa, devia ser
estendido às cadeias de todo o país. “Até agora, o acolhimento dos reclusos tem sido fantástico. Tanto da
parte dos outros trabalhadores como dos superiores. O
importante, acho, é mostrar que acreditamos neles”,
explica.
Luísa Sá luta para que o país e a sociedade percebam
que estas pessoas erraram mas «merecem outra oportunidade». “Se a sociedade der uma pequena ajuda, as
coisas equilibram-se. O indivíduo ganha auto-estima, a
criminalidade diminui, a despesa do Estado também
desce”, avisa. “Eu existo pelos reclusos, é a minha batalha”, confessa com o sorriso tranquilo, de alguém plenamente realizado. I
Patrícia Maia [texto] José Frade [fotos]
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TempoLivre 33
OlhoVivo
Sim
ao sono!
Já não é propriamente uma
novidade, mas voltou a ser
reforçada por uma nova
pesquisa do Prof. Francesco
Cappuccio, da Universidade
de Warwick (Reino Unido):
a privação de sono está
intimamente relacionada
com o aumento de peso.
Esta pesquisa analisou
mais de 28 mil crianças e
15 mil adultos, revelando
uma relação clara entre a
duração do sono e o risco
de obesidade. Poucas horas
de sono aumentam a
produção da hormona
ghrelin que, por sua vez,
não só estimula o apetite
como diminui a produção
de leptina (a supressora de
apetite). Um outro estudo,
realizado por uma equipa
da Harvard Medical School
(EUA), demonstrou também
que o sono ajuda a
memória. Comparando
grupos de pessoas a quem
pediram para memorizar e
relembrar 20 pares de
palavras (um grupo
dormindo antes da segunda
etapa e outro não), os
resultados mostraram
claramente que aqueles
que tinham dormido
entretanto beneficiaram
bastante disso: houve 94%
e 76% de respostas
correctas, contra 82% e 32%
dos grupos que não
dormiram. É tempo de
reclamar leis de trabalho
que integrem este tipo de
descobertas!
34 TempoLivre
Setembro 2006
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Marta Martins [ textos ] André Letria [ ilustrações ]
Cura pelo mel
Medihoney é um nome um pouco estranho, mas o produto é bem
conhecido: mel que cura. Se as propriedades curativas do mel
são há muito exploradas mesmo pela medicina “oficial”, a proliferação de medicamentos no último século fez com que este
remédio caseiro fosse quase esquecido (a não ser para as tosses
de Inverno…). No entanto, dada a resistência que muitas bactérias já desenvolveram a grande parte dos antibióticos comuns,
os médicos voltaram a olhar para o mel como uma alternativa.
Na verdade, peritos da Universidade de Bona
(Alemanha) têm obtido melhores resultados com
Medihoney do que com medicação habitualmente usada para tratar feridas, nomeadamente em doentes com cancro, com o sistema
imunitário bastante enfraquecido (o que prolonga o tempo de recuperação de problemas
normalmente simples). Segundo os investigadores, feridas por sarar há anos fecham
numa questão de semanas, apenas com
a aplicação deste produto, resultante da
mistura de dois tipos de mel, um dos
quais provém de uma espécie de
árvores (Leptospermum) existente na
Austrália e na Nova Zelândia.
Wrestling perigoso
Um estudo realizado na Wake Forest University e publicado na revista Pediatrics relacionou positivamente a frequência com que os adolescentes viam wrestling na TV e comportamentos violentos
como brigas com a/o namorada/o. Os investigadores alertam para os altos níveis de violência entre
homens e mulheres a que se assiste nas lutas de wrestling, assim como para o tipo de relação que
encenam: linguagem vulgar, abusos verbais e físicos sem limites e com resultados irreais – por muito
que sejam espancados(as), os(as) lutadores(as) nunca sofrem lesões graves, ao contrário do que
aconteceria na realidade. Isto, segundo a pesquisa, leva a que os adolescentes percebam o comportamento violento como uma “solução” normal e aceitável para os problemas de relacionamento
que possam surgir na sua vida. Daí que a maior parte dos que viam wrestling admitissem ter iniciado ou sofrido brigas com as/os parceiras/os e/ou outras pessoas e transportar armas (inclusive na
escola). Ressalvando que o wrestling não será o responsável directo pela violência, os resultados do
estudo alertam para o modelo de comportamento que passa para a audiência, composta em grande
parte por jovens vulneráveis a soluções “fáceis”.
Cientistas da Universidade de Manchester (Reino Unido) criaram um
mundo virtual, especificamente para testar as capacidades telepáticas de 100 cobaias humanas. O teste consiste na imersão de duas
pessoas neste mundo virtual, estando, fisicamente, uma em cada
andar do mesmo edifício. Uma delas deverá concentrar-se e manusear
um objecto (virtual) que terá à sua frente; do outro lado, o “receptor” deverá
escolher, em princípio, o mesmo objecto (de um conjunto de vários que lhe são
apresentados). Segundo os criadores do programa, ele permitirá testar efectivamente a existência de telepatia, uma vez que não haverá forma de os participantes
o “manipularem”, já que se trata de um ambiente “totalmente objectivo”.
Fato de pesca
Na Noruega morrem afogados, em média, 10
pescadores por ano. Estes números preocupam
diversas instituições locais que decidiram unir
esforços e criar um novo tipo de fato de trabalho
que protegesse os pescadores deste risco.
Nasceu assim o “Regatta Fisherman”, um fato
em grande parte amarelo fluorescente,
que mantém os utilizadores não só a
flutuar na água como também em
posição vertical, tudo de forma a facilitar o
salvamento. No processo de criação deste verdadeiro salva-vidas foram utilizados materiais já
usados em fatos de snowboard e canoagem e
consideradas, naturalmente, as necessidades e
ideias dos pescadores em termos práticos –
porque o objectivo é que o fato seja efectivamente usado e ajude a reduzir as mortes no mar.
Rega inteligente
Ainda da Universidade de Warwick chega-nos a notícia da invenção de um sistema de rega
agrícola inteligente e previdente: ligado a um telefone, o programa recebe a previsão do
tempo para os próximos dias e adapta a rega às condições previstas. Ou seja, se a previsão
for de muita chuva, vai anular a rega mas, se o tempo estiver seco, prepara-se para regar
às horas mais indicadas para um melhor aproveitamento da água. Ao
mesmo tempo, o sistema também dispensa os fertilizantes necessários
para cada tipo de colheita, coordenando-os com a pluviosidade prevista, a fim de evitar que as chuvadas levem os nutrientes acabados de colocar na terra e contaminem os cursos de água naturais.
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Teste telepático
“Pintura
empática”
Numa evolução
interessante da
relação homem-arte,
Maria Shugrina e
Margrit Betke da
Boston University
(EUA) e John
Collomosse da Bath
University (Reino
Unido) criaram uma
peça interactiva,
que muda de acordo
com a expressão da
pessoa que a
observa. A “pintura
empática” tem
instalada uma
câmara de vídeo
que analisa oito
aspectos da
expressão facial do
espectador e assim
determina o seu
estado de espírito;
em seguida altera
discretamente as
cores e brilhos do
desenho, para que
se ajustem à
disposição de quem
olha. Se a pessoa
estiver zangada verá
um quadro em tons
avermelhados e com
traços esbatidos, se
estiver animada
verá cores alegres e
bastante
luminosidade, etc. O
próximo passo
parece ser o inverso,
ou seja, arte que
influencie o estado
de espírito da
assistência.
Setembro 2006
TempoLivre 35
BOAVIDA
CONSUMO
ARTES
LIVRO ABERTO
Recebeu um
telefonema do seu
banco, informando-o
que foi lesado numa
operação com o seu
cartão de crédito? Há
que desconfiar…
Exposição, em
Cascais, de pintura,
escultura e desenho
contemporâneos,
organizada por Júlio
Silva, um artista
português radicado na
Noruega.
Destaque para “O Que
Aconteceu na
América”, conjunto
de crónicas sobre
Bush, pelo grande
ensaísta e tradutor
Eliot Weinberger.
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Página 39
Página 40
CINEMA EM CASA
MÚSICAS
NO PALCO
Chico Buarque de
Holanda acaba de
lançar um novo CD,
“Carioca”. E a
música em língua
portuguesa ficou mais
rica!
“A crise dos 40” e
“Pedras nos Bolsos”,
duas peças em cena,
até final de Setembro,
nas salas do Teatro
Mundial, em Lisboa,
Em foco, quatro
obras de outros tantos
mestres do cinema
contemporâneo:
Terrence Malick,
Roberto Benigni,
André Techiné e Jim
Jarmusch.
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Página 43
Página 44
FILMES MEMÓRIA
À MESA
SAÚDE
Estreia
cinematográfica do
fotógrafo James
Marsh, “O Rei” tem
traços comuns aos
assassinatos das
jovens de Santa
Comba Dão.
O consumo de água é
estimulado no Verão.
Contudo, mesmo
quando o tempo
arrefece, não devemos
esquecer este
importante líquido.
Os portugueses estão
entre os menos
informados na UE
sobre uma eventual
pandemia da “gripe
das aves”. Cuidados a
ter…
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Página 45
INFORMÁTICA
AO VOLANTE
PALAVRAS DA LEI
Acaba de aparecer
uma tecnologia que
dá às pen drives uma
nova dimensão, quer
em armazenamento
quer em capacidade.
É a U3.
Bem diferente do
modelo actual, o novo
Civic promete vir a
ser a nova referência
no muito competitivo
segmento C europeu.
Sobre o risco que
qualquer possa pode
correr de perder a sua
propriedade por
intermédio de uma
usucapião.
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Setembro 2006
TempoLivre 37
BOAVIDA
C O N S U M O
diato o seu banco e confirme a veracidade do pedido.
Os expedientes utilizados para se
apoderarem do seu código são variadíssimos. Não se compreende, pois,
Recebeu um telefonema do seu banco, informando-o que foi lesado numa ope- porque razão os bancos pretendem
ração com o seu cartão de crédito? Então desconfie, pois pode estar a ser víti- cobrar uma taxa de utilização dos cartões multibanco (débito) se não conma de uma burla!
seguem garantir a segurança integral
da sua utilização! Mas isso é uma outra
I Carlos Barbosa de Oliveira
propõe reparar o erro. Daí que se mani- questão que já abordámos aqui em
feste de imediato disponível para aceder tempos e à qual voltaremos oportunauando apareceram, os car- ao pedido que lhe fazem para divulgar mente. Por agora damos-lhe aqui altões de crédito eram consi- os três dígitos de segurança que constam guns conselhos sobre práticas que
derados a forma mais se- na parte de trás do seu cartão de crédito. deverá evitar para não ser surpreendiNunca caia neste ardil! Nunca dê o do com a utilização abusiva do seu
gura de pagamento. Hoje,
enquanto os burlões apuram seu código de segurança numa situ- cartão de crédito/débito.
Rasgue ou queime os seus talões de
técnicas cada vez mais sofisticadas ação destas, porque poderá estar a ser
para utilizarem os nossos cartões de vítima de uma burla. Para confirmar se pagamento, ou qualquer documento
crédito, por “controlo remoto”, as insti- a chamada é verdadeira peça para o que contenha informação que possituições bancárias esforçam-se por me- contactarem através do número de bilite o acesso ao seu código pessoal;
Quando pedir um extracto de conta
lhorar as condições de segurança que telefone que consta no documento de
dêem mais tranquilidade ao utilizador. adesão que subscreveu para pedir o numa caixa multibanco, destrua-o
Os processos de falsificação são hoje cartão. É que a probabilidade de o seu após efectuar o controlo;
Quando estiver a fazer qualquer
em dia tão rudimentares e trabalhosos, banco lhe telefonar a pretexto de o preque os falsários já nem se dão ao traba- tender ressarcir de uma compra, é operação numa caixa multibanco, cerlho de os utilizar. O que parece estar na muito reduzida. O mais normal é ser tifique-se que ninguém o está a obsermoda é a ‘clonagem’ de cartões de você a reclamar, por lhe ter sido debi- var;
Quando estiver a fazer um pagacrédito. O processo já começa a ser co- tada uma despesa que não efectuou ...
Os burlões estão muito familiariza- mento num estabelecimento, nunca
nhecido por muitos consumidores,
aumentando o número dos que tomam dos com as novas tecnologias, por isso deixe o seu cartão de crédito fugir-lhe
precauções quando utilizam o cartão também “atacam” através da Intenet. de vista, para evitar que alguém proceda à sua clonagem;
de crédito. Mas a capacidade inovado- O processo é simples: enviSe fizer compras através da
ra dos burlões, agora especializados nas am-lhe um e-mail soliciInternet, prefira os sites certificanovas tecnologias, parece não ter limi- tando informações da
dos. Comprar em sites descotes, surgindo processos “inovadores” sua conta, a pretexto de
pretenderem fazer uma
nhecidos pode ser um perigo que
neste “ramo de actividade”.
não vale a pena correr;
Vejamos duas “práticas” a que deve actualização de dados.
Não responda, nem cliSe for abordado na rua para dar um
estar atento:
donativo a uma instituição, nunca
Quando o telefone toca e do outro lado que em nenhum link.
forneça os seus dados bancários;
da linha uma voz se anuncia como Contacte de imeActualize regularmente o seu softestando a ligar do departamento de crédiware antivírus. Evitará assim que a
to do seu banco, para o quessua caixa de correio electrónica
tionar acerca de uma operação
seja invadida por e-mails infecque efectuou com o seu cartão de
tados com um vírus que, após
crédito, “fique de pé atrás”.
a abertura da mensagem,
O mais normal é que efectivapodem permitir a extracção
mente não tenha realizado a
de
informações preciosas para
operação e de imediato teça elogios
André Letria
os burlões. I
à eficiência do seu banco que se
CUIDADO
COM O SEU CARTÃO!
Q
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Setembro 2006
BOAVIDA
A
R
T
E
S
JÚLIO SILVA,
ARTISTA
CASCAENSE
NA NORUEGA:
um nome a reter
“A Casa de Hades”, que Júlio Silva apresenta actualmente no Centro Cultural de Cascais, encerrou a preceito
a temporada naquele espaço, pelo valor intrínseco das
suas obras ali apresentadas, como cascaense e como
artista, e também pela qualidade dos trabalhos artistas
de que se fez acompanhar: o bósnio Mesic Rus e o
brasileiro Alex Fleming.
Composição de Júlio Silva
I Rodrigues
E
Vaz
dade da arte, que não se limita à
natureza, mas que, para além de um
puro reflexo puramente físico, revela que há umas formas de âmbito
estético que com as suas linhas e
cores são o segredo da beleza.
Segundo Marianne Berg Marjanovic, que apresenta a exposição, «De
grande formato, as telas de Júlio
Silva estendem-se nas paredes como
apele de um animal gigantesco,
pontuando a existência intrínseca de
ornamentos ambíguos e figuras que
revelam células de actividade narrativa. Cada célula contendo uma superfície texturada, mantendo a dupla dimensão da parede».
xposição de pintura, escultura e desenho contemporâneos, organizada
por Júlio Silva, um artista
Antologia de Jorge Martins
português que vive há alguns anos
Imprescindível a exposição antolóna Noruega, onde desenvolve um
gica de Jorge Martins, patente até ao
profícuo trabalho como pintor e
próximo dia 22 no Centro Cultural
galerista, trata-se de uma evocação
de Belém, a qual confronta a pintusimbólica do rio do Inferno ou do
ra e o desenho desenvolvidos ao
Esquecimento, alusão às suas expelongo dos últimos quarenta anos
riências comuns de expatriados,
por este destacado pintor da conembora sem constituir, no
temporaneidade portuguesa,
entanto, um projecto nómaestabelecendo pontos de
da, já que a plataforma culcruzamento teóricos e temátitural de trabalho se encontra
cos, revelando um corpus
localizada na Noruega.
extremamente coerente e ino“Reflexão Construtiva” se
vador.
poderia intitular o conjunto
Os trabalhos mais recentes
de obras de Júlio Silva, caracexpostos são uma síntese dos
terizadas pela valentia com
temas recorrentes e soluções
que o artista enfrenta a tela,
compositivas da sua obra,
desde a preparação, o proonde o artista contraria a irrecesso, a reflexão, que queda
versibilidade entre o antigo e
latente e se oferece a quem o «The World Trade Center by light», 1975, Acrílico sobre
o novo, combinando sinais
quiser ler, contando a ver- papel de Jorge Martins
do passado e do presente. I
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TempoLivre 39
BOAVIDA
L I V R O
A B E R T O
LIVROS À VOLTA
DO MUNDO
George W. Bush ficará na História como um dos mais controversos
Presidentes dos Estados Unidos, designadamente porque, durante os seus
dois mandatos, o conceito de “guerra preventiva” foi levado às últimas
consequências, abalando a frágil paz mundial.
I José
Jorge Letria
Que Aconteceu nas
América” (Ed. Ambar) reúne um conjunto de crónicas famosas escritas sobre Bush por Eliot
Weinberger, com acutilância, rigor,
profundo conhecimento factual. O
autor é um grande ensaísta e tradutor
e também um observador muito
atento da evolução da História do seu
país. Tudo o que é relevante na
História dos Estados Unidos nos últimos anos está presente neste livro, a
começar pelo atentado terrorista de
11 de Setembro. Um livro para ler e
reler, pois por ele passa uma boa parte
do presente e do futuro daquele país
e deste mundo que é o nosso.
«
O
SE “O DIÁRIO DE ANNE FRANK”
deu a conhecer a tragédia de uma
família judia escondida durante dois
anos num anexo de Amesterdão para
escapar à sanha destruidora dos
nazis, “O Meu Coração Ferido” (Publicações Dom Quixote), de Lilli Jahn,
revela-nos, através de uma intensa e
sofrida troca de correspondência, o
universo pessoal e o drama de uma
mulher que morreu aos 44 anos no
campo de concentração de Auschwitz. As cartas enviadas para os filhos são um documento pungente
sobre essa tragédia colectiva que marcou a história do século XX, sobretudo porque pôs em evidência a ilimitada crueldade de que o ser humano é
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capaz quando se deixa fanatizar e
cegar pela irracionalidade e pelo ódio.
Casada com um médico protestante,
Lilli Jahn, uma mulher culta e sensível, não foi poupada pelos algozes,
sendo este livro um impressionante
documento humano e histórico.
Da mesma editora é o excelente romance “A Possibilidade de uma Ilha”,
do francês Michel Houellebecq, distinguido com o prestigiado Prix Interallié de 2005. Também deste autor
foram já editados os romances “Partículas Elementares” e “Plataforma”,
que o confirmam como um dos melhores narradores franceses da actualidade. Ainda da Dom Quixote são os
títulos “A Filha-Sombra”, de P.F. Thomése, autor holandês que escreve
sobre a dor inenarrável de quem
perde uma filha pequena, e, num
campo completamente distinto, “Prazeres Estivais”, do humorista de texto
e ilustração José Vilhena, por alguns
considerado um clássico do género e
que neste livro surge com os traços
mais característicos e marcantes do
seu estilo.
EM TEMPO de verdadeira febre futebolística, editou, oportunamente, a
Ambar o volume “Onze em Campo...
de Cada Vez”, que junta 11 textos
antológicos de escritores brasileiros
sobre a magia e o fascínio do futebol.
O prefácio é do jornalista de televisão
Carlos Daniel, da RTP, um reconhecido especialista nas coisas do futebol,
podendo ler-se na colectânea textos
magníficos de autores como Carlos
Drummond de Andrade, João Ubaldo Ribeiro, Rubem Fonseca e Luís
Fernando Veríssimo. Também da
Ambar é o excelente estudo “Nos Rastos da Solidão”, do sociólogo José
Machado Pais, já distinguido com o
Prémio Gulbenkian de Ciência em
2003 pelo seu livro “Ganchos, Tachos
e Biscates”. Nesta nova obra, Machado Pais analisa e contextualiza o
fenómeno da solidão nas sociedades
contemporâneas, caracterizando-o
como um fenómeno que adquire
novas expressões e dimensões à medida que os modelos de relação
humana e social se vão transformando e em muitos casos degradando.
Saúde-se, entretanto, a publicação,
também com a chancela da Ambar, da
segunda edição portuguesa, agora
com nova chancela, do já clássico
ensaio “O Conteúdo da Felicidade”,
do filósofo espanhol Fernando Savater, com tradução de Miguel Serras
Pereira. Depois do incontornável “A
Infância Recuperada”, surge-nos do
autor de “Ética para um Jovem” este
texto essencial para quem quer reflectir sobre o papel da felicidade, ou da
tentação de a alcançar, nas nossas
atribuladas vidas quotidianas. A não
perder, por muitas e boas razões.
RUBEM FONSECA, um dos mais
destacados ficcionistas brasileiros
contemporâneos, é o autor de “Mandrake, a Bíblia e a Bengala”( Campo
das Letras), que assinala o seu regresso à escrita de policiais e, consequentemente, o regresso da personagem
“Mandrake”, um advogado cínico que
já protagonizara outras narrativas do
autor. Estamos, uma vez mais, perante
o estilo brilhante e envolvente de um
grande prosador de língua portuguesa. Da mesma editora e escrito a duas
vozes e a quatro mãos (caso os autores
não escrevam à mão) é o livro “E Se
Jantássemos Hoje ?”, de João Louro e
Áurea Maia, um livro saboroso que
tem como eixo a tentativa de um casal
para superar a rotina que paralisa e
corrói mesmo as relações mais sólidas.
Também da Campo das Letras são as
colectâneas de poesia “Palinódias,
Palimpsestos”, de Albano Martins, e
“T a Berardim”, de Teresa Tudela, e a
reedição de “O Homem que Julgou
Morrer de Amor”, de Manuel Jorge
Marmelo, ficção totalmente revista
pelo autor uma década depois de ter
sido escrita e bem acolhida pelo público e pela crítica.
de Coimbra, e ainda “Você Tem um
Cão”, de Yona Friedman, nascido na
Hungria em 1923 e radicado em Paris
desde 1948, e “Histórias Portuguesas e
Guineenses para Crianças”, de Fernando Vale, Ana Maria Martinho e
Susana Rebocho.
mento dos ritmos e das regras interpretativas deste género musical. É
esse o caso da autora destes textos.
gia poética publicada pela nova editora “Pássaro de Fogo”, com selecção de
Paula Mateus e aguarelas e desenhos
de Paulo Ossião. Nesta antologia publicada na proximidade do Dia da Mãe,
figuram textos de alguns dos mais
destacados poetas portugueses contemporâneos que abordaram na sua
obra o tema da maternidade e a figura da mãe enquanto referência simbólica e afectiva.
DE PUBLICAÇÕES Europa-América
vem, sob a forma epistolar, um clássico da inglesa Jane Austen. Trata-se de
“Amor e Amizade”, escrito por uma
mulher que viveu cerca de 40 anos
entre o final do século XVIII e o início
do seguinte, que nunca se casou, que
escreveu alguns dos livros mais lidos e
adaptados ao cinema e à televisão e
que conheceu os sentimentos humanos com uma profundidade invulgar,
transformando-os em textos intemporais de ficção narrativa com um talento inexcedível. Duas novelas epistolares e três contos de carácter epistolar
revelam a capacidade que Jane Austen possuía de observar o mundo e o
comportamento humano, daí advindo a sua universalidade. Da mesma
editora e para o público mais jovem
recomendam-se os títulos: na colecção
“Cultura Horrível” “Números – a
Chave do Universo” e “Os Aritmetruques Essenciais”, ambos da autoria
de Kjartan Poskitt. Para o mesmo
público, na colecção “Os Livros de
Magia”, “Lugares Perdidos”, de Carla
Jablonski. Boas leituras para final de
férias grandes.
DESTAQUE TAMBÉM para “Nas
COM A CHANCELA do Instituto
Rimas do Meu Fado-Amor, Rosas e
Espinhos...” (ed. ACD) de Maria de
Lourdes Carvalho, volume em que se
reúnem alguns dos melhores textos
da autora para fado, género musical
que exige da parte de quem escreve os
versos cantados um bom conheci-
Piaget estão no mercado os seguintes
títulos: “Teorias e Modelos de Comunicação”, de Manuel João Vaz Freixo,
docente e investigador no Instituto
Piaget, “Uma Excursão pela Ciência”,
de Carlos Artur Sá Furtado, professor
catedrático jubilado da Universidade
“SER MÃE” é o título de uma antolo-
APOSTANDO habitualmente na ficção
estrangeira de qualidade, a Teorema
acaba de lançar “Os Contos de Clerkenwell-Aventura e Suspense na Idade
Média”, do consagrado Peter Ackroyd, decorrendo a acção da obra no
ano de 1399, quando, na cidade de
Londres, muito se especualava sobre a
iminência do apocalipse. Um irresistível livro de aventuras que, decorrendo em plena Idade Média, revela,
da parte do autor, para além do reconhecido talento narrativo, um sólido
conhecimento histórico da época.
Também da Teorema é o livro
“Oxigénio”, de Andrew Miller, cuja
acção se situa no ano de 1977, quando
os céus são riscados pelo rasto luminoso de um cometa e a vida de quatro
pessoas atinge o seu culminante
ponto de viragem. Em contexto de
apocalipse o do comenta em visita,
cruzam-se histórias individuais e
enredos múltiplos em dois livros cuja
leitura se recomenda. Da mesma editora é o livro “Sete Noites”, de Alina
Reyes, nome de topo da literatura
erótica contemporânea. I
Setembro 2006
TempoLivre 41
BOAVIDA
M
Ú
S
I
C
A
S
O REGRESSO
DE CHICO BUARQUE
Chico Buarque de Holanda acaba de lançar um novo CD, após oito anos
de “pousio” discográfico. Mais do que uma notícia, “Carioca” - título
genérico da obra – é um acontecimento para a história da Cultura de
expressão latina. A música em língua portuguesa, mais particularmente,
ficou mais rica.
I
Victor Ribeiro
D
esde há muito que Chico
Buarque deixou de lutar
contra o tempo, em busca de afirmação pessoal
ou artística. Compositor, intérprete
e escritor maior do Brasil, Chico
pode, pois, dar-se ao luxo de congeminar um CD durante oito anos,
na certeza de que será recebido de
braços abertos pelos que o acompanham desde sempre, ou por
quem aprecie e frequente a música
popular sul americana.
Concebido na fase da grande
maturidade do autor, “Carioca” integra doze temas que dão forma a um
fidelíssimo retrato do Rio de Janeiro
e, por extrapolação, do Brasil metropolitano, onde explosivamente se
misturam a pobreza de uma multidão com a riqueza de meia dúzia,
decorrentes de uma economia de
subsistência urbana, fundada no bis-
42 TempoLivre
Setembro 2006
cate e sub emprego, paredes meias
com o tráfico de droga, a delinquência, a prostituição…
De tudo isso nos fala, com visível
paixão e notória preocupação, Chico
Buarque de Holanda, compositor
que, como mais ninguém, continua a
manejar com singular mestria a língua portuguesa.
Aos mais novos e menos conhecedores, recordamos que Chico Buarque
de Holanda gravou o seu primeiro
disco em 1965, “Pedro Pedreiro”, musicando, neste mesmo ano o poema
“Morte e Vida Severina”, de João
Cabral de Melo Neto. Em 1966, Chico
populariza-se, definitivamente, no
Brasil e no mundo, com o tema “A
Banda”, interpretada por Nara Leão.
Desde então, e até hoje, Chico
Buarque assinou temas e obras como
“Construção”, “Morena de Angola”,
“Cálice”, “Ópera do Malandro”, “O
Grande Circo Místico”, “Valsa Brasileira”… É autor dos livros “Estorvo”
(1991), “Benjamim” (1995) e “Budapeste” (2003).
A BOA ALMA
DOS “EXPENSIVE SOUL”
Os “Expensive Soul” acabam de lançar um segundo álbum, com o título
“Alma Cara”. Mais do que uma confirmação, estamos perante um trabalho de invulgar solidez e maturidade.
No CD de estreia “B.I.”, este
grupo de Leça da Palmeira demon-
strava já capacidades suficientes
para atingir rapidamente um lugar
de destaque no panorama hip-hop.
Em “Alma Cara”, porém, os “Expensive” misturam com competência e bom gosto sonoridades soul e
reggae, arriscando, aqui e ali, alguns “improvisos” de cariz jazístico, que conferem ao “produto final”
grande originalidade, sem pôr em
causa a matriz hip-hop.I
AO VIVO
Simply Red e Pearl Jam
em Portugal
Liderado por Mick Hucknall, os Simply
Red, apresentam-se em Portugal para
dois concertos ao vivo, que terão lugar
no Porto, no Pavilhão Rosa Mota, a 6
de Setembro, e no dia seguinte, no
Pavilhão Atlântico, em Lisboa.
Ben Harper e Bocelli
em Lisboa
Em agenda, a Musica no Coração
prevê, ainda, actuações do californiano Ben Harper, acompanhado pela
banda The Innocent Criminals, um
concerto para dar a conhecer o trabalho “Both Sides of the Guna”, marcado para 4 de Outubro no Pavilhão
Atlântico. Ainda neste Palco, Andrea
Bocelli, detentor de uma voz inconfundível e com um repertório que
extrapola a fronteira da ópera, actua
a 22 de Outubro. GL
BOAVIDA
N O PA L C O
“A CRISE DOS 40”…
NOS HOMENS
A vida de Joaquim Fonseca não podia correr melhor. Chegado aos 42
anos (duas décadas e dois anos de imenso esforço), vê-se abandonado pela
mulher, Cármen, que o acusa de estar “gordo e careca”. Não contente
com isso, obriga-o a vender a casa comum.
I
Maria Mesquita
C
om um emprego instável,
guionista de televisão, e os
nervos à flor da pele,
Joaquim vai arranjando mil
e um motivos para evitar o processo
de venda: canos e instalações eléctricas velhas, mau estado geral da
habitação, entre outras razões fictícias. Pressionado, e desesperado,
com a situação, Joaquim acaba por
assinar contratos de compra e venda
com outros três homens: Xavier,
Manuel e António.
Aparte os feitios absolutamente
distintos, há, ironicamente, aspectos
que os aproximam: rondam a casa
dos 40 anos e foram, todos eles,
abandonados pelas respectivas
esposas. Rebenta o conflito de interesses e de opiniões e, acima de tudo,
de visão do mundo feminino e da
mulher, em particular. As noitadas
já não são como outrora e o passar
do tempo fá-los sentir, cada vez
mais, sozinhos e abandonados.
Com um final surpreendente, “La
Curva de la Felicidad”, no título original, encenada por Celso Cleto, trata
essencialmente das angústias e medos masculinos na casa dos 40.
(Aconselha-se nesta altura a audição
do trabalho de Paco Bandeira, A
Ternura dos 40).
Ficha Técnica
Autores Eduardo Galán e Pedro Gómez;
Actores: Almeno Gonçalves, Joaquim
Nicolau, Fernando Ferrão, António Melo
com a participação de Sofia Alves em VozOff.; Versão Cénica e Encenação Celso
Cleto; Cenografia Carlos Barradas e Sola
do Sapato; Produção Sola do Sapato e
MCent
De Quarta a Sábado, às 21h45, até 30 de
Setembro, Sala 1 do Teatro Mundial.
“PEDRAS NOS BOLSOS”
Na típica aldeia alentejana, o sossego
virou rebuliço com a produção de uma
telenovela brasileira. Dois homens da
terra entram no filme como figurantes.
São eles Zé Pedro, um pacato alentejano que, desiludido com o insucesso
do seu trabalho no Brasil, regressa à
aldeia natal, e Carlos Costa, antigo
dono de um clube de vídeo que, fugido aos agiotas, volta, também à terra
onde nasceu. Parece, a ambos, justo e
atractivo o pagamento de 30 euros por
jornada, mais três refeições diárias.
O filme que se tenta produzir,
“Campina Serena”, tem como pro-
tagonista a brasileira, luso-descendente, Cláudia Sousa e Silva, uma
beldade aos olhos de Zé Pedro e
Carlos, e que está acompanhada
por um professor, Ricardo, encarregado de melhorar a pronúncia da
vedeta, e por um irascível guarda costas portuense, Quim.
O realizador, Eduardo Siqueira, é
coadjuvado por dois assistentes de
realização, Cabral e Jessica, que tentam
a custo fazer todas as vontades
ao chefe. Juntem-se, à produção,
mais dois jovens da aldeia, Tito e
Álvaro - ambos sem perspectivas
de futuro e alvoraçados com a
súbita fuga à rotina -, e um figurante mais velho, mais “experiente” em longas –metragens
(uma das quais com Wim
Wenders) e, por isso, muito
“convencido” da sua arte.
De repente, tudo muda.
Sem uma razão aparente,
Tito, um dos jovens, suicidase. A postura dos participantes na
rodagem da série é posta em causa e
à prova nesta curiosa e original
peça, “Pedras nos Bolsos”, de Marie
Jones, em que dois actores interpretam um elenco de 13 pessoas. A
leviandade com que a tragédia é
encarada pela equipa de produção
deixa Zé Pedro e Carlos com um
intenso sentimento de revolta face
ao mundo cruel e fictício das telenovelas. E juram, ambos, revelar a
verdadeira história do desrespeito
dos citadinos para com os habitantes da pequena e pacata aldeia.
Afinal, Tito era apenas um rapaz
que apenas queria mudar de vida.
Ficha Técnica
Autora Marie Jones; Tradução e Adaptação
Marta Mendonça; Actores: Heitor Lourenço
e Alexandre Ferreira; Encenação Almeno
Gonçalves; Produção Sola do Sapato e
MCent
De Quarta a Sábado, às 21h45, até dia 30
de Setembro, Sala 2 do Teatro Mundial.
Setembro 2006
I
TempoLivre 43
BOAVIDA
CINEMA EM CASA
O REGRESSO DOS AUTORES
I
Sérgio Barrocas
D
estacamos, este mês, para usufruto caseiro,
o lançamento de quatro obras de outros
tantos mestres do cinema contemporâneo:
Terrence Malick, que assina a sua quarta
NOVO MUNDO
TÍTULO ORIGINAL: The New
World REALIZAÇÃO: Terrence
Malick COM: Q’orianka Kilcher,
Colin Farrell, Christian Bale
EUA, 2005, cor, 135 min
EDIÇÃO: Lusomundo
> BASEADO NUM
episódio verídico, esta
emocionante saga conta a
história de
Pocahontas
(Q’orianka
Kilcher) a bela
e impetuosa
Nativa
Americana
cuja relação
com o Capitão John Smith
(Colin Farrell) desencadeia
a batalha por uma nova
Nação. O Traço de Mallick
confere a esta história uma
rara beleza quer pelo uso
dos mónologos interiores,
da escolha dos planos, da
montagem singular e dum
estilo inconfundível.
O TIGRE E A NEVE
TÍTULO ORIGINAL: La Tigre e la
Neve REALIZAÇÃO: Roberto
Benigni COM: Roberto Benigni,
Nicoletta Braschi, Jean Reno
Itália, 2005, cor, Duração,
114 min EDIÇÃO: Lusomundo
> ETTILIO DE GIOVANNI
44 TempoLivre
Setembro 2006
(Roberto
Benigni) é
um poeta
e professor
de
literatura,
divorciado,
tem duas filhas e está
loucamente apaixonado
pela lindíssima Vittoria
(Nicoletta Braschi), com
quem sonha todas as
noites.
Quando a invasão do
Iraque começa, Vittoria
troca Roma por Bagdade a
fim de escrever a biografia
do grande poeta iraquiano
Fuad (Jean Reno) mas,
vítima dos
bombardeamentos angloamericanos, acaba
moribunda num hospital.
Ettilio, desesperado viaja
para o Iraque à procura de
Vittoria.
CAFÉ E CIGARROS
TÍTULO ORIGINAL: Coffee and
Cigarettes
REALIZAÇÃO: Jim Jarmush
COM: Roberto Benigni, Steven
Wright, Steve Buscemi, Iggy
Pop, Tom Waits, Vinny Vella,
Vinny Vella Jr., Cate
Blanchett, Meg White, Jack
White, Alfred Molina, Steve
Coogan, Bill Murray
EUA, 2004, P/B — DURAÇÃO:
longa-metragem com um admirável Novo Mundo,
Roberto Benigni e André Techiné, que nos trazem duas
inesquecíveis histórias de amor, e um filme raro e singular de Jim Jarmusch. I
96 min; EDIÇÃO: Atalanta
Filmes
CAFÉ E CIGARROS é um
conjunto de pequenas
histórias e encontros a uma
mesa de café: fala-se dos
usos (e efeitos) da nicotina,
da adição ao café, fala-se
de tudo e de nada. Jim
Jarmush reúne, neste filme
singular,
actores e
músicos
como
Roberto
Benigni,
Bill
Murray,
Tom
Waits, Iggy Pop, Steve
Buscemi, os White Stripes,
Steve Coogan e Cate
Blanchett,
OS TEMPOS QUE MUDAM
TÍTULO ORIGINAL: Les Temps
qui Changent
REALIZAÇÃO: André Techiné
COM: Gérard Depardieu,
Catherine Deneuve
França, 2004, P/B DURAÇÃO:
96 min; EDIÇÃO: Atalanta
Filmes
OS TEMPOS QUE
MUDAM conta a história
de Antoine (G. Depardieu),
que chega a Tânger para
supervisionar a construção
de um centro audiovisual,
cujos prazos de execução
não estão a ser cumpridos.
Em
Tânger
volta a
encontrar
Cécile (C.
Deneuve).
Há trinta
anos,
amaram-se, separaram-se e
não voltaram a ver-se.
Cécile esqueceu Antoine,
casou em Marrocos e
reconstruiu a sua vida.
Mas Antoine nunca a
esqueceu … e tenta
reconquistar o seu coração.
OUTROS
LANÇAMENTOS:
Má Educação (Prisvideo)
–Pedro Almodovar
Fala com Ela (Prisvideo)
– Pedro Almodôvar
Mrs.Henderson (Lusomundo)
– Stephen Frears
De tanto bater o meu
coração Parou (Atalanta
Filmes) – Jacques Audiard
Underground (Atalanta
Filmes) – Emir Kusturica
Fábrica de Escândalos
(Castello Lopes) – Mary
McGuckian
Tsotsi (Castello Lopes) –
Gavin Hood
BOAVIDA
FILMES COM MEMÓRIA
UM RIO DE SOFRIMENTO
Ao mesmo tempo que se estreava em Portugal o filme norte-americano O Rei, sobre um ex-militar que mata três
familiares, em Santa Comba Dão descobria-se que um ex-cabo da GNR desmembrara três jovens da zona.
I
Fernando Dacosta
D
epois de praticarem os
seus actos, ambos voltaram-se para Deus: o primeiro entregando-se ao
pai, pregador fundamentalista; o
segundo peregrinando ao santuário
de Fátima em oração à Virgem. Fez
toda a jornada, dois dias depois do
último assassínio, com fé, pureza e
delicadeza.
A vertigem do horror, inexplicável, implacável, liga, assim, com fios
difusos, a ficção e a realidade, o
absurdo e o inominável.
Completado o seu gesto,
o jovem Elvis, perturbadoramente incarnado por
Gael Garcia Bernarl (inigualável intérprete de Che
Guevara) entregou-se ao
progenitor na ânsia de
uma absolvição, de uma
restituição da inocência. O
filme termina aí, no silêncio das não respostas.
Em Santa Comba Dão, o
padre dirá: «É preciso
combater o mal que nos
rodeia e que está em nós
mesmos».
Não se sabe que posição íntima
tomaram os dois religiosos – se é
que a tomaram, a avaliar pela
duplicidade do silêncio, no primeiro, e pelas palavras ambíguas, no
segundo.
Realizado pelo fotógrafo James
Marsh (que se estreia na direcção
cinematográfica), O Rei constitui a
viagem, em planos tensos, pela
viagem empreendida por um jovem
desmobilizado das Forças Armadas
a caminho do interior (geográfico e
pessoal) para, aparentemente, encontrar o pai que abandonara, décadas atrás, a mãe grávida. E destruirlhe a família, família sucedânea da
que deveria ter sido a sua.
O olhar é-lhe suave, os gestos
serenos, as palavras harmoniosas,
os passos solitários. Atravessamnos, no entanto, e de vez enquanto
(ao olhar, aos gestos, às palavras, aos
passos) lampejos intensos de vertigem, de desmesura. O anjo que
caminha contem, sente-se, pulsões
crescentes de morte. A vida e a
morte têm, aliás, em si a mesma fluidez, não há consciência, separação
delas.
Por diversas vezes a história de
James Marsh faz lembrar a de O
Teorema de Pasolini, obra-prima do
cinema mundial que, sob a forma de
metáfora, conta a visita que um
jovem de rara beleza, ido de
Inglaterra, faz a uma família da alta
burguesia italiana, que o convidara,
transformando para sempre, pela
sedução sexual e passional, todos
os seus elementos.
O pai do Rei, ao vê-lo, percebe-o.
Homem duro (um soberbo William
Hurt) não o quer reconhecer logo.
Pesado, o passado aparece-lhe de
repente naquele ser de complexa
inquietude. Tenta recusá-lo. Depois
amá-lo, faze-lo seu. Ele tudo aceita
– tudo dissimula?
Canta no coro da igreja, corresponde à paixão da irmã por si,
engravida-a; o irmão, que os surpreende, é abatido; a madrasta, a
quem a rapariga confidencia o
sucedido, morre apunhalada juntamente com ela. O sangue cai sobre o «écran»,
sobre as personagens,
quente, afagante, quase
libertador.
A leveza da vingança
depressa se transforma,
porém, em vazio. Tudo
foi consumado e ele, sem
outros objectivos, não
sabe o que fazer mais.
Talvez amar o pai – ou
levá-lo (com a pequena
sociedade que aliena), e
por que não, à loucura?
O Rei, de traços shakespearianos,
conta-lhe o que fez. O pregador fica-se a olhá-lo. A olhar-se. O filho
representava o enviado de Deus
para o castigar, o redimir. Insondáveis são, sabe-se, os desígnios
do mal.
«Há um rio de sofrimento», afirma o sacerdote de Santa Comba, «e
gente dos dois lados dele».
Gente suplicante, entre cadáveres. I
Setembro 2006
TempoLivre 45
BOAVIDA
À
M E S A
BEBER ÁGUA
MESMO QUANDO
O TEMPO ARREFECE
O consumo de água é estimulado no Verão. Contudo, mesmo quando o
tempo arrefece, não devemos esquecer este importante líquido.
I
Pedro Soares
A
água pode ser considerada o mais importante
“nutriente” pois sem ela
o organismo rapidamente se desidrata e entra em falência. Mas para além desta situação de
risco, começamos a saber hoje que o
consumo pouco frequente de água
pode conduzir a situações de doença crónica. As “pedras nos rins”, o
cancro na bexiga, na próstata, nos
rins, nos testículos ou no cólon,
poderão estar relacionados com o
consumo insuficiente de água,
durante períodos prolongados
da nossa vida. Por exemplo,
um volume adequado de
urina, que se obtém através de uma ingestão adequada de água ao longo
do dia, é a mais importante medida terapêutica
para a prevenção de “pedras” no sistema urinário.
Alguns constituintes das
águas minerais como o magnésio, cálcio e o bicarbonato
(presentes, por exemplo, em
grandes quantidades nas
águas minerais naturalmente
gaseificadas e bicarbonatadas
do nordeste do país) podem,
adicionalmente, influenciar a
46 TempoLivre
Setembro 2006
composição da urina, reduzindo
ainda mais o risco do aparecimento
de cálculos. Assim, estas águas minerais gaseificadas podem constituir uma preciosa ajuda natural ou
até uma alternativa aos medicamentos no tratamento dos cálculos
de oxalato de cálcio.
A água possui também diversos
minerais na sua composição, que
podem ser uma ajuda preciosa no
combate e prevenção de certas
doenças. Um deles é o cálcio. O cálcio encontra-se presente em diver-
sos alimentos como o leite, bróculos,
couves, amêndoas… Quando o cálcio proveniente dos alimentos não é
suficiente é mais provável o aparecimento de fracturas ósseas, em
especial quando a idade avança.
Felizmente, diversas águas minerais
comercializadas em Portugal possuem quantidades apreciáveis de
cálcio e magnésio. O cálcio e o magnésio presentes na água são bem
absorvidos no organismo, tal como
o cálcio presente no leite. O consumo regular deste tipo de águas
poderá fornecer até 25 % do cálcio
necessário por dia. Como nem toda
a gente gosta de beber água, algumas destas águas já possuem aromas naturais a fruta, de sabor agradável, baixo valor calórico e baixo
índice glicémico com uma digestibilidade muito boa.
Recentemente, apareceram diversos trabalhos científicos relacionando
os níveis de colesterol sanguíneo com
o consumo de águas minerais naturalmente gaseificadas e ricas em bicarbonatos. O consumo regular destas
água poderá contribuir para a
redução da gordura na circulação. Apesar destes estudos
serem ainda recentes e necessitarem de ser comprovados
em amostras maiores e mais
diversificadas da população,
podem dar indicações preciosas para os consumidores
mais preocupados com a sua
saúde.
O mundo das águas é pois
imenso e fascinante. Leia os rótulos das águas, consulte o seu
médico ou nutricionista e aproveite ao máximo este legaAndré Letria
do magnífico que o
nosso país nos deixou. I
BOAVIDA
S A Ú D E
CUIDADO,
A “GRIPE DAS AVES”
AINDA ESTÁ AÍ!
Estudos efectuados recentemente na Europa revelaram que os portugueses estão entre os que menos informação têm sobre uma eventual pandemia da gripe vulgarmente denominada por “gripe das aves”.
I
M. Augusta Drago
H
á cerca de um ano atrás,
os “media” fizeram um
ruído enorme sobre
este tema e divulgaram
cenários
sombrios
para
a
humanidade a curto e médio prazo.
Mas, subitamente e sem explicações, o assunto da gripe aviária e
o perigo que podemos vir a correr
deixou de ser notícia. Este silêncio
está a ser interpretado por muitas
pessoas como um sinal de que o
perigo desapareceu. O que é falso!
A gripe humana de origem
aviária é causada pelo vírus H5N1 e
fez as primeiras vítimas em Hong
Kong em 1997. Das 18 pessoas que
foram infectadas então, morreram
6. Depois, em 2003, igualmente em
Hong Kong, foram notificados mais
dois casos de doença tendo morrido
um dos doentes. Por fim em 2004,
na Tailândia e no Vietname o virús
H5N1 voltou a ser causa de morte
para 50% das pessoas infectadas.
As grandes epidemias de gripe
são cíclicas e afectam populações em
todo o mundo. Por isso se chamam
pandemias. Já não deve haver muita
gente que se lembre da “gripe
espanhola” (1918-1919), mas certamente alguns se lembram da “gripe
asiática” (1957-1958). Estes vírus
H1N1 e H2N2, respectivamente,
levaram cerca de nove meses a dar a
volta ao mundo e causaram mais de
cinquenta milhões de mortes.
Desta vez, atendendo à agressividade do H5N1 e também à facilidade com que as pessoas viajam,
calcula-se que, quando a pandemia
começar (o que ainda não aconteceu), o vírus levará apenas cerca de
três meses a chegar à maior parte
dos países, podendo matar cerca de
50% das pessoas afectadas.
Também está previsto que a gripe
aviária venha a ter dois surtos, o
primeiro, menos grave, em que
afectará preferencialmente as pessoas mais frágeis. Meses depois virá
um segundo surto mais agressivo.
Estima-se que nesta altura já esteja
pronta e distribuída a respectiva
vacina que nos irá proteger.
Quando da tragédia do “tsunami” que afectou brutalmente populações no sudeste da Ásia, a
Organização Mundial de Saúde
considerou que havia condições
para se desencadear a pandemia.
Foram alertados todos os países e
criaram-se a nível mundial estruturas para acompanhar e controlar
a doença. Estas estruturas mantêmse vigilantes e darão as orientações
técnicas em devido tempo.
O virús H5N1 é o vírus da
influenza aviária e durante alguns
anos afectou estritamente as aves.
O problema surgiu quando este
vírus se tornou mais agressivo,
aumentando a capacidade de se
propagar a outras espécies animais.
As formas menos graves desta
doença das aves transmite-se por
contacto directo com os animais
doentes ou com as fezes dos animais doentes. As formas mais
graves podem ser transmitidas às
outras espécies através do consumo
de carne mal cozinhada e afectam
todo o organismo.
Já foi largamente difundido que o
Outono pode ser particularmente
difícil devido às aves migratórias
que fazem paragem no nosso país.
Recorde-se que deve ser dado conhecimento às autoridades sanitárias se uma ave migratória for encontrada morta. Em caso algum se
deve mexer ou transportar essa ave.
Devemos ter em atenção que o
vírus H5N1 resiste ao congelamento e que não se devem comprar
aves criadas soltas na natureza.
Mesmo assim, se consumirmos
carne de aves, ovos ou produtos
feitos com estes, é recomendado
cozinhar tudo muito bem! O vírus é
destruído pela cozedura a 70ºC.I
[email protected]
Setembro 2006
TempoLivre 47
BOAVIDA
TEMPO INFORMÁTICO
O SEU DESKTOP NUMA ‘PEN DRIVE’
Não se trata de substituir um portátil por uma pen drive, nem tal é possível por enquanto apesar de um dia vir
a acontecer com a nanotecnologia, os ecrãs desdobráveis, os teclados virtuais, etc., etc. Mas acaba de aparecer
uma tecnologia que dá às pen drives uma nova dimensão.
Gil Montalverne
C
hama-se U3 e é este o logo
que está impresso nessas
Pen. Além de crescerem
em armazenamento sendo
já hoje vulgar as de 1,2,4 e até 8
gigas, acabam de crescer noutra vertente dando um salto enorme
noutra capacidade. Naquela pequena drive onde até aqui transportávamos os nossos diversos ficheiros de
um lado para o outro, substituindo o
que se fazia noutros tempos com
disquetes, teremos o desktop ou
ambiente de trabalho do nosso PC
ao introduzir a Pen noutro computador, utilizando as nossas aplicações
preferidas.
A tecnologia U3 está numa partição da Pen drive. No Windows
aparecerão 2 letras: uma corresponde à partição livre da pen drive e
a outra tem a indicação U3 System e
funciona como CD-ROM virtual de
onde instalamos automaticamente
os programas U3 tal como se fosse de
um CD. Compatíveis Windows 2000
ou XP, trazem já algumas aplicações
instaladas ou podemos fazer o
download de outras através do pro-
48 TempoLivre
Setembro 2006
grama U3 Launchpad, uma espécie
de Start Menu que aparece na barra
do sistema quando ligamos a Pen
drive. Trabalharemos com o nosso
software preferido, edição de imagens, ver emails, etc., tudo segundo a
configuração do nosso PC. O nosso
ambiente de trabalho está ali.
Quanto à protecção dos nossos
dados, nada de receios. Quando
tivermos terminado o trabalho nesse
computador, retiramos a Pen Drive
USB e todos os ficheiros pessoais são
também retirados, seguindo connosco. A Pen Drive não deixa qualquer vestígio das nossas preferências no computador usado.
Ao clicar no ícone U3 na barra de
tarefas aparece um novo desktop
com a lista das aplicações já disponíveis, ferramentas e utilitários que
usaremos para navegar na Pen. Existem
vários sites na NET
(procure no Google
“U3”). A Sandisk por
exemplo já tem
várias dezenas de
programas disponíveis mas as suas
Pen trazem programa de antivírus,
possibilidade de Voip com o Skype,
o software de sincronização com o
nosso email e outros mas ao correr
o Launchpad para download do
site da U3 existem já programas de
áudio e vídeo, manipulação de
imagem, jogos e muitos utilitários,
sincronização com as aplicações o
Office, etc.
MANUAIS MULTIMÉDIA
Aproxima-se o ano lectivo 2006/07 e
pela primeira vez vão ser utilizados
manuais escolares criados segundo
um novo conceito que conjuga um
livro escolar em formato digital
com múltiplos recursos multimédia, desde vídeos e áudios a avaliações e jogos didácticos que completam as matérias do
manual. A Texto Editora
apresenta manuais para
História, Ciências Naturais e Físico-Químicas.
Um passo em frente
para a integração das
novas tecnologias no
ensino. [email protected]
BOAVIDA
A O
NOVO HONDA CIVIC
Mais largo e mais baixo do que o modelo actual, o novo Civic promete
vir a ser a nova referência no muito competitivo segmento C europeu,
especialmente no sector Premium.
Carlos Blanco
O
“Concept Car” que esteve no Salão Automóvel
de Genebra em 2005
mostrou as intenções da
Honda em fazer evoluir o novo
Civic para um conceito mais
desportivo, mais emotivo e mais
divertido de conduzir. Um elemento importante para atingir estas
qualidades é, sem dúvida, o design
distinto da carroçaria em forma de
cunha e afilado mas que não penaliza a flexibilidade sendo igualmente extremamente funcional.
A primeira vista o novo estilo poderia sugerir uma funcionalidade interior limitada. Mas o novo Civic redefine os padrões ao nível do interior, ao
combinar um design futurista com
versatilidade e funcionalidade.
O painel de instrumentos do Civic
divide-se em duas zonas funcionais:
uma para informação visual e a outra
para os diversos controlos. Numa
análise extensiva destas duas funções,
a Honda foi bem sucedida em restabelecer um interface entre o homem e
a máquina. Como resultado, a Honda
conseguiu conceber para o Civic um
cockpit futurista e high-tech. Este
painel de duas zonas, com o seu efeito
tridimensional, só é possível graças ao
design exterior do automóvel em
forma de cunha.
Esta localização racional da informação essencial estar disposta à
altura dos olhos do condutor permite que este desvie o olhar o mínimo possível da estrada para consultar a informação, contribuindo dessa
forma para a segurança assim como
para o divertimento na condução.
V O L A N T E
Existem três motorizações; uma
unidade a gasolina de 1339 cm3 e 61
kW/83 CV, outra de 1798cm3 e 103
kW/140 CV, também a gasolina e uma
de 2204 cm3 e 103 kW/140 CV a gasóleo. Todas as motorizações estão equipadas com caixa manual de 6 velocidades, tornando o novo Honda Civic
no primeiro automóvel do segmento
C a estar equipado com caixas de 6
velocidades em toda a gama. As unidades a gasolina também podem vir
equipadas com uma transmissão manual automatizada de 6 velocidades.
Todos os três motores são novos
na gama Civic e a unidade 1,8 iVTEC é um motor completamente
novo. Todos eles proporcionam
níveis de condução, economia,
emissões e performances que comprovam a excepcional reputação da
Honda no desenvolvimento da tecnologia de motores e como maior
fabricante mundial de motores,
Mas particularmente importante é o
motor de 1,8 litros porque marca mais
um avanço do famoso sistema i-VTEC,
concebido para reduzir perdas por
bombagem e desse modo melhorar o
nível de consumo de combustível.
Setembro 2006
TempoLivre 49
BOAVIDA
PA L AV RA S D A L E I
Sou possuidor de uma pequena propriedade agrícola de regadio. Cedi-a para exploração gratuita a uma vizinho em 1993,
formalizado através de uma carta assinada por ambas as partes,
durante um período de dez anos. Passados doze anos, temendo eu
que a situação se mantenha, pretendo saber se haverá alguma situação legal em que possa correr o risco de ser desapossado da minha
propriedade?
?
André Letria
COMO EFECTUAR
UMA USUCAPIÃO
Manuel Almeida Marques – Sócio n.º 52158 – Amadora.
I
Pedro Baptista-Bastos
J
á referi, em crónicas anteriores, a figura legal da Usucapião. Esta consiste, muito
simplesmente, numa forma
de aquisição da propriedade em
que alguém, após o decurso de um
determinado tempo, se afirma publicamente como o proprietário de
um terreno ou de um prédio urbano. O risco que o nosso leitor corre é de ver a sua propriedade passar
para outrem por intermédio de uma
usucapião.
O propósito desta crónica consiste
em explicar aos leitores como é que
alguém pode usucapir.
Se um prédio ou um terreno
estiverem abandonados, ou registados em nome de alguém que deles
não faça uso, a usucapião processase através de um apossamento, isto
é, alguém instala-se ou explora,
veda, ou de algum modo, torna seu
o imóvel. Apossar-se é ter o poder
jurídico de tornar seu uma coisa. Se,
após o apossamento, não houver
qualquer oposição do proprietário,
seja através dos tribunais, seja por
iniciativa própria – relativamente a
este assunto, esperarei tratá-lo
noutra crónica, por falta de espaço –
efectuar-se-á o registo da usucapião
e correspondente processo notarial.
50 TempoLivre
Setembro 2006
A usucapião pode ser registada,
de acordo com o artigo 2º, n.º 1,
alínea a) do Código do Registo
Predial; Serve isto para a tornar pública e fazer correr um prazo mais
curto que a favoreça. Os prazos da
usucapião relacionam-se como o
modo em que a usucapião foi realizada, podendo ser de boa ou má
fé, pública ou oculta.
Posto isto, expliquemos como se
processa a usucapião, em termos
notariais.
De acordo com o n.º 1 do artigo
80º do Código do Notariado, em
termos gerais a usucapião é um acto
sujeito a registo sob a forma de
escritura pública. Em termos especiais, a usucapião regista-se notarialmente através de um acto designado por justificação notarial, previsto
nos artigos 89º a 101º do Código do
Notariado.
Quando se alegue a usucapião
baseada em posse não titulada, o
interessado marca uma escritura de
justificação no notário; nela se alegará as circunstâncias de factos que
marcam o começo da posse, e as que
sustentam e definem a posse geradora da usucapião. O interessado
apresentará as certidões do registo
predial e as certidões matriciais actualizadas que provam os seus factos e
pretensões. Marcada a data da
escritura, o notário apreciará se as
razões invocadas são válidas ou não,
de acordo com o artigo 95º do C.
Not.. Este acto é importante, porque
desta forma, o notário tem um verdadeiro poder decisório que impede
a concretização de abusos de direito
ou possíveis crimes através de uma
escritura falsa ou nula. O interessado apresenta três declarantes. Feita a
escritura de justificação, publicar-se-á, cinco dias após a sua celebração,
num dos jornais mais lidos do concelho da situação do prédio, ou, se aí
não houver jornal, num dos jornais
mais lidos da região. Se alguém ler a
notícia da publicação da justificação,
pode impugná-la judicialmente e
requerer ao tribunal a imediata
comunicação ao notário da propositura e pendência da acção. Por outro
lado, se, no prazo de 30 dias após a
publicação da notícia no jornal, o
notário não receber qualquer comunicação do tribunal, passará certidão
da escritura de justificação.
De um modo tão simples quanto
possível, fica o leitor a saber como
usucapir. Também passa a saber, de
forma indirecta, como se pode
defender. Em todos os casos, nestas
questões deve contactar imediatamente com um Advogado. I
Toda a correspondência deve ser
dirigida à Redacção da «Tempo Livre»
CLUBE TEMPO LIVRE PASSATEMPOS
1
2
3
4
5
6
7
8
9 10 11 12 13 14 15
1
2
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11
12
13
SOLUÇÕES
Palavras Cruzadas > por Tharuga Lattas
Horizontais: 1-Doidivanas; Aprazam. 2-Aro; Estação; Pingo. 3-Tristeza;
Reze; Versejam. 4-“Germânio’’ (s. q.); Aniversário; Metade; Concede.
5- Álea; Anel fino e liso; Lado do navio voltado para o vento; Um dos
filhos de Jacob. 6-”Rubídio” (s.q.); Arrátel; “Doutor” (abrev. ). 7-Ligam;
Axe; Sincero. 8-Cidade da Caldeia, pátria de Abraão; Murchar; Antiga
nota musical. 9-Semelhante; Nome da décima sétima letra do alfabeto
grego; Anéis; Capa de irmandade. 10-“Actínio” (s.q.); Nome pessoal
masculino; Argolas; “Ruténio” (s.q.). 11-Depósito; Rio da Suiça que
banha Berna; Alegria. 12- Pato-real; .Evasões; Mancha alongada (nos
cavalos). 13-Hebdomadário; Esfarelaras.
Verticais: 1-Desavenças; Maravalhas. 2-Ervilhas; Consente. 3Monarca; Rei lendário do País de Gales cujas aventuras serviram o
Ciclo da Távela Redonda; Contém. 4-Elevada; Móvel onde se
guardam as bebidas alcoólicas; Divisa. 5-Eia!; Aguardente de melaço.
6-Simplório; Antiga palavra francesa correspondente ao actual “oui”
(sim); Partiu; Nome da quarta nota da escala musical. 7-Depois de;
Jornada; Primeiro rei dos Israelitas. 8-Sufixo que designa “profissão”;
Importância adiantada por outrem; “Prata” (s.q.). 9-Bolor;
Escarnecia; Afirmavam. 10-“Gálio” (s.q.); A; Relação; Sim. 11Corrente de água natural; Forma popular de senhor. 12-Usura;
Ofertou; Régulo. 13-Dádiva; Agradecido; Ente. 14-Acanhada;
Baixela. 15-Desiludida; Intervalos.
Nota: Todos os termos da solução podem ser verificados nos Dicionários
“Língua Portuguesa”, “Sinónimos” (Porto Editora)
e “Prático Ilustrado” (Lello & Irmãos)
1-ZARANZA; AGRADAM. 2-ANEL; ÉPOCA; GOTA. 3-NOITE; ORE;
RIMAM. 4-GA; ANOS; MEIO; DÁ. 5-ASA; AÍ; A; LÓ; GAD. 6-S; RB;
LIBRA; DR; A. 7-ATAM; DOI; LEAL. 8-A; UR; FANAR; UT; P. 9-PAR;
RO; O; ÓS; OPA. 10-AC; LUÍS; ELOS; RU. 11-RETÉM; AAR; ROSAS. 12ADEM; FUGAS; BETA. 13-SEMANAL; MIGARAS.
Xadrez > por Joaquim Durão
Na Olimpíada de Turim, concluída nos primeiros dias de Junho, a
Espanha foi 10ª. entre 150 países concorrentes. Esta classificação é, entre
outras razões, uma consequência da intensa actividade internacional realizada no território vizinho, onde os torneios de todos os géneros (fechados, abertos, de “rápidas” e “semi-rápidas”, etc.) se sucedem. No diagrama, Miguel Illescas, com pretas, tem um lance que lhe proporciona vantagem decisiva. Com brancas jogava Biedma e a situação ocorreu recentemente na cidade andaluza de Dos Hermanas.
AS PRETAS JOGAM E GANHAM
Do XXXI Aberto de Sevilha, em Janeiro, a vitória do mestre espanhol
Mário Gomes, com brancas, sobre o marroquino Rizouk, que ensaiou a
defesa Índia de Dama.
1.d4 Cf6 2.c4 e6 3.Cf3 b6 4. g3 Ba6 5.b3 Bb4 + 6. Bd2 Be7 7. Cc3 c6 8.e4 d5
9. De2 (Tudo tem seguido a teoria mais conhecida. Alternativa também
praticada frequentemente é 9.e5) 9…. , dxe4 10. Cxe4 Bb7 11.Ceg5 Cbd7 (
SOLUÇÕES
Illescas jogou 1…. Bh6 e as brancas abandonaram, em vista
das ameaças sobre a torre e da pregagem Bh6-e3. Claro que 2.
Te1 Be3 força 3. Txe3 Dxe3 e a vantagem material das pretas é
decisiva.
Ou 11…. c5 12.d5 exd5 13.cxd5 h6 14.Cxf7 Ceg5 15. 0-0-0 como jogou o
campeão mundial Veselin Topalov contra Anand, no torneio de Sofia de
2005) 12. Bh3! (Original desenvolvimento do B, com vista a um ataque
rápido sobre o 0-0, mediante sacrifício de figura) 12…. 0-0 (É incrível como
se pode atacar tão cedo. Se 12…. h6 13. Cxe6 fxe6 14. Dg6+ Rf8 15. Bxe6
De8 16.Ch4) 13.Ce5 Bd6 (Obviamente errado era 13…. Cxe5 14.dxe5 g6 –
se o C retira, há mate em h7 – 15. exf6 Bxf6 com duplo ataque a Ta1 e Cg5,
donde o correcto seria 15. Td1 Ch5 ou Ce8 para ir a “g7” e defender o
roque 16.Ce4 conservando o ataque) 14.Cexf7 Txf7 15.Bxe6 De7 16. 0-0!
(Mantendo todas as ameaças, sem prejuízo) Taf8 17. Tae1 Dd8 18. Df5 e as
pretas rendem-se. Comentários sobre notas originais de Mário Gomez.
Setembro 2006
TempoLivre 51
CLUBE TEMPO LIVRE NOVOS LIVROS
ANCORA
CAMPO DAS LETRAS
ANTÓNIO VARIAÇÕES.
ENTRE BRAGA E NOVA
IORQUE
Manuela Gonzaga
333 pg. | 19,50 (PVP)
Uma recolha biográfica de
um músico e cantor
emblemático dos anos 80,
que apenas com dois álbuns
e um single de originais
marcou para sempre a
música e a sociedade
portuguesa.
MEU PRIMEIRO LAROUSSE
DE CONTOS
Maria de Fátima Bravo
240 pg. | 17, 85 (PVP)
Magnífica edição,
profusamente ilustrada, que
reúne contos infantis que
fazem parte dos clássicos
universais, da autoria de
Jacob e Wilhelm Grimm,
Charles Perrault e Hans
Christian Andersen.
A SAGA DOS
ASTROLÁBIOS
AA.VV.
94 pg. | 21 (PVP)
Um livro sobre os tesouros
materiais e documentais do
património marítimo
português que nos leva ao
tempo das místicas ilusões e
de humanas ganâncias. Um
mar colorido de culturas,
construído pelo saber de
marinheiros que viveram por
conta de um futuro que
ainda não existia. Gesta de
homens que venceram, e de
quantos se perderam, para
unificar o Mundo mudado
que neste livro se evoca.
TEMPOS DE SER DEUS. A
ESPIRITUALIDADE
ECUMÉNICA DE
AGOSTINHO DA SILVA
Paulo Borges
205 pg. | 15,50 (PVP)
Três estudos sobre aspectos
fundamentais da
espiritualidade de Agostinho
da Silva: a sua visão do
absoluto ou de Deus como
“Nada que é Tudo”, a
relação entre criatividade e
mística e a sua original
leitura do Espírito Santo
(presente no íntimo de todos
os homens e de toda a
experiência religiosa,
agnóstica e ateia).
52 TempoLivre
Setembro 2006
MEU PRIMEIRO LAROUSSE
DE INGLÊS
Maria Luísa Condeço
144 pg. | 16 (PVP)
Mil palavras, igual número de
imagens, para começar a
aprender inglês de forma
simples, eficaz e sempre
divertida! Um dicionário para
crianças que inclui temas
como o corpo, a casa, a
família, a escola, as férias e
outros, que ensinam esta
língua de forma rápida e
eficaz, com recurso a um
vocabulário rico e variado.
SEGREDO MAIOR CANÇÕES A BRINCAR
João Lóio
72 pg. | 15,96 (PVP)
Um livro e um CD com uma
selecção fabulosa de
canções, utilizadas em
espectáculos de teatro, de
televisão e em diversas
escolas nas áreas da
expressão musical e teatral.
Um óptimo recurso
pedagógico e expressivo,
destinado a crianças,
professores e educadores.
COLIBRI
HISTÓRIA DAS FESTAS
AA.VV. (coord. de Carlos
Guardado da Silva)
314 pg. | 18,90 (PVP)
Uma viagem pelas raízes e
conceito das festas, desde a
Mesopotâmia até aos
nossos dias. Aqui se
entrecruzam, com fronteiras
por vezes difíceis de
descortinar, o religioso e o
profano.
COMIDAS E PRÁTICAS DO
SISTEMA ALIMENTAR NA
REGIÃO DO FUNDÃO
Vasco Valadares Teixeira
493 pg. | 23,10 (PVP)
Uma fantástica obra sobre
comidas e práticas
alimentares na região do
Fundão. Que aborda ainda
a problemática relativa à
especificidade das comidas
regionais presentes nos
hábitos e memórias
daqueles que as evocam,
bem como os atributos dos
manjares cumpridos,
ritualmente, na
comensalidade celebrante
dos eventos, do quotidiano,
dos ciclo das festividades e
em ocasiões de especial
sociabilidade.
PLANTAS E SABERES - NO
LIMIAR DA
ETNOBOTÂNICA EM
PORTUGAL
Amélia Frazão-Moreira e
Manuel Miranda
Fernandes (Org.)
114 pg. | 8,40 (PVP)
Saberes sobre as plantas da
tradição rural portuguesa,
essencialmente da região
de Miranda do Douro, que
mostra a pertinência da
recolha dos conhecimentos
etnobotânicos, quer para a
conservação da natureza,
quer para os processos de
desenvolvimento local que
envolvem a valorização de
recursos endógenos, dando
uma panorâmica do que é
actualmente a pesquisa
etnobotânica em Portugal.
EUROPA-AMÉRICA
AMOR E AMIZADE
Jane Austen
124 pg. | 14,90 (PVP)
Escrito quando a autora tinha
apenas 15 anos, a obra é o
retrato do universo que
rodeou a sua adolescência,
dos amores e desamores.
Dividido em duas novelas
epistolares e em cinco contos
em forma de carta, um dos
principais méritos desta obra
é o paralelismo com a
actualidade.
CAMUFLAGEM
Joe Haldeman
276 pg. | 18,98 (PVP)
O artefacto estava a mais de
10 km abaixo do nível do mar.
A marinha descobre-o e
vários cientistas tentam
alcançá-lo. Mais denso que
qualquer outra substância
conhecida do homem,
ninguém consegue movê-lo.
Entretanto, duas criaturas
marinhas vaguearam pela
Terra por várias gerações.
Agora, o artefacto chama por
eles... mas o Camaleão
decide que só há espaço para
um.
WARM UP - AQUECIMENTO
Bénédict Martin
156 pg. | 16,50 (PVP)
Vencedor do prémio
Contrepoint de Literatura
Francesa, este primeiro livro
da jovem autora, contém 41
contos magistralmente
arquitectados e quase todos
com finais imprevisíveis. São
histórias curtas, que variam
entre o duro e o romantismo
contagiante. Uma leitura
ideal para férias.
O VELHO SÉCULO XX
Joe Haldeman
260 pg. 17,90 (PVP)
Uma viagem através das
estrelas para uma amanhã
em que todos estão
obcecados com o passado.
Esta história é para os
amantes das viagens no
tempo, da realidade virtual e
de uma vida idílica… ou
quase!
ROMA EDITORA
ENIGMA POMBAL
António Lopes
262 pg. | 15 (PVP)
“Por mais voltas que dêmos,
Pombal vê-se sempre de
costas” – lê-se na
contracapa do livro, aludindo
à estátua na estação do
Metro “Marquês de Pombal”,
em Lisboa. Talvez seja esta
incapacidade de dar a cara o
que mais caracteriza esta
personagem que ora abriu
estradas e rasgou horizontes,
ora fechou caminhos e pôs
termo a vidas.
GUERRA JUNQUEIRO –
PERCURSOS E AFINIDADES
Henrique Manuel S.
Pereira
266 pg. | 20 (PVP)
Uma colectânea de ensaios
sobre o poeta, pensador e
religioso Guerra Junqueiro.
Através da análise de vários
textos, o autor chega aos
percursos e afinidades de
Junqueiro - as suas origens,
vivências, amizades e tudo o
que o ligou à comunhão com
o espiritual.
TEXTO EDITORES
AO ENCONTRO DOS OSSOS
Kathy Reichs
288 pg. | 17,09 (PVP)
No calor da cidade de
Charlotte, uma antropóloga
forense nos Serviços de
Investigação Médica da
Carolina do Norte, aguarda
com ansiedade as suas
primeiras férias. Já com um
pé na porta, vê os seus
planos gorarem-se quando os
ossos começam a aparecer.
Um romance policial a não
perder!
FATWA - UMA SENTENÇA
DE MORTE
Jacky Trevane
224 pg. | 15,29 (PVP)
Aos 23 anos, Jacky (loura de
olhos azuis) viaja com o
namorado até ao Egipto,
devido a uma queda
apaixona-se por um
charmoso egípcio e cega de
paixão vai viver para sua
casa. Entretanto, o pesadelo
começa. Submetida a maus
tratos físicos e emocionais, só
com muita coragem
consegue fugir. Uma história
verídica de uma britânica
que vive, desde os seus 29
anos, sob a sentença de
morte decretada pelo seu exmarido.
CLUBE TEMPO LIVRE ROTEIRO
Roteiro Inatel de actividades culturais e desportivas
AÇORES
Ponta Delgada
Cultura
Festas: dia 8 a 11 –
Santíssimo Sacramento
da Candelária; dia 17 –
Vindima; dia 28 – N. Sr.ª
da Ajuda.
TÉNIS DE MESA: dia 23 às
14h – Torneio em Louriçal.
XADREZ: dia 24 às 14h Torneio no Salão dos
Bombeiros em Bombarral.
LISBOA
T E AT R O
DA
COIMBRA
TRINDADE
Sala Principal
AS BODAS DE FÍGARO
Dias 15, 20, 21, 23 e 28 às
20h e dias 17, 24 e 29 às
18h.
Sala Estúdio:
O MORTO E A MÁQUINA
Cultura
MUSICA: dia 17 – Encontro
de Bandas em Santana,
Concerto 136º Aniv. da
Filarm. Ressurreição em
Mira e às 21h30 Quarteto de
Saxofones “Sax Ensemble”
na casa do Povo de
Penacova; dia 24 - Concerto
50 aniv. da Igreja de Seixo
de Mira.
FOLCLORE: dia 10 - 3ª
Recreação do Mercado das
Faniqueiras na sede do R.
Folcl. Etnog. do Brinca em
Eiras; dia 24 - Festa das
Colheitas de Trouxemil em
Coimbra.
ESCOLAS DE LAZER:
Inscrições abertas para
vários cursos, contactar delegação.
LEIRIA
Desporto
ACTIVIDADES BÁSICAS:
Inscrições para Ginástica,
Judo e Natação na delegação.
PEDESTRIANISMO: dia 17 –
Passeio à freguesia da Boa
Vista.
54 TempoLivre
Setembro 2006
VILA REAL
Cultura
Desporto
Aventura: dia 24 – 3º
Autocross/Cross
Country.
Basquetebol, Andebol,
Voleibol, Ténis de Mesa,
Futebol, Futsal e Atletismo.
(Trilogia do Cão) – a partir
do dia 13 (4ª a sáb. às 22h
e dom. às 17h).
MÚSICA: dia 10 às 14h45 –
Gr. “Sopro de Cordas de
Outeiro” e “Escola Música
de Perre” pelo CCD Campos
em Vila Nova de Cerveira
FOLCLORE: dias 5 a 10 “Festival Inter. de Folclore”
em Viana do Castelo
TEATRO: dia 6 às 18h - “A
Farsa de Inês Pereira” de
Gil Vicente pelo Gr. Teatro
“Unhas do Diabo” no
Teatro Municipal Sá de
Miranda.
VISEU
Cultura:
PORTO
Cultura
PINTURA: dia 1 a 28 “Encontro com a solidão”
em Aida Topete.
PASSEIOS: dias 30 e 1 de
Out. - À descoberta dos
encantos de Sintra.
CURSOS: História de Arte,
Psicologia, Espanhol, Russo,
Hidroginástica, Tai Chi
Chuan, Escrita Criativa,
Língua Gestual, Artes
Florais, Reciclagem
Artística, Fotografia,
Culinária e Oficinas
Juvenis, na Academia Jorge
de Sena.
Desporto
DIVERSAS ACTIVIDADES:
Inscrições até ao dia 15
para as modalidades de
CURSOS: dia 2 – Concerto de
Instrumentos em Nelas
MÚSICA: dia 3 às 16h Encontro Bandas
Filarmónicas na Feira de
São Mateus em Viseu; dia 7
às 11h - Festa da Sr.ª dos
Remédios em Lamego; dia 2
às 21h30 -XV Encontro Inter.
Música Tradicional em São
Pedro do Sul.
Desporto:
TIRO AO ALVO: dia 3 –
Torneio da ASSCR de
Poives; dia 9 e 10 - Torneios
da Feira de S. Mateus no
Pavilhão do Inatel; dia 16 às
14h – prova na Ass. Tiro ao
Alvo e Pesca de Tarouca.
MALHA: dia 3 às 15h30 –
Torneio Reg. na Casa do Povo
de Povolide; dia 17 às 15h30 –
Torneio no CCD de
Marmeleira; dia 24 às 15h30 –
Torneio do CCD de Gumirães.
CUPÕES CLUBE TEMPO LIVRE
NOTA: os cupões para aquisição de Livros são válidos até ao final do ano de 2006
DESCONTO
Este cupão só é válido na compra
de 1 livro constante da nossa secção “ Novos livros ”, onde está incluído o preço de venda ao público (PVP) e respectiva Editora
Clube
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2,74
Euros
VALIDADE
31de Dezembro/2006
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31de Dezembro/2006
Remeter para
Clube Tempo Livre –
LIVROS, Calçada de
Sant’Ana nº 180 –
1169-062 Lisboa, o
seguinte:
G Pedido, referenciando a editora e o título
da obra pretendida;
G Cheque ou Vale dos
Correios, correspondente ao valor (PVP)
do livro, deduzindo
2,74 euros de desconto do cupão.
G Portes dos Correios
referente ao envio da
encomenda, com
excepção do
estrangeiro, serão
suportados pelo Clube
Tempo Livre. Em caso
de devolução da
encomenda, os custos
de reenvio deverão ser
suportados pelo
associado.
A CHEFE SUGERE |CONCEIÇÃO SILVA | INATEL LUSO
Trutas com amêndoas
A truta é um peixe de formato alongado, que
pertence à mesma família do salmão e é, à sua
semelhança, um peixe gordo. Pode ter até cerca de
60 cm de comprimento e pesar até 2 kg. O seu
dorso pode ter cor variável, do esverdeado ao
castanho, possuindo pintas escuras nas nadadeiras
e no corpo. Esta é uma espécie carnívora que se
alimenta de insectos e de outros peixes menores.
Uma das características da truta é necessitar que no
seu habitat a água seja cristalina, fresca, pura e
bem oxigenada, caso contrário ela não sobrevive.
Habitualmente estas características são próprias de
rios de montanhas, podendo ser pescadas em
regiões do interior do país. Actualmente, existem
também as trutas de viveiro.
Sendo este prato confeccionado pelo método da
fritura, e tendo em consideração que o molho
contém também manteiga e um fruto gordo (a
amêndoa), deve ser acompanhado por alimentos
cozidos, tais como hortaliça e batata cozida.
INGREDIENTES PARA 4 PESSOAS: 800 g de
trutas frescas, 150g de amêndoa, farinha q.b.,
56 TempoLivre
Setembro 2006
manteiga q.b., sumo de limão q.b., sal q.b., óleo q.b.
PREPARA-SE ASSIM: Amanham-se as trutas e
temperam-se com sal. Passam-se por farinha,
fritam-se em óleo, dos dois lados, durante 2
minutos, junta-se o sumo de limão e deixa-se fritar
mais 1 a 2 minutos. Numa frigideira põe-se um
pouco de manteiga, depois de derretida, juntam-se
as amêndoas e, sem deixar queimar a manteiga,
colocam-se por cima das trutas. Servir bem quente
e acompanhar com batata cozida e, de preferência,
hortícolas cozidos.
COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL POR PESSOA:
• 45,2g de proteínas; • 37,9g de gordura; • 1,6g de
hidratos de carbono; • 5,4g de fibra; • 528kcal
INFORMAÇÕES E RESERVAS:
INATEL LUSO
Rua Dr. Costa Simões, 3050-226 Luso
Tel: 231 930358/68/78 - Fax: 231 930038
Email: [email protected]
MARIA ALICE VILA FABIÃO | O TEMPO E AS PALAVRAS
Outras formas de escrever,
outras formas de ler
Bem sei que é lei da vida comerem-se os figos / e ninguém se lembrar de quem plantou a figueira. / Não importa, este é o
meu ofício, elegi-o livremente / e, histórias à parte, eu, com os livros, tenho prazer / em pensá-los, em fazê-los, em lê-los, /
apaixonando-me / pelo que sonham as suas palavras. […]
Jesus Munárriz*, in: Otros lábios me sueñan, 1992. Trad: MAVF
Entre a pedra abrasada pelo sol e o rumor líquido do
mar, vou flanando, e comigo o pensamento errático, por
entre os pavilhões, brancos como versos sem rima, de
mais uma feira do livro. Desta vez da Póvoa de Varzim.
Como em todas as feiras do livro, tarde após tarde, uma
multidão de iniciados faz e refaz percursos, repete os
passos em sentidos vários, reproduz em cada gesto os
gestos dos demais. Os olhos varrem, como o vento, as
bancas dos livros expostos, de entre os quais
singularizam um – pela capa, pelo título, pelo autor… –,
e logo as mãos se estendem para ele, o sopesam, o
acariciam, com ele estabelecem a insubstituível relação
táctil, que se prolonga no folhear, na leitura breve de
uma que outra frase, ou na leitura saboreada de um
fragmento mais vasto de texto. Em último lugar, a
angustiada consulta da etiqueta do preço, que tantas
vezes condiciona o prazer da aquisição ou a frustração
do abandono. Quantos livros de tese, quantos romances
ou livros de poesia, de arte, etc, tivemos de abandonar,
além disso, por falta de espaço nas estantes?
Schopenhauer dizia que “seria bom comprar livros se,
com eles, pudéssemos comprar tempo para os ler”. E
porque ele se refere ao livro tradicional, livro-objecto, eu
acrescentaria: “ e espaço para os guardar”.
Vivemos na era das tecnologias digitais, da electrónica,
da Internet. Dentro em breve, será tão natural para
qualquer cidadão utilizar a Internet “como para os
Holandeses viajar de avião”. Será que o livro de papel
ainda terá futuro, nesta nova era? Não podemos
esquecer que, como suporte de ideias, de emoções e
meio de comunicação, também o livro de papel é
produto de progressos tecnológicos, que nem sempre
foram bem aceites. ** Parafraseando Robert Chartier,
temos de reconhecer que os autores escrevem textos,
não escrevem os livros, e que, por mais que nos custe,
como leitores do livro tradicional, tem razão Joaquín
Aguirre, quando diz que “a literatura é a arte da palavra,
não do papel”.
Fim de feira. Um último olhar às bancas dos livros. Até
quando, as feiras do livro, com pavilhões brancos como
versos sem rima e livros com as cores do arco-íris?
Terminou há poucos dias, na Internet, a Feira Mundial
do Livro Electrónico. Sem cheiro de mar, mas sem
mordedura do vento, o visitante pôde, com um simples
“clique” sobre um título, download (“descarregar”, ou seja,
“importar” através do seu computador) os textos de 330
mil obras, sem preocupação com o preço ou a ausência
de espaço nas prateleiras das estantes.
Não creio, porém, que, como vaticinam os profetas da
desgraça, as novas tecnologias signifiquem o
desaparecimento do livro tradicional, substituído pelo ebook (livro electrónico). A publicação electrónica (epublication) implica sempre a leitura através de um
monitor ou a sua posterior impressão em montanhas de
folhas A4, além da ausência do prazer táctil do contacto
com o objecto de prazer que é o livro.
As novas tecnologias permitem, sim, novas formas de
escrever, novas formas de ler, por vezes fantasiosas,
como no caso do hipertexto, em que qualquer texto deixa
de ser sequencial, de ter princípio, meio e fim fixos, se
(des)organiza multiplicando os links, encruzilhadas por
que o leitor pode enveredar a seu bel-prazer,
contribuindo para a elaboração de um texto, que, ao
contrário do livro clássico, deixará de ser apenas do
autor para passar a ser também “seu”, ou do mais
popular blog (abreviatura de Web Log, sítio na Web),
espécie de diário do coração, aberto ao público, que nele
pode colaborar.
Vantagem das novas formas de escrever e de ler é o
enriquecimento inegável do nosso léxico nacional com
termos ingleses, de compreensão universal, e,
sobretudo, a nossa língua deixar de ser um português
universalmente ignorado, para se tornar um portinglês
apenas ignorado por alguns, a quem, para estar in, cabe
actualizar-se, familiarizando-se com pings, links, posts,
tags, blooks e mais um milhão de termos imprescindíveis
na era da e-language. I
* (1940-) Poeta, germanista, tradutor e editor espanhol .
** Vide: Da Argila ao Ciberespaço – o Livro. TL, Julho 2000
Setembro 2006
TempoLivre 57
CRÓNICA|ALICE VIEIRA
A roubalheira
Todas as pessoas têm sempre muitas teorias explicativas, sem margem para dúvidas,
das causas que levam ao afastamento da leitura.
A PRIMEIRA, mas a primeira mesmo (aquela que
é mesmo tão primeira, tão primeira, mas tão
primeira que até chateia de ser tão primeira—
como diriam os Gatos Fedorentos) é o preço dos
livros. Aqui d’el rei que as criancinhas não lêem
porque os livros custam uma fortuna. Fossem os
livros mais baratitos e vocês iam ver como as
crianças (e os adultos) não faziam outra coisa
senão ler de manhã à noite.
Mas ao preço a que os livros estão...
Pois é. Toda a gente já ouviu este discurso, toda a
gente já invocou, numa ocasião ou outra, esta
desculpa.
Esfarrapada.
Esfarrapadíssima.
Porque é evidente que é tudo uma questão de
prioridades: será sempre caro tudo aquilo de que
não sinto falta.
Há muita outra coisa, bem mais cara do que um
livro, e de cujo preço ninguém se queixa. Nunca,
Para tudo isso que, nestes estranhos
tempos, as crianças exigem, o
dinheiro parece chegar sempre. O
pior são os livros. Os livros é que
estragam tudo
em tempo algum, um pai (ou mãe) de família se
chegou junto de mim protestando contra o preço,
por exemplo, de uma consola, de um jogo de
vídeo, de um iPod, de um telemóvel dos que
tiram fotografias e fazem downloads de músicas
e mais não sei quantas maravilhas. Isto já para
não falar de coisas bem mais banais como, por
exemplo, um par de ténis com rodinhas
fluorescentes, um bilhete para o futebol ou para
um concerto de qualquer banda. Para tudo isso
que, nestes estranhos tempos, as crianças exigem,
o dinheiro parece chegar sempre. O pior são os
livros. Os livros é que estragam tudo. Uma
chatice, os livros.
58 TempoLivre
Setembro 2006
Foi isso, de certeza, o que pensou também aquele
digníssimo pai de família que, nesta última Feira
do Livro do Lisboa, diante do stand da Caminho,
rapou de um papel que trazia no bolso e leu o
título que lá escrevera.
“É para o meu filho”, disse.
A empregada do stand foi buscar o livro e,
tentando ser amável, apontou para mim e
explicou ao senhor que eu era a autora do dito
livro, coisa que não pareceu interessá-lo por aí
além.
“Se quiser um autógrafo...”, acrescentou a moça.
O homem olhou para mim, encolheu os ombros
e lá me estendeu o livro, repetindo que era para
o filho, que ele nem sabia que livro era aquele,
ele dispensava leituras, mas o filho é que lhe
tinha pedido, o filho é que até tinha escrito o
nome no papel. E pronto, por isso é que ele ali
estava.
E enquanto eu me esforçava por escrever alguma
coisa ligeiramente mais original do que o fatal
“com um abraço”, que diabo!, quem tinha um pai
daqueles merecia um pouco mais de atenção –ele
ia continuando a cantilena, e agora já estávamos
evidentemente, no preço dos livros, que era uma
roubalheira, uma pouca vergonha, como é que
um livro tão pequeno como aquele tinha aquele
preço, “olhe, a lista telefónica é muito maior e é
de borla!”, e ria muito alto com a graça que
estava a ter.
“Espero que ele goste”, disse eu, entregando-lhe
o livro.
Nova risada e novo encolher de ombros, “se
calhar nem gosta, ele também não vai muito à
bola com os livros, mas que é que quer, a
professora lá na escola é que mandou comprar, e
você sabe como são agora os professores:
mandam comprar toda a m...que aparece!”
E lá foi, pela alameda acima, resmungando
contra a leitura, o preço dos livros, os professores,
a roubalheira, a pouca vergonha. I
suplemento destacável
VIAGENS
www.inatel.pt
2006
Outono / Inverno
Férias para todos desde 1935
FOTO: NUNO CALVET
CAPA: COMPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA DE LUÍS MARTINS SOBRE FOTO DE JOSÉ MANUEL
Índice
OUTONO . INVERNO 2006
PORTUGAL
PASSEIOS HISTÓRICOS
O Regicídio: percurso histórico
Locais de Poder: Palácio Nacional de
Belém e Assembleia da República
Cemitério dos Prazeres: um reencontro
com a história
Olivença, a Portuguesa em Espanha
CIRCUITOS
Montes Pintados – cor, música e vinho
Safari ao Gado Bravo - toiros e cavalos
3
lusitanos na pátria dos campinos
Noite das Bruxas & Ceia do Diabo
3
CIRCUITOS RELIGIOSOS
3
Rota dos Templos Marianos - devoção
4
a Maria
8
8
8
9
ROTEIROS ECOLÓGICOS
4
Outono Celta
4
10
ROTAS
Rota do Ouro e do Linho - no coração
do verde Minho
Rota do Mármore e da Cal - cores
diferentes do Alentejo
Rota do Azeite Transmontano
NATAL
Natal à Lareira
Natal em Albufeira
5
Natal na Foz do Arelho
Natal em Manteigas
5
Natal em Seia
5
10
11
11
11
12
2006 I 2
6
6
6
7
FIM DE ANO
Fim de Ano em Albufeira
Fim de Ano no Alto Tâmega
Fim de Ano em Bragança
Fim de Ano em Cerveira
Fim de Ano na Costa do Estoril
Fim de Ano na Feira
Fim de Ano na Madeira
Fim de Ano em Vila Real
1º Grande Baile do Ano 2007
ESPANHA
Fim do Ano em Benidorm
17
FRANÇA
PASSEIOS TEMÁTICOS
Chalés e Palacetes de Cascais
Sintra Romântica de Eça de Queirós
FESTAS E ROMARIAS
Feira de Castro Verde – a feira é festa
São Martinho à Lareira - lume, castanhas e vinho
Magusto Saloio a Sintra - festa deste
Outono
Passeio aos Presépios nas Aldeias do
Algarve
ESPANHA
12
13
13
14
14
15
15
16
16
FRANÇA
Magia do Natal na Alsácia
18
CRUZEIRO
CRUZEIRO
Cruzeiro 3 Continentes
19
PORTUGAL
PASSEIOS HISTÓRICOS
Novidad
e.
L u g a r e s Viagem de 1 dia
li m it a d
os
O REGICÍDIO:
percurso histórico
Um dos acontecimentos mais dramáticos e importantes da nossa história
que mudou o destino de Portugal
Novidad
e.
L u g a r e s Viagem de 1 dia
li m it a d
os
LOCAIS DE PODER
Palácio Nacional de Belém – Museu
da Presidência da República –
Jardins do Palácio – Assembleia da
República/ /Parlamento
Nº TSN2336 – 07 Outubro 2006
Nº TSN2396 – 28 de Outubro de 2006
PARTIDAS: LISBOA
Lisboa – Saída de Sete Rios em direcção ao
Terreiro do Paço para efectuar um percurso histórico pedestre, acompanhado por um guia especializado, onde será feita a descrição dos acontecimentos trágicos da família Real portuguesa na
tarde do dia 1º de Fevereiro de 1908 com o duplo
regicídio, que vitimou mortalmente o rei D. Carlos
I e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe. Assassinados
por dois republicanos pertencentes à Carbonária,
Alfredo Costa, professor do ensino particular, e
Manuel Buíça, caixeiro do comércio, que morrem
também no atentado. A rainha D. Amélia, escapa
ilesa e o Infante D. Manuel é ferido num braço. A
monarquia aguenta pouco tempo, a 05 de
Outubro de 1910 é instaurada a República.
Trajecto histórico (percurso pedestre de baixa
dificuldade): Terreiro do Paço - Rua Ocidental
do Terreiro do Paço - Rua do Arsenal - Correios
(antigo Ministério do Reino) - Arsenal da
Marinha - Portão do Arsenal - Casa da Balança Largo do Município - Edifício da Câmara Munici
pal - Edifício do Banco de Portugal - Edifício do
Governo Civil.
Almoço no Terreiro do Paço no restaurante mais
antigo de Lisboa, “testemunha” destes acontecimentos.
À tarde, saída em autocarro para visita guiada ao
Palácio dos Condes de Tomar, ao Bairro Alto,
sede da Hemeroteca de Lisboa, local onde estão
arquivadas inúmeras publicações coevas, onde
se pode observar como foram relatados e vividos
estes acontecimentos dramáticos que mudaram
o curso da história de Portugal.
Regresso a Sete Rios (Jardim Zoológico), fim dos
nossos serviços.
PARTIDAS: LISBOA
Lisboa – Saída de Sete Rios em direcção a Belém.
Vista guiada pelo Palácio Nacional de Belém, residência oficial da Presidência da República e aos
seus belos jardins. Seguimento com visita ao
Museu da Presidência da República, considerado
único na Europa do seu género, sendo um dos
pontos mais carismáticos a colecção de retratos oficiais de todos os Presidentes da República, que
começa com o retrato do primeiro Presidente,
Manuel de Arriaga (pintado por Columbano), e
que termina com o Jorge Sampaio (Paula Rego); a
exposição dos presentes de Estado, alguns bastante curiosos, oferecidos durante as viagens dos
Chefe de Estado ao estrangeiro, é outro ponto
forte.
Almoço no Centro de Férias Oeiras.
À tarde, saída em autocarro para visita guiada ao
Palácio de São Bento, imponente edifício de estilo
neoclássico situado em Lisboa, sendo a sede do
Parlamento Português desde a dissolução das
ordens religiosas em 1834. Foi construído em
finais do século XVI como mosteiro beneditino
(Convento de S. Bento). Ao longo dos séc. XIX e
séc. XX foi sofrendo uma série de grandes obras de
remodelação interiores e exterior. O palácio foi
classificado como Monumento Nacional em 2002.
Regresso a Sete Rios (Jardim Zoológico), fim dos
nossos serviços.
Preço por pessoa: €50,00
O preço inclui: Refeição conforme programa;
Bebida à refeição; Visitas indicadas no programa; Transporte em autocarro; Guia acompanhante; Guia especializado; Seguro de viagem.
Preço por pessoa: €40,00
O preço inclui: Refeição conforme programa;
Bebida à refeição; Visitas indicadas no programa; Transporte em autocarro; Guia acompanhante; Seguro de viagem.
FOTO JOSÉ MANUEL
Novidad
e.
L u g a r e s Viagem de 1 dia
li m it a d
os
CEMITÉRIO DOS PRAZERES
Trajecto até ao Cemitério efectuado
de eléctrico privativo. Uma vista
que surpreende pela beleza das
construções das jazidas, pelas histórias das diversas personalidades aí
sepultadas ou pelos conhecimentos
que se podem adquirir ao percorrer
este espaço de Lisboa
Nº TSN2416 – 04 de Novembro de 2006
PARTIDAS: LISBOA
Lisboa – Saída da Praça da Figueira para um agradável passeio em eléctrico privativo pela cidade
de Lisboa em direcção ao bairro típico de Campo
de Ourique. Início da visita guiada ao Cemitério
dos Prazeres. Construído em 1833 numa antiga
quinta onde existe uma fonte quinhentista, dita
"fonte santa" devido à aparição da Virgem. Foi
local de peregrinação e festas populares até finais
do século XIX, até ser adquirida pelo estado e
transformada em cemitério. Dotado de jazigos
edificados a partir do período romântico, muitos
dos quais representam autênticas obras de arte.
Ali estão sepultadas figuras que se notabilizaram
na vida da cidade e do país, escritores, historiadores, pintores, escultores, políticos, representando
o recinto um autêntico reencontro com a história
da sociedade portuguesa dos últimos dois séculos. Ao longo de todo o Cemitério existem temas
tão variados como a história da maçonaria, simbologia fúnebre, grandes personalidades, heráldica, símbolos profissionais, morte, imortalidade e
estatuária. Almoço num característico restaurante
lisboeta (percurso de baixa dificuldade efectuado
a pé do cemitério até ao restaurante).
Após o almoço, fim dos nossos serviços.
Preço por pessoa: €50,00
O preço inclui: Refeição conforme programa;
Bebida à refeição; Visitas indicadas no programa; Transporte ida em eléctrico; Guia acompanhante; Guia especializado; Seguro de viagem.
O preço não inclui: transporte de regresso
ao local de partida.
3 I 2006
Novid
ade
OLIVENÇA,
A PORTUGUESA EM ESPANHA
Las muchachas de Olivenza, no son
como las demás, porque son hijas
de España, y nietas de Portugal...
Nº TSN2476 – 08 a 10 Dezembro 2006
PARTIDAS: PORTO/COIMBRA/LISBOA
1º DIA - PORTO/COIMBRA/OEIRAS/LISBOA/
/ELVAS
Porto - Coimbra . Oeiras, Almoço no Centro de
Férias. Lisboa. Saída com destino a Elvas. Jantar
e alojamento em Hotel.
2º DIA - ELVAS/OLIVENÇA/ELVAS
Pequeno-almoço. Saída com destino a Espanha. À
chegada a Olivença será efectuada, por um guia
especializado, uma breve introdução histórica.
Visita guiada à Muralha Medieval e à Porta de
Alconchel. Continuação para visita à Matriz de
Santa Maria do Castelo e à Santa Casa de
Misericórdia (Capela do Espírito Santo: Azulejos
de Manuel dos Santos e Retábulos Barrocos).
Prosseguimento para observar outros importantes legados artísticos portugueses, a Portal
Manuelino da Câmara Municipal, a belíssima
Igreja Manuelina da Madalena, iniciada em
1510, obra prima do manuelino, com estruturas
notáveis e uma grande importância artística na
sua mobília e nos seis retábulos, entre os quais o
do altar-mor, que formam um conjunto barroco
inesquecível; saliente-se ainda o seu belo órgão.
Continuação para a fortificada, mas elegante,
Porta do Calvário, datada do período pombalino
e às muralhas abaluartadas. Estas fortificações
são um complexo sistema defensivo que tiveram
o início da sua construção em 1641 e terminaram no fim do século XVII. Visita ao Convento de
São João de Deus. Almoço livre.
Visita ao Museu Etnográfico e ao Castelo.
Continuação para Portugal, a doze quilómetros de
Olivença ainda se pode contemplar as ruínas da
Ponte da Ajuda, construída em inícios do século
XVI, e destruída várias vezes. É uma ponte fortificada, com um torreão a meio, que ligava Elvas a
Olivença, constituída por dezanove arcos ao longo
de 380 metros de comprimento. Em 1709, durante
a Guerra da Sucessão Espanhola (século XVIII), foi
dinamitada pelo exército Castelhano, ficando assim
interrompida a única ligação entre Olivença e Elvas.
Jantar e alojamento.
3º DIA – ELVAS/CIDADES DE ORIGEM
Pequeno-almoço. Breve visita ao centro histórico
de Elvas. Regresso às cidades de origem. Almoço
em Oeiras no Centro de Férias para os
Associados com destino a Coimbra e Porto.
Preço por pessoa em quarto duplo:
(Porto/Coimbra) - €180,00
(Lisboa) - €165,00
O preço inclui: Estada em Hotel; Refeições conforme programa; Bebidas às refeições; Visitas
indicadas no programa; Transporte em autocarro; Guia acompanhante; Guia especializado;
Seguro de viagem.
2006 I 4
PASSEIOS TEMÁTICOS
Novidad
e.
L u g a r e s Viagem de 1 dia
li m it a d
os
CHALÉS E PALACETES
DE CASCAIS
Glamour de outros tempos
Nº TSN2366 – 14 de Outubro de 2006
PARTIDAS: LISBOA
Lisboa – Saída de Sete Rios em direcção a bela e
chique vila de Cascais, conhecida pela Riviera
portuguesa, o que se deveu à decisão da família
real de passar o Verão em Cascais, a partir de
1870, tendo sido o motivo para que pouco a
pouco a vila se transformasse em estância de
veraneio da corte, da aristocracia e da alta burguesia. Durante e depois da II Guerra Mundial
converteu-se no lugar de residência de refugiados endinheirados e de monarcas destronados,
pelo que ganhou um glamour e uma ar cosmopolita, que aliado a um fabuloso clima durante
todo o ano e a belas praias com águas quentes e
terapêuticas, proporcionou que se erguessem
chalés, palacetes, edifícios românticos, onde a
cenografia, o exotismo e o estilismo se conjugam numa perfeita integração com a linha da
costa, os rochedos e o mar.
Trajecto histórico/visitas guiadas (percurso pedestre de baixa dificuldade): Casa de Santa Maria ou
Palácio O’ Neill, foi mandada construir por Jorge
O´Neill ao fabuloso arquitecto Raul Lino, em 1902,
situada na ponta de Santa Marta, junto ao Farol, e
fronteira à Marina de Cascais, é tida como uma das
mais importantes peças do património artístico de
Cascais que marcou arquitectura de veraneio e o
desenho da costa de Cascais. Museu Conde Casto
Guimarães, exemplar de arquitectura revivalista,
este palácio, mandado construir por O´Neill a
Francisco Vilaça, em 1890, destaca-se pela torre de
características medievais (Torre de S. Sebastião),
obra notável da arquitectura romântica, fascina
pela mistura de estilos e por um envolvente misticismo que faz imaginar histórias de outros tempos... Em 1910, o palácio foi vendido aos Condes
de Castro Guimarães que, após procederem a algumas alterações, passaram a habitá-lo grande parte
do ano. O bom gosto do casal reflectiu-se na aquisição de peças de arte e mobiliário representativos
de várias épocas. Em testamento, Manuel de
Castro Guimarães doou a propriedade á vila de
Cascais para que nela fosse implantado um espaço
cultural. Almoço num restaurante/cervejaria na
bela marina de Cascais. Casa Pérgola, situada na
Avenida Valbom, uma das principais ruas desta
mansão familiar ao estilo mediterrâneo do século
XIX, revestida de mármores e belos azulejos, é um
dos edifícios mais elegantes da vila e o mais fotografados pelos turistas e é possuidor de um encantador jardim que durante todo o ano está em flor.
Lanche na Casa Pérgola. Regresso a Sete Rios
(Jardim Zoológico). Fim dos nossos serviços.
Preço por pessoa: €50,00
O preço inclui: Refeição conforme programa;
Bebida à refeição; Lanche; Visitas indicadas no
programa; Transporte em autocarro; Guia acompanhante; Seguro de viagem.
Novidad
e.
L u g a r e s Viagem de 1 dia
li m it a d
os
SINTRA ROMÂNTICA
DE EÇA DE QUEIRÓS
Inclui visita à Quinta da Regaleira e
Lanche Saloio (queijadas de Sintra)
NºTSN2676 - 25 de Novembro de 2006
PARTIDAS: LISBOA
Lisboa. Saída para Sintra. Palácio Valenças para
uma breve introdução sobre o “Roteiro
Queirosiano”.
Início do passeio que procura retratar a ambiência
oitocentista desta vila cortesã, atmosfera que o
Eça de Queirós utilizou como palco de partes de
acção de Alves e Companhia, A Correspondência
de Fradique Mendes e, sobretudo, O Primo
Basílio, A Tragédia da Rua das Flores e Os Maias.
É sobre esta última obra que o Roteiro particularmente incide, proporcionando ao visitante um
passeio ao Centro Histórico da Vila Velha (antigo
Passeio Público), tendo como destino final
Seteais, num caminhar tipicamente romântico,
temperado por uma arquitectura natural e
humana ímpares. Passeamos, então, com Carlos
da Maia que nos conduz em busca do seu amor
impossível – a Maria Eduarda do “passo de
Deusa maravilhosamente bem feito (...) dos
cabelos doirados (...) dos olhos escuros e profundos; enquanto o Maestro Cruges, por seu turno,
nos desperta o interesse pela Sintra das queijadas e da manteiga fresca, dos passeios clássicos
à Pena, à Fonte dos Amores e à Várzea de
Colares, para nela barquejar.
Pelo caminho, fica, ainda, o recordar da Vila
Velha, com o seu mercado e três dos seus hotéis:
«O Nunes» “das pândegas fáceis”, o «Vitor» funcionando também como uma espécie de Casino
e o «Lawrence», o mais antigo da Península
Ibérica e o mais requintado de Sintra. O Roteiro
será feito com base no capítulo 8º de “Os Maias”.
Almoço regional em restaurante na vila histórica.
Continuação para visita guiada à fantástica
Quinta da Regaleira, lugar com espírito próprio.
Edificado nos primórdios de Século XX, é um fascinante conjunto de construções, nascendo
abruptamente no meio da floresta luxuriante, é
a glorificação das tradições míticas e esotéricas,
é um lugar para mistérios.
Lanche saloio: queijadas de Sintra. Regresso a
Lisboa. Chegada e fim dos nossos serviços.
Nota: As deslocações até ao restaurante
(almoço) e à Quinta da Regaleira por razões
logísticas e de acessibilidade são efectuadas a
pé (percurso de baixa dificuldade).
Preço por pessoa: € 60,00
O preço inclui: Refeições conforme programa;
Bebidas às refeições; Lanche; Visitas indicadas
no programa; Percursos pedestres de baixa dificuldade; Transporte em autocarro; Guia acompanhante; Seguro de viagem.
FOTOS: PAULO PACHECO E ANTÓNIO SACCHETTI
ROTAS
Novid
Novid
ade
ROTA DO OURO E DO LINHO
No coração do verde Minho
Museu do Ouro e oficinas de
Filigrana. Típico almoço minhoto
no restaurante preferido do escritor
Jorge Amado. Prova de vinho verde
e actuação exclusiva de uma Tuna
Académica
Nº TSN2386 – 27 a 29 de Outubro 2006
PARTIDAS: BEJA/ÉVORA/LISBOA
1º DIA – BEJA/ÉVORA/LISBOA/FOZ DO
ARELHO/ÓBIDOS/PÓVOA D0 LANHOSO
Beja – Évora – Lisboa. Almoço em trânsito.
Continuação para Póvoa do Lanhoso, jantar e
alojamento no hotel.
2º DIA – PÓVOA DO LANHOSO:
Pequeno-almoço. Saída para visita guiada ao
Museu do Ouro e a algumas oficinas de
Filigrana. A arte do ouro e em especial a filigrana, subsiste nesta região com carácter puramente artesanal. Tecnicamente, a filigrana consiste
na arte de torcer dois fios de ouro ou prata, por
vezes da espessura de um cabelo, desenhando
motivos circulares, espiralados ou em S, e aplicados sobre placas do mesmo metal.
Almoço num típico restaurante minhoto, famoso
mundialmente pelo seu bacalhau assado:
“(…)não existe restaurante onde se come melhor
do que nesta pequena casa de pasto, escondida
entre vinhedas e flores(…)” JORGE AMADO
“(…) Bacalhau assado já eu tinha comido mas,
assim dourado e saboroso, como se grelhadoassado no céu, é que só aqui(...)” DAVID
MOURÃO FERREIRA
Visita o Santuário de Porto D´Ave e ao Castelo e
Castro de Lanhoso. Continuação para a prova de
vinho verde d´honra e degustação de produtos da
Região, numa quinta típica com actuação de uma
Tuna Académica. Jantar e alojamento no hotel.
3º DIA – PÓVOA DO LANHOSO/TERRAS DO
BOURO/LISBOA/ÉVORA/BEJA
Pequeno-almoço. Saída Partida para Terras de
Bouro. Visita ao Museu vivo do Linho. O linho é cultura ancestral, talvez a primeira fibra que o homem
conheceu. Foi em tempos uma actividade agrária
de enorme importância económica, social e cultural desta região. Continuação para uma breve visita ao Gerês com passagem na Aldeia de Brufe.
Almoço regional num belo espaço típico.
Partida com destino aos locais de origem. Jantar
no INATEL Caparica para os Associados de Évora
e Beja. Chegada e fim dos nossos serviços
Preço por pessoa em quarto duplo:
(BEJA/ÉVORA)- €240,00
(LISBOA)- €230,00
O preço inclui: Estada em Hotel; Refeições conforme programa; Bebidas às refeições; Visitas
indicadas no programa; Transporte em autocarro; Guia acompanhante; Seguro de viagem.
Nov
L u g a r e s idade
li m it a d
os
ROTA DO MÁRMORE E DA CAL
Cores diferentes do Alentejo
Estremoz – Vila Viçosa – Borba
Nº TSN2466 - 01 a 03 de Dezembro 2006
PARTIDAS: LEIRIA/SANTARÉM/LISBOA
1º DIA – LEIRIA/SANTARÉM/LISBOA/ÉVORA/
/ESTREMOZ
Leiria - Santarém - Lisboa. Continuação para
Estremoz, jantar e alojamento no Hotel.
2º DIA – ESTREMOZ/VILA VIÇOSA/ESTREMOZ
Pequeno-almoço. Saída para visita guiada ao
Museu do Mármore em Vila Viçosa. Continuação
através de um percurso pedestre, de dificuldade
reduzida, por olivais, vinhas, a áreas de exploração de rochas ornamentais, vulgo pedreiras. Ao
longo da jornada é feita a introdução a técnicas
de orientação e leitura do campo e abordagem
do enquadramento geológico da região e suas
implicações e utilizações. Almoço regional em
Vila Viçosa. Visita a uma unidade transformadora de mármore e a um antigo forno de cal ainda
em laboração. Jantar e alojamento no Hotel.
3º DIA – ESTREMOZ/BORBA/CIDADES DE ORIGEM
Pequeno-almoço. Saída pela região para compreender a origem do mármore e como se formou. Visita a uma indústria que efectua o aproveitamento de rochas ornamentais e industriais.
Prosseguimento para visita a afloramentos geológicos, de grande interesse didáctico, para ilustrar a geologia da região e como e porquê existem mármores no Alentejo. Almoço regional em
Borba. Partida com destino aos locais de origem.
Preço pessoa em quarto duplo: €210,00
O preço inclui: Estada em Hotel; Refeições conforme programa; Bebidas às refeições; Visitas
indicadas no programa; Transporte em autocarro; Guia acompanhante; Guia especializado;
Seguro de viagem.
ade
ROTA DO AZEITE
TRANSMONTANO
Nº TSN2486 - 08 a 10 de Dezembro de 2006
PARTIDAS: SETÚBAL/LISBOA/AVEIRO
1º Dia – SETÚBAL/LISBOA/AVEIRO/ SANTA
MARIA DA FEIRA
Setúbal – Lisboa – Aveiro. Santa Maria da Feira,
jantar e alojamento no Centro de Férias.
2º DIA – SANTA MARIA DA FEIRA /SANTO
TIRSO/VILA REAL/MIRANDELA
Pequeno-almoço. Saída em direcção de Santo
Tirso, visita ao Mosteiro de Singeverga onde se
produz o famoso licor dos Beneditinos portugueses, que nasce da destilação directa de espécies vegetais e plantas aromáticas de reconhecidas propriedades balsâmicas e terapêuticas. É o
único Licor genuinamente monástico, que se
impõem pela escrupulosa meticulosidade da sua
preparação e pelo seu finíssimo aroma de paladar delicadíssimo.
Continuação para Vila Real, almoço regional
onde poderá provar a afamada vitela maronesa
com batatas encharcadas.
Prosseguimento para Murça para participar na
apanha da azeitona. Visita guiada à Cooperativa
dos Olivicultores de Murça, assistindo a todo o
processo de transformação da azeitona e prova
de Azeite.
Continuação para Mirandela. Jantar especial de
misto transmontano.
Mirandela. Jantar e alojamento em Hotel.
3º Dia – MIRANDELA/ROMEU/MACEDO DE
CAVALEIROS/ REGRESSO ÀS CIDADES DE
ORIGEM
Pequeno-almoço. Saída de Mirandela em direcção a Romeu, contemplando o Mar das Oliveiras
da Terra Quente. Visita a um Lagar de Azeite
Tradicional e ao Museu das Curiosidades.
Continuação para Macedo de Cavaleiros.
Almoço do genuíno Bacalhau assado na brasa
com batatas a murro. Saída com destino às cidades de origem.
Preço pessoa em quarto duplo: €185,00
O preço inclui: Estada em Centro de Férias;
Estada em Hotel; Refeições conforme o programa; Bebidas às refeições; Visitas indicadas no
programa; Transporte em autocarro; Guias locais; Guia acompanhante; Seguro de viagem.
5 I 2006
FOTO JOSÉ MANUEL
FOTO FRANCISCO SILVA
FESTAS E ROMARIAS
FEIRA DE CASTRO VERDE
A feira é festa. Desde 1621 até aos
nossos dias numa vila luminosa perdida na imensidão do Alentejo.
Nº TSN2346 – 13 a 15 Outubro 2006
PARTIDAS: VIANA DO CASTELO/BRAGA/
/PORTO
1º DIA – VIANA DO CASTELO/BRAGA/PORTO/
/BEJA:
Viana do Castelo - Braga - Porto - Almoço no
Centro de Férias da Costa da Caparica.
Continuação para Beja. Jantar e alojamento.
2º DIA – BEJA/CASTRO VERDE/BEJA:
Pequeno-almoço. Saída para Castro Verde. Visita
guiada ao belo moinho do Largo da Feira, recentemente recuperado onde existe ainda um
moleiro residente. Continuação para o típico
Monte das Oliveiras, exploração agro-pecuária
que continua a ser o testemunho vivo da vida no
monte alentejano, inserido numa bela paisagem,
em cujas imediações existe a maior colónia de
Cegonhas Brancas do concelho.
Almoço regional num típico restaurante alentejano, que em tempos foi uma taberna.
À tarde saída para a Feira de Castro, uma das mais
antigas do país e a mais importante ao Sul do Tejo,
sendo ainda o reflexo das nossas feiras do século
passado, onde para além das compras de típicos
produtos regionais, há oportunidade para assistir
às actuação de vários conjuntos tipicamente alentejanos: grupos corais, cantadores de despique e
baldão, tocadores de viola campaniça. Jantar livre.
Em hora a indicar regresso a Beja, alojamento.
3º DIA – BEJA/CASTRO VERDE/LUSO/PORTO/
/BRAGA/VIANA DO CASTELO
Pequeno-almoço. Saída para Castro Verde para
actividades de gosto pessoal na Feira ou assistência livre à missa (11h00) na Basílica Real de
Nossa Senhora da Conceição, um templo imponente que marca de forma bem visível o núcleo
urbano da vila. O seu altar - mor é revestido a
talha dourada e o interior coberto por riquíssimos
painéis de azulejos do século XVIII que retratam
a Batalha de Ourique, tema ligado à fundação da
nacionalidade. O título de Basílica Real foi concedido por D. João V em homenagem à vitória do
primeiro rei de Portugal contra os Mouros.
Almoço regional num típico restaurante alentejano, que em tempos foi uma taberna. Regresso aos
locais de origem. Luso, jantar no Centro de Férias.
Novid
ade
SÃO MARTINHO À LAREIRA
Lume, castanhas e vinho
Nº TSN2686 - 10 a 12 de Novembro de 2006
PARTIDAS: FARO/BEJA/ÉVORA
1º Dia – FARO/BEJA/ÉVORA/CAPARICA/SANTA
MARIA DA FEIRA
Faro – Beja– Évora. Almoço no Centro de Férias da
Costa da Caparica. Continuação para Santa Maria
da Feira, jantar e alojamento no Centro de Férias.
2º DIA – SANTA MARIA DA FEIRA/AMARANTE/
/VILA REAL/SABROSA/PINHÃO/SANTA MARTA
DE PENAGUIÃO/VILA REAL
Pequeno-almoço. Saída para Amarante, visita ao
centro histórico. Continuação para Vila Real.
Almoço, ementa que consiste nos afamados
nacos de vitela com batatas a murro.
Prosseguimento para Sabrosa, terra cheia de tradição. Saída para o Pinhão com visita à famosa
Estação do Caminho-de-ferro para apreciação e
interpretação dos painéis de azulejos que a decoram. Viagem panorâmica ao longo do Rio Douro,
em direcção a Santa Marta de Penaguião. Visita
às Caves Santa Marta com prova de vinhos.
Grande festa de S. Martinho nas Caves com castanhas, vinho novo, entradas típicas e um belo
churrasco à volta de uma grande fogueira onde
os terá oportunidade de assar as suas próprias
castanhas e grelhar a sua carne, conforme a tradição, enquanto actua um grupo de cantares.
Vila Real, alojamento em Hotel.
3º Dia – VILA REAL / PARQUE NATURAL DO
ALVÃO/LAMAS DE ÔLO/TABUADELO /REGRESSO
ÀS CIDADES DE ORIGEM
Pequeno-almoço Visita ao Parque Natural do
Alvão, realizando um circuito que passa por lugares de encanto. Paragem nas Muas para observar
a paisagem sobre Vila Real. Continuação para
Lamas de Ôlo, aldeia tradicional com telhados de
colmo. Paragem nas Fisgas de Ermelo, curso de
água de desnível vertiginoso de cerca de 250
metros com uma beleza singular e algo misteriosa. Prosseguimento em direcção à Régua com
passagem por Vila Real. Almoço, onde a sopa de
lavrador e o bacalhau assado são reis.
Saída com destino às cidades de origem. Jantar
no Centro de Férias de Oeiras.
Preço pessoa em quarto duplo: € 240,00
Preço pessoa em quarto duplo: €225,00
O preço inclui: Estada em Hotel; Refeições indicadas no programa; Bebidas às refeições; Visitas
indicadas no Programa; Transporte em autocarro; Guia acompanhante; Seguro de viagem.
2006 I 6
O preço inclui: Estada em Centro de Férias;
Estada em Hotel; Refeições conforme o programa; Visitas indicadas no programa; Transporte
em autocarro; Guias locais; Guia acompanhante;
Seguro de viagem.
Novid
ade
MAGUSTO SALOIO A SINTRA
Festa deste Outono
Vila de Sintra – feira saloia de São
Pedro de Sintra – almoço saloio e
lanche de magusto – fados e música
ao vivo para dançar
Nº TSN2426 – 11 a 13 de Novembro de 2006
PARTIDAS: VIANA CASTELO/BRAGA/AVEIRO
1º DIA – VIANA DO CASTELO/BRAGA/AVEIRO/
/FOZ DO ARELHO/OEIRAS:
Viana do Castelo - Braga - Aveiro - Almoço no
Centro de Férias da Foz do Arelho. Continuação
para Oeiras, jantar e alojamento no INATEL.
2º DIA – OEIRAS/SINTRA/OEIRAS:
Pequeno-almoço. Saída para Sintra, visita à tradicional feira de São Pedro, a maior feira do,
remonta a sua origem ao século XII. Podemos
encontrar barros saloios, latoaria, velharias ou
antiguidades, todas as variedades de produtos
hortícolas, pão e bolos caseiros, enchidos e queijos da região, roupas e espaços para “comes e
bebes”. Continuação para a Vila de Sintra. Breve
visita ao Centro histórico ou como opção visita
livre ao Palácio Nacional de Sintra (entrada gratuita até às 14H00), um dos mais importantes
exemplares portugueses de arquitectura régia.
Almoço regional de magusto na vila histórica de
Sintra com animação com música ao vivo. Após
o almoço, silêncio que se vai cantar o fado!
Lanche saloio à São Martinho com música para
dançar. Oeiras, alojamento no Centro de Férias.
3º DIA – OEIRAS/ESTORIL/CASCAIS/LUSO/
/CIDADES DE ORIGEM:
Pequeno-almoço. Passeio panorâmico pela
estrada Marginal, passando pelo Estoril e
Cascais. Continuação para o Luso, almoço no
Centro de Férias. Regresso às cidades de origem.
Chegada e fim dos nossos serviços.
Nº TSN2356 – 11 a 13 de Novembro de 2006
PARTIDAS: COVILHÃ/GUARDA/VISEU/
/COIMBRA
1º DIA – COVILHÃ/GUARDA/VISEU/COIMBRA/
/FOZ DO ARELHO/OEIRAS:
Covilhã - Guarda - Viseu – Coimbra. Almoço no
Centro de Férias da Foz do Arelho. Continuação
para Oeiras, jantar e alojamento no INATEL.
2º DIA – OEIRAS/SINTRA/OEIRAS:
Pequeno-almoço. Saída para Sintra, visita à tradicional feira de São Pedro, a maior feira do, remonta a sua origem ao século XII. Podemos encontrar
FOTO JOSÉ MANUEL
barros saloios, latoaria, velharias ou antiguidades,
todas as variedades de produtos hortícolas, pão e
bolos caseiros, enchidos e queijos da região, roupas e espaços para “comes e bebes”.
Continuação para a Vila de Sintra. Breve visita ao
Centro histórico ou como opção visita livre ao
Palácio Nacional de Sintra (entrada gratuita até
às 14H00), um dos mais importantes exemplares portugueses de arquitectura régia. Almoço
regional de magusto na vila histórica de Sintra
com animação com música ao vivo. Após o
almoço, silêncio que se vai cantar o fado!
Lanche saloio à São Martinho com música para
dançar. Oeiras, alojamento no Centro de Férias.
3º DIA – OEIRAS/ESTORIL/CASCAIS/FOZ DO
ARELHO/CIDADES DE ORIGEM:
Pequeno-almoço. Passeio panorâmico pela
estrada Marginal, passando pelo Estoril e
Cascais. Continuação para a Foz do Arelho,
almoço no Centro de Férias. Regresso às cidades
de origem. Chegada e fim dos nossos serviços.
Preço por pessoa (VIANA DO CASTELO/
/BRAGA/AVEIRO/COVILHÃ/GUARDA/
/VISEU/COIMBRA): €195,00
O preço inclui: Alojamento no Centro de Férias;
Refeições conforme programa; Bebidas às refeições; animação; Visitas indicadas no programa;
Transporte em autocarro; Guia acompanhante;
Seguro de viagem.
Nº TSN2666 – 12 de Novembro de 2006
PARTIDAS: SETÚBAL/LISBOA
Setúbal/Lisboa. Saída para Sintra, visita à tradicional feira de São Pedro, a maior feira do,
remonta a sua origem ao século XII. Podemos
encontrar barros saloios, latoaria, velharias ou
antiguidades, todas as variedades de produtos
hortícolas, pão e bolos caseiros, enchidos e queijos da região, roupas e espaços para “comes e
bebes”. Continuação para a Vila de Sintra. Breve
visita ao Centro histórico ou como opção visita
livre ao Palácio Nacional de Sintra (entrada gratuita até às 14H00), um dos mais importantes
exemplares portugueses de arquitectura régia.
Almoço regional de magusto na vila histórica de
Sintra com animação com música ao vivo. Após
o almoço, silêncio que se vai cantar o fado!
Lanche saloio à São Martinho com música para
dançar. Em hora a combinar regresso às cidades
de origem. Chegada e fim dos nossos serviços.
Preço por pessoa: €60,00
O preço inclui: Refeições conforme programa;
Bebidas às refeições; Visitas indicadas no programa; Animação; Transporte em autocarro; Guia
acompanhante; Seguro de viagem.
Novid
ade
PASSEIO AOS PRESÉPIOS
NAS ALDEIAS DO ALGARVE
Nº TSN2496 – 15 a 17 de Dezembro 2006
PARTIDAS: VISEU/LEIRIA/LISBOA
Nota importante: A presente descrição dos presépios é referente a 2005, à data da elaboração
e publicação deste programa, os presépios não
estavam ainda realizados. Chamamos a atenção
de que este itinerário pode, eventualmente,
sofrer alterações, todavia o Associado, nunca
será prejudicado.
1º DIA – VISEU/LEIRIA/LISBOA/COSTA DE
CAPARICA/ALBUFEIRA
Viseu - Leiria – Lisboa. Costa da Caparica, almoço Centro de Férias. Continuação para Albufeira,
jantar e alojamento no Centro de Férias.
2º DIA – ALBUFEIRA /ESTÓI /ALPORTEL/
CACHOPO/QUERENÇA/CORTELHA/ALBUFEIRA
Pequeno-almoço. Saída para Estói. Em 2005 a
inspiração do presépio veio dos bonecos tradicionais da zona, conhecidos pelos Maios, por
serem nesta altura expostos na rua, os quais se
caracterizavam pela adaptação à Natividade.
Devido ao estilo dos Maios, que recriam a forma
humana de modo muito natural e colorido, o
resultado final deste Presépio, apresentou bastante “vida” e riqueza de vestes e cores.
Continuação para Alportel. A exposição do presépio desta aldeia foi realizada no interior do
Museu de Alportel, o que permitiu a sua ornamentação com alguns pormenores que não
seriam possíveis de colocar para efeito de exposição ao ar livre. O principal elemento de destaque foi o uso exclusivo de folhas secas na
decoração das personagens. As figuras eram de
madeira, mas nas vestes, acessórios e adereços,
foram utilizadas folhas, frutos ou vegetação
seca: criou-se um conjunto muito harmonioso.
Prosseguimento para Cachopo. No ano passado
a construção do presépio foi levada mais além,
tendo sido recuperada uma antiga casa e nela
armado um Presépio à moda tradicional algarvia, isto é, com o Menino Jesus colocado no topo
de um Altar em escadaria e decorado com laranjas e searinhas. No interior da casa, para além do
presépio, foi recriado todo o modo de vida das
populações locais de antigamente.
Almoço regional em Querença num dos restau-
rantes mais emblemáticos da Serra Algarvia para
apreciar os petiscos tradicionais da Serra e
degustar pratos da cozinha tradicional. Durante
o repasto há actuação de um duo de acordeão.
Após o almoço, prova de licores fabricados em
Querença, bem como uma visita a uma loja típica com produtos tradicionais da Serra Algarvia:
licores, aguardente de figo, azeite, doce de figo,
compotas, etc.
Querença que no ano anterior fez dois Presépios
em vez de um, sendo um deles o tradicional
Presépio algarvio, à semelhança de Cachopo, no
qual o Menino é armado em Altar e decorado
com laranjas, romãs e searinhas de trigo. O
outro, representava a cena da Natividade, com
os seus elementos base - S. José, Maria, boi e
jumento e claro o Menino Jesus.
Prosseguimento para Cortelha, onde a cortiça foi
o elemento dominante neste Presépio. Todas as
figuras foram criadas com base na mesma. As
vestes eram de serapilheira e davam um aspecto
profundamente rústico a todo o conjunto. Um
pequeno jardim, simbolizava também os espaços verdes da região, recorrendo ao uso do
musgo local e de arbustos da serra, como o
medronheiro.
Visita a Paderne, onde a ideia em 2005 foi a concepção baseada nos Presépios tipo Aldeia, no
qual se recriou toda a actividade local, através
de pequenas figurinhas. Terra, pedras e musgo,
foram usados para representar os montes da
zona e a própria Aldeia, com o casario branco e
a Igreja.
Regresso a Albufeira, jantar e alojamento.
3º DIA – ALBUFEIRA/OEIRAS/REGRESSO ÀS
CIDADES DE ORIGEM
Pequeno-almoço. Saída para Lisboa. Oeiras,
almoço no Centro de Férias para os Associados
de Leiria e Viseu. Regresso às cidades de origem.
Preço pessoa em quarto duplo:
(Viseu/Leira)- €220,00
(Lisboa)- €205,00
O preço inclui: Estada no C. Férias; Refeições
conforme programa; Bebidas às refeições; Visitas
indicadas no programa; Transporte em autocarro; Guia acompanhante; Seguro de viagem.
7 I 2006
CIRCUITOS
ade
MONTES PINTADOS
Cor, música e vinho
Os tons quentes do Outono
no Douro
Nº TSN2406 – 03 a 05 de Novembro de 2006
PARTIDAS: LISBOA/COIMBRA/AVEIRO
1º Dia – LISBOA/COIMBRA/AVEIRO/ENTRE-OS-RIOS/RÉGUA
Lisboa – Coimbra – Aveiro. Entre-os-Rios, almoço no Centro de Férias. Continuação para Régua.
Jantar e alojamento em Hotel.
2º DIA – RÉGUA/ PINHÃO / SÃO JOÃO DA
PESQUEIRA / FERRADOSA / CARRAZEDA DE ANSIÃES
/ VILA REAL / ALIJÓ / SANTA MARTA DE
PENAGUIÃO / RÉGUA
Pequeno-almoço. Saída da Régua em direcção
ao Pinhão, visita à Estação dos Caminhos-deferro do Pinhão. Continuação para São João da
Pesqueira, no caminho há oportunidade de contemplar os sublimes Vinhedos no Vale do Rio
Torto. Prosseguimento para o miradouro de São
Salvador do Mundo e ao Miradouro de Varjelas.
Almoço regional em Ferradosa numa antiga
estação da linha do Douro que foi transformada
num restaurante onde é possível degustar a boa
cozinha duriense.
Continuação para Carrazeda de Ansiães atravessando o Rio Douro na Barragem da Valeira.
Descida para Ribalonga em direcção ao Tua, com
paragem e contemplação dos seus vinhedos e olivais em escadaria até ao Douro. Continuação para
Vila Real com passagem por Alijó. Jantar temático
“Hino a Baco” nas Caves Santa Marta com provas
de vinhos e animação e música ao vivo.
Alojamento.
3º Dia – RÉGUA/PARQUE NATURAL DO ALVÃO/
LAMAS DE ÔLO/TABUADELO/REGRESSO ÀS
CIDADES DE ORIGEM
Pequeno-almoço. Visita ao Parque Natural do
Alvão, realizando um circuito que passa por
lugares de encanto. Paragem nas Muas para
observar a paisagem sobre Vila Real.
Continuação para Lamas de Ôlo, aldeia tradicional com telhados de colmo.
Paragem nas Fisgas de Ermelo, curso de água de
desnível vertiginoso de cerca de 250 metros com
uma beleza singular e algo misteriosa.
Prosseguimento em direcção ao Viso. Almoço
em Tabuadelo para degustar o afamado cabrito
assado no forno a lenha. Passeio Panorâmico por
Loureiro em direcção à Régua e regresso às cidades de origem.
Preço pessoa em quarto duplo: €265,00
O preço inclui: Estada em Hotel; Refeições conforme o programa; Visitas indicadas no programa; Transporte em autocarro; Guias locais; Guia
acompanhante; Seguro de viagem.
2006 I 8
FOTO NUNO CALVET
Novid
Novidade
. Viagem
de 1 dia
SAFARI AO GADO BRAVO
Toiros e cavalos lusitanos na pátria
dos campinos
Nº TSN2436 – 18 de Novembro de 2006
PARTIDAS: SETÚBAL/LISBOA
Setúbal/Lisboa - Chegada à quinta, em pleno
coração do Ribatejo, onde a tradição do passado
rural está fortemente presente, espaço que foi
construído a partir de um lagar de vinho e de
azeite, com duzentos anos. Recepção e boas vindas efectuada por genuínos campinos. Inicio das
actividades: percurso em tractor pela paisagem
campestre ribatejana para observar manadas de
toiros no seu habitat natural. Visita às cavalariças
para admirar os belos cavalos lusitanos. Almoço
tradicional ribatejano em ambiente rústico. À
tarde, participação nos jogos tradicionais.
Lanche típico do Magusto, acompanhado por
música. Em hora a indicar saída com destino aos
locais de origem. Chegada e fim dos nossos serviços.
Preço por pessoa: €60,00
O preço inclui: Refeição conforme programa;
Bebidas às refeições; Animação; Transporte em
autocarro; Guia acompanhante; Guias locais
especializados; Seguro de viagem.
No
L u g a r e s vidade
li m it a d
os
NOITE DAS BRUXAS
& CEIA DO DIABO
Nº TSN2446 – 24 a 26 de Novembro de 2006
PARTIDAS: SETÚBAL/LISBOA
1º Dia –SETÚBAL/LISBOA/LUSO/SANTA MARIA
DA FEIRA
Setúbal– Lisboa. Luso, almoço no Centro de
Férias. Continuação para Santa Maria da Feira,
jantar e alojamento no Centro de Férias.
2º DIA – SANTA MARIA DA FEIRA/VIEIRA DO
MINHO/LOUREDO/SALAMONDE/RUIVÃES/CA
BRIL/PITÕES DAS JÚNIAS/MOURILHE
Pequeno-almoço. Saída em direcção a Braga.
Continuação para Vieira do Minho, passando por
Louredo, Salamonde e Ruivães. Visita à Ponte da
Misarela ou Ponte do Diabo, cuja espectaculari-
dade da implantação está associada a lendas, e
mereceu das populações vizinhas o epíteto de
Ponte do Inferno ou do Diabo.
Prosseguimento por Cabril, em pleno Parque
Nacional da Peneda- Gerês, continuando por
Bostochão, Lapela, Sirvozelo, Paradela e
Outeiro. Contemplação da paisagem na zona da
Albufeira da Barragem da Paradela.
Almoço em Pitões das Júnias onde o prato forte
é o afamado Bacalhau assado com batatas a
murro. Visita a esta aldeia tradicional transmontana (forno do povo e moinho) e ao antigo mosteiro em ruínas.
Continuação para Mourilhe, ladeando a
Albufeira da Barragem do Alto Cávado.
Recepção especial de boas vindas no Hotel Rural
Senhora dos Remédios. Visita à capela do solar e
à exposição: “Temas Transmontanos”.
Início da Ceia do Diabo com:
Presunto afumado nas lareiras do inferno
Pão que o diabo amassou no forno do povo
Caldo de urtigas malditas colhidas
nas bordas do paraíso
Vitela embruxada barrosã com
batatas excomungadas
Rabanada com leite e mel de bruxa malvada
Vinho de Stª. Valha do outro Verão
Café negro como o Diabo,
e quente como o Inferno
Levanta o pau do diabo
Queimada das Bruxas e Feitiços vários e conversas à Lareira com Pe Fontes; Alojamento.
3º Dia – MOURILHE/MONTALEGRE/ ALTURAS
DO BARROSO/LAMA DA MISSA REGRESSO ÀS
CIDADES DE ORIGEM
Pequeno-almoço. Visita ao Centro Histórico de
Montalegre. Continuação em direcção à Albufeira
da Barragem do Alto Rabagão em direcção a
Alturas do Barroso pitoresca aldeia transmontana
e com passagem pelos célebres “Cornos das
Alturas” que dão o seu vulto característico ao
ponto mais alto da Serra do Barroso. Almoço
Regional, o inesquecível churrasco barrosão
Regresso por Pisões e Venda Nova com destino
às cidades de origem.
Preço pessoa em quarto duplo: €200,00
O preço inclui: Estada em Centro de Férias;
Estada em Hotel Rural; Refeições conforme o
programa; Visitas indicadas no programa;
Transporte em autocarro; Guias locais; Guia
acompanhante; Seguro de viagem.
FOTO JOSÉ MANUEL
CIRCUITOS RELIGIOSOS
Novid
ade
ROTA DOS TEMPLOS MARIANOS
Devoção a Maria
Nº TSN2506- 15 a 17 de Dezembro de 2006
PARTIDAS: BEJA/ÉVORA/LISBOA
1º Dia – BEJA/ÉVORA/LISBOA/FOZ DO
ARELHO/SANTA MARIA DA FEIRA
Beja– Évora– Lisboa. Foz do Arelho, almoço no
Centro de Férias. Continuação para Santa Maria
da Feira. Jantar e alojamento em Hotel.
2º DIA – SANTA MARIA DA FEIRA/GUIMARÃES/
/BRAGA/VIEIRA DO MINHO/CALDAS DO GERÊS
Pequeno-almoço. Saída de Sta. Maria da Feira
em direcção à Nossa Senhora da Penha. “A invo-
cação à Senhora da Penha surgiu, segundo se crê
em 1702, quando um ermitão de nome Gabriel
Marino veio de muito longe e, depois de deambular por terras da Galiza e do Norte de Portugal,
escolheu a cumeeira da montanha Penha para se
fixar numa das várias grutas naturais ainda existentes no local. Este ermitã mandou então esculpir uma imagem de nossa Senhora da Penha para
colocar na gruta onde se refugiou… e tudo
começou assim…” Continuação para Guimarães,
visita ao templo de onde podem apreciar uma
panorâmica sobre a cidade Berço de Portugal.
Prosseguimento para Braga.
Almoço, onde pode saborear o famoso bacalhau
gratinado. Visita ao Santuário de Nossa Senhora
do Sameiro - Braga (O mais antigo centro de
peregrinação Mariana do país. Nasceu da inspiração do Padre Martinho Pereira da Silva que,
ainda no século XIX, decidiu fazer um nicho em
honra de Nossa Senhora, anos depois da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição)
Continuação para Vieira do Minho, visita à Nossa
Senhora da Lapa (Pequeno templo mariano
construído em 1694, marca toda a sua diferença
por ter sido construído numa rocha gigante…).
Caldas do Gerês, recepção no hotel. Jantar de
cabrito da Serra do Gerês no forno e programa
de animação surpresa. Alojamento em Hotel.
3º Dia – CALDAS DO GERÊS/AMARES/VILA
VERDE/ARCOS DE VALDEVEZ/LUSO/REGRESSO
PACOTES
PROMOCIONAIS
PARA
CONFERÊNCIAS
de 8 de Janeiro a 22 de Dezembro
ÀS CIDADES DE ORIGEM
Pequeno-almoço. Saída em direcção a Nossa
Senhora da Abadia – Amares (Santuário Mariano
mais antigo da Península Ibérica, datado dos séculos VII e VIII. O seu nome “Senhora da Abadia”
surge porque foi numa abadia – Comunidade de
Ermitãs, que começou o seu culto, e foi, também,
numa Abadia – comunidade de frades existentes
em Bouro Santa Maria – que esteve confiada,
durante séculos a sua veneração…).
Continuação para o Templo dedicado à Nossa
Senhora do Alivio – Vila Verde (Santuário
Mariano construído no Sec. XIX, conhecido
essencialmente pelas abundantes graças que a
Nossa Senhora do Alivio derrama sobre os que
imploram a sua protecção divina…). Celebração
da Santa Missa.
Seguimento para Arcos de Valdevez em direcção
ao Santuário de Nossa Senhora da Peneda (A
lenda de Nossa Senhora da Peneda é a provável
edificação de uma pequena ermida no local da
aparição durante o século XIII, criando um cenário de culto durante a Idade Média, solidificado
num novo templo edificado no século XVII.
Almoço regional.
Jantar em trânsito. Regresso às cidades de origem.
Preço pessoa em quarto duplo: € 250,00
O preço inclui: Estada em Hotel; Refeições conforme o programa; Visitas indicadas no programa; Transporte em autocarro; Guias locais; Guia
acompanhante; Seguro de viagem.
de saladas e sobremesas em serviço de Buffet (mínimo de 30
pessoas), vinhos branco e tinto “Cerejeiras” da região Oeste,
água mineral, cervejas, refrigerantes, arranjo de flores frescas.
PREÇO POR PACOTE, POR PESSOA / DIA: € 30,00
PACOTE DE CONFERÊNCIAS (Com alojamento)
1 NOITE DE ALOJAMENTO EM QUARTO DUPLO, cesto de fruta, up-grade para quarto, vista mar (sujeito à disponibilidade existente).
SALA DE REUNIÃO 2 DIAS: Blocos, canetas, “mint drops”, água
mineral, écran e flipchart.
PACOTE DE CONFERÊNCIAS (Sem alojamento)
SALA DE REUNIÃO: Blocos, canetas, “mint drops”, água mineral,
2 COFFEE BREAKS: Café, chá, leite, sumo de laranja natural, sumo
de tomate, mini sandes e bolachas variadas (de manhã) petit
fours e biscoitos (de tarde).
écran e flipchart.
JANTAR DE TRABALHO NO 1º DIA + ALMOÇO DE TRABALHO NO 2º DIA:
2 COFFEE BREAKS: Café, chá, leite, sumo de laranja natural,
sumo de tomate, mini sandes e bolachas variadas (de manhã)
petit fours e biscoitos (de tarde).
ALMOÇO DE TRABALHO: Menu de dois pratos quentes + variedade
Menu de dois pratos quentes + variedade de saladas e sobremesas em serviço de Buffet (mínimo de 30 pessoas), vinhos branco e tinto “Cerejeiras” da região Oeste, água mineral, cervejas,
refrigerantes, arranjo de flores frescas.
PREÇO POR PACOTE, POR PESSOA / DIA: € 80,00
C.F. INATEL - Foz do Arelho, R. Francisco Almeida Grandela, 17 . 2500-487 FOZ DO ARELHO . Tel.262 975 100 . Fax.262 975 140 . E-mail: [email protected]
ROTEIROS ECOLÓGICOS
OUTONO CELTA
Famosa Mariscada &
Mexilhões à Galega
Novid
ade
FOTO LUÍS MARTINS
Nº TSN2456 - 24 a 29 de Novembro 2006
PARTIDAS: BEJA/ÉVORA/LISBOA/LEIRIA
1º Dia – BEJA/ÉVORA/LISBOA/FOZ DO ARELHO/
/LEIRIA/CERVEIRA
Beja– Évora– Lisboa. Foz do Arelho, almoço no
Centro de Férias. Leiria. Cerveira, jantar e alojamento no Centro de Férias.
2º Dia – CERVEIRA/MELGAÇO/CASTRO
LABOREIRO/PONTE DE LIMA/CERVEIRA:
Pequeno-almoço. Saída para Melgaço, visita ao
Solar do Alvarinho. Continuação para o Parque
Nacional Peneda - Gerês, visita ao Santuário da
Sra. da Peneda. Almoço regional em Castro
Laboreiro: afamado cabrito e bacalhau com
broa. Continuação para Ponte de Lima. Regresso
a Cerveira, jantar e alojamento.
3º Dia – CERVEIRA/LA GUARDIA/BAIONA/
/O GROVE/SANTIAGO COMPOSTELA:
Pequeno-almoço. Saída para La Guardia.
Percurso pela Costa até Baiona. Continuação
para O Grove, visita a um viveiro de mexilhões
seguido de um típico almoço galego de mexilhões.
Prosseguimento
para
Santiago
Compostela. Jantar e alojamento em hotel.
4º Dia – SANTIAGO COMPOSTELA/CORUNHA:
Pequeno-almoço. Saída para o centro histórico de
Santiago Compostela, visita à Catedral e ao Museu
da Catedral. Almoço livre. Continuação para La
Corunha, visita panorâmica à cidade e visita à
Torre de Hércules. Jantar e alojamento em hotel.
5º Dia – CORUNHA/FINISTERRA/NOIA/SANTA
UXIA/CERVEIRA:
Pequeno-almoço. Saída para visita ao Cabo
Finisterra. Almoço em restaurante para provar a
célebre Mariscada. Continuação, pela costa, até
Noia e Santa Uxia. Cerveira, Jantar e alojamento
no Centro de Férias.
6º Dia – CERVEIRA/ SANTO TIRSO/ST. MARIA
DA FEIRA/LOCAIS DE ORIGEM:
Pequeno-almoço. Saída para visita ao Mosteiro
de Singeverga, situado em Roriz (Santo Tirso),
onde se produz o famoso licor dos Beneditinos
portugueses, que nasce da destilação directa de
espécies vegetais e plantas aromáticas de reconhecidas propriedades balsâmicas e terapêuticas.
É o único Licor genuinamente monástico, que se
impõem pela escrupulosa meticulosidade da sua
preparação e pelo seu finíssimo aroma de paladar
delicadíssimo. Continuação para Santa Maria da
Feira, almoço no Centro de Férias. Continuação
da viagem de regresso aos locais de origem
Preço por pessoa em quarto duplo:
(Beja/Évora/Lisboa) - €435,00
(Leiria) - €415,00
Preço inclui: Estada no Centro de Férias do INATEL;
Estada em hoteis****
no regime indicado;
Refeições conforme o programa; Bebidas às refeições; Visitas indicadas no programa; Transporte em
autocarro; Guia acompanhante; Seguro de viagem.
FOTO PAULO MAGALHÃES
NATAL
No
L u g a r e s vidade
li m it a d
os
NATAL À LAREIRA
Nº TSN – 22 a 26 de Dezembro de 2006
PARTIDAS: LISBOA
1º Dia –LISBOA/VIEIRA DO MINHO/PONTE DA
MISARELA/PENEDA-GERÊS/MOURILHE
Lisboa. Saída em direcção a Braga, prosseguindo
pela Caniçada e Louredo. Vieira do Minho, almoço regional minhoto. Segue-se por Salamonde e
2006 I 10
Ruivães (ladeando a Albufeira da Barragem de
Salamonde). Visita à Ponte da Misarela, que
atravessa o rio Cavado. Continuação por Cabril e
Bostochão, no Parque Natural da Peneda- Gerês.
Continuação por Lapela, Sirvozelo, Paradela,
Outeiro, Paredes, Travassos, Frades até Mourilhe.
Recepção no Hotel rural. Jantar Vitela guisada
com míscaros e para o fim uma Queimada galaico-transmontana. Conversas à lareira com Padre
Fontes. Alojamento.
2º DIA – MOURILHE/VILAR DE PERDIZES
/CHAVES/VIDAGO/BOTICAS/MOURILHE
Pequeno-almoço. Saída em direcção a Chaves,
com passagem por Vilar de Perdizes. Chaves, visita à zona histórica. Visita à famosa Fraga Bolideira.
Almoço regional na Quinta da Mata;
Continuação para Vidago, e visita ao Parque
Termal de Vidago c/ prova de águas.
Prosseguimento para Boticas, terra do “Vinho dos
Mortos”, visita ao centro histórico, com observação da estátua do Guerreiro Galaico; Regresso a
Mourilhe. Jantar de Churrasco barrosão. Conversas
à lareira com Padre Fontes. Alojamento.
3º Dia – MOURILHE/MONTALEGRE/PITÕES DAS
JÚNIAS/MOURILHE
Pequeno-almoço. Partida para Montalegre,
visita ao Centro Histórico. Tempo livre para actividades de gosto pessoal. Continuação para
Pitões de Júnias.
Almoço regional. Visita a aldeia tradicional trans-
montana – Pitões das Júnias. (Parque Nacional
da Penêda - Gerês). Regresso a Mourilhe. Ceia
da Consoada: bacalhau ou polvo cozido com
couves e batatas cozidas; Missa do Galo em Vilar
de Perdizes com o Padre Fontes (a missa é rezada às 23h00, pela ligação que há entre esta
pequena aldeia e Espanha). Alojamento.
4º Dia – MOURILHE
Pequeno-almoço. Manhã livre. Missa de Natal
em Mourilhe. Convívio com o povo de Mourilhe
depois da missa. Almoço típico de Natal.
Passeio pedestre pela aldeia, podendo ser visitada
a corte do “boi do povo”, tradição de raiz ancestral, em que o boi surge como protagonista e símbolo da terra barrosã, de força, de vitalidade e de
fecundidade, "herói" popular. Ceia de Natal: truta
recheada com presunto (pescada por cada num
lago). Conversas à lareira com Padre Fontes.
Alojamento.
5º Dia – MOURILHE/LUSO/LISBOA
Pequeno-almoço. Saída com destino a Lisboa
com almoço no Centro de Férias do Luso.
Chegada a Lisboa, fim dos nossos serviços.
Preço pessoa em quarto duplo: €485,00
Preço inclui: Estada em Hotel Rural; Refeições
conforme o programa; Visitas indicadas no programa; Transporte em autocarro; Guias locais;
Guia acompanhante; Seguro de viagem.
Nº TSN2546 – 22 a 26 de Dezembro 2006
PARTIDAS: GUARDA/COVILHÃ/PORTALEGRE/ÉVORA/BEJA
1º DIA – GUARDA/COVILHÃ/PORTALEGRE/
/ÉVORA/BEJA/ALBUFEIRA:
Guarda - Covilhã -Portalegre - Almoço livre em
trânsito. Évora - Beja . Chegada a Albufeira, jantar e alojamento no Centro de Férias (Edifício
Principal, vista terra).
2º DIA – ALBUFEIRA/SILVES/ALBUFEIRA:
Estada em meia pensão. De manhã saída para
Silves. Passeio pelo centro histórico. Almoço na
Fábrica do Inglês e visita ao museu da cortiça.
Em hora a indicar regresso a Albufeira. Jantar e
alojamento no Centro de Férias.
3º DIA – ALBUFEIRA/PADERNE/VILAMOURA/
/ALBUFEIRA:
Estada em regime de pensão completa. Manhã
livre para actividades de gosto pessoal. De tarde
saída para Paderne uma das aldeias participantes
da “Festa dos Presépios na Aldeias do Algarve”.
Continuação para Vilamoura. Actualmente,
Vilamoura é uma das estâncias de maior prestígio
em Portugal, tendo também boa reputação a nível
internacional, pelo seu status, pelos seus atractivos
naturais, beleza da paisagem, o ambiente tranquilo, as praias de extensos areais, e pela existência de
estruturas de apoio de elevada qualidade, nomeadamente a marina, ex-libris da região, o casino, os
campos de golfe, os restaurantes, as lojas e as unidades hoteleiras. Regresso a Albufeira, jantar e alojamento no C. Férias do INATEL. À noite possibilidade de assistir à Missa do Galo em Albufeira.
Noite de Consoada com Ceia de Natal.
4º DIA – ALBUFEIRA/FARO/ALBUFEIRA:
Estada em regime de pensão completa. Manhã
livre para actividades de gosto pessoal. De tarde
saída para passeio a Faro. A capital do Algarve
orgulha-se do seu centro animado, repleto de
lojas, esplanadas, bares e restaurantes, assim
como dos seus monumentos e museus de grande
interesse e dos belos edifícios antigos, datando
sobretudo dos séculos XVIII e XIX. Faro foi, em
grande parte, reconstruída, e os melhores exemplos arquitectónicos podem ser vistos entre o centro da cidade e o Largo do Carmo. Muitos locais
são dignos de serem visitados: o Largo da Sé, que
apresenta um dos mais belos conjuntos arquitectónicos de todo o Algarve, o majestoso Paço
Episcopal do século XVIII e a rica catedral; a igreja de São Pedro, dedicada ao padroeiro dos pescadores, com um magnífico altar-mor barroco; o
curioso Cemitério judaico do século XVIII; o Arco
da Vila, construído no local de entrada de um castelo medieval no século XIX; o Arco do Repouso,
de origem árabe; Os Palácios Bívar Fialho,
Belmarço e Pantoja. A cidade tem uma profunda
ligação com a Ria Formosa, uma zona ambiental
protegida e de reconhecido interesse mundial.
Este sistema lagunar, formado por penínsulas e
ilhas, é dotado de ecossistemas únicos que permitem albergar uma grande diversidade de espécies. Um verdadeiro santuário da natureza que
constitui um dos principais ex-libris da cidade.
Regresso a Albufeira. Jantar e alojamento.
5º DIA –ALBUFEIRA/BEJA/ÉVORA/ PORTALEGRE
/COVILHÃ/GUARDA:
Pequeno-almoço. Em hora a indicar regresso às
cidades de origem. Almoço livre em trânsito.
Continuação da viagem, chegada e fim dos nossos serviços.
Preço pessoa em quarto duplo: €240,00
O preço inclui: Estada no INATEL Albufeira (Ed.
Principal, quartos tipo B – Vista Terra) no regime
indicado no programa; Refeição conforme programa; Bebidas às refeições; Passeios e visitas
indicados no programa; Transporte em autocarro; Guia acompanhante; Seguro de viagem.
livre. Continuação para o Cabo Carvoeiro, o 2.º
cabo mais a oeste da Europa, a seguir ao Cabo
da Roca. Regresso ao Centro de Férias, jantar e
alojamento. À noite possibilidade de assistir à
Missa do Galo nas Caldas da Rainha. Noite de
Consoada com Ceia de Natal.
4º DIA – FOZ DO ARELHO/ÓBIDOS/FOZ DO
ARELHO:
Estada em pensão completa. Manhã livre para actividades de gosto pessoal. De tarde, saída para
Óbidos. Passeio pela vila e oportunidade para
adquirir os produtos regionais e provar a famosa
ginjinha. Regresso à Foz do Arelho, jantar e alojamento.
5º DIA – FOZ DO ARELHO/LEIRIA/COIMBRA/
/LUSO/VISEU/VILA REAL/BRAGANÇA:
Pequeno-almoço. Em hora a indicar início da viagem de regresso aos locais de origem. Paragem
em Leiria e Coimbra para saída dos passageiros
oriundos destes distritos. Almoço no Centro de
Férias do Luso. Continuação da viagem.
Chegada e fim dos nossos serviços.
Nº TSN2526 - 22 a 26 de Dezembro 2006
BRAGANÇA/VILA REAL/VISEU
Preço pessoa em quarto duplo: €250,00
Nº TSN2526 - 22 a 26 de Dezembro
COIMBRA/LEIRIA
Preço pessoa em quarto duplo: €219,00
O preço inclui: Estada no INATEL Foz do Arelho
no regime indicado; Refeições conforme programa; Bebidas às refeições; Passeios e visitas indicadas no programa; Transporte em autocarro;
Guia acompanhante; Seguro de viagem.
FOTO JOSÉ MANUEL
NATAL EM ALBUFEIRA
NATAL EM MANTEIGAS
Nº TSN2556- 22 a 26 de Dezembro
Novid
ade
NATAL NA FOZ DO ARELHO
Bragança – Vila Real - Viseu Almoço no Centro de
Férias do Luso Coimbra – Leiria. Chegada à Foz do
Arelho, jantar e alojamento no Centro de Férias.
2º DIA – FOZ DO ARELHO/CALDAS DA
RAINHA/ALENQUER/FOZ DO ARELHO:
Estada em regime de meia pensão. Manhã livre
para actividades de gosto pessoal. Após almoço,
saída para as Caldas da Rainha e vista ao museu
da cerâmica e museu José Malhoa. Continuação
para Alenquer conhecida como Vila Presépio,
devido à realização anual desde há cerca de trinta anos de um presépio em tamanho gigante
numa das encostas que formam o vale do centro
da vila. Jantar livre. Em hora a indicar regresso ao
Centro de Férias da Foz do Arelho. Alojamento.
3º DIA – FOZ DO ARELHO/ MOITA DOS
FERREIROS/A-DOS-CUNHADOS/PENICHE/FOZ
DO ARELHO/CALDAS DA RAINHA/FOZ DO
ARELHO: Estada em regime de meia pensão.
Pequeno-almoço e saída para a Freguesia da
Moita dos Ferreiros. Visita a um conjunto de
cinco moinhos em perfeito estado de conservação. Existem igualmente no local fornos tradicionais de fabrico de pão. Continuação para A-dosCunhados. Almoço em restaurante. De tarde
passeio pela costa litoral até Peniche. Tempo
PARTIDAS: SETÚBAL/LISBOA/SANTARÉM
1º DIA – SETÚBAL/LISBOA/SANTARÉM/
MANTEIGAS:
Setúbal - Lisboa - Almoço livre em trânsito
Santarém. Chegada a Manteigas, jantar e alojamento no Centro de Férias do INATEL.
2º DIA – MANTEIGAS/GUARDA/MANTEIGAS:
Estada em regime de pensão completa. De
manhã passeio a Manteigas, típica povoação de
montanha, a 775 metros de altitude, recolhida no
belíssimo vale glaciar do rio Zêzere. Almoço no
Centro de Férias. De tarde saída para a Guarda, a
cidade mais alta do País, situada num planalto a
1075m de altitude no flanco nordeste da Serra da
Estrela. Visita ao centro histórico com destaque
para a Sé catedral gótica, toda de granito, a Torre
de Menagem, vestígios de antigas muralhas, o
Convento de São Francisco, as Igrejas barrocas da
Misericórdia e de São Vicente e o antigo Paço
Episcopal. O centro histórico da cidade abarca um
dos mais importantes percursos urbanos de origem medieval do país, com marcas da arquitectura renascentista Filipina. Regresso ao Centro
Férias para jantar e alojamento.
3º DIA – MANTEIGAS/PENHAS DOURADAS/
/MONDEGUINHO/SABUGUEIRO/TORRE/VALE
GLACIAR/MANTEIGAS:
Estada em regime de meia pensão. De manhã
saída para Penhas Douradas, constituídas por três
penhascos que, ao entardecer, são dourados pelo
11 I 2006
sol e cujas habitações, com invulgares formas
arquitectónicas, despertam curiosidade por estarem erigidas em plena sintonia com os penedos
de granito circundantes. Paragem no
Mondeguinho, fonte e nascente do maior rio
Português – o Mondego. Continuação para o
Sabugueiro, a aldeia mais alta de Portugal conhecida pelos seus recursos naturais, entre os quais
as quedas de água, as vistas panorâmicas de uma
vegetação serrana única. O Sabugueiro possui
um museu etnográfico, um forno comunitário,
moinhos de água, uma Igreja Matriz e a Fonte do
Ferreiro. Almoço em restaurante e tempo livre
para adquirir o famoso queijo da Serra. De tarde
regresso pela Torre o ponto mais alto de Portugal
continental e pelo Vale Glaciar. Á noite possibilidade de assistir à Missa do Galo em Manteigas.
Noite de Consoada com Ceia de Natal.
4º DIA – MANTEIGAS/COVILHÃ/MANTEIGAS:
Estada em pensão completa. Manhã livre para
actividades de gosto pessoal. De tarde saída para
a Covilhã, cidade que foi em tempos, um dos principais centros europeus de produção de lanifícios.
As duas ribeiras que descem da Serra da estrela,
Carpinteira e Degoldra, atravessam o núcleo urbano e estiveram na génese do desenvolvimento
industrial. Elas forneciam energia hidráulica que
permitia o laborar das fábricas. Junto a essas duas
ribeiras deve hoje ser visto um admirável núcleo
de arqueologia industrial, composto por dezenas
de grandes edifícios. Nos dois locais são visíveis
dezenas de antigas unidades, de entre as quais se
referem a fábrica-escola fundada pelo Conde de
Ericeira em 1681 junto à Carpinteira e a Real
Fábrica dos Panos criada pelo Marquês de Pombal
em 1763 junto à ribeira de Degoldra. Esta é agora
a sede da Universidade da beira Interior na qual se
insere o Museu dos Lanifícios, já considerado um
dos melhores núcleos museológicos desta indústria na Europa. Em hora a indicar regresso a
Manteigas, jantar e alojamento.
5º DIA - MANTEIGAS/SANTARÉM/LISBOA/
SETÚBAL:
Pequeno-almoço e almoço. Em hora a indicar,
início da viagem de regresso aos locais de origem. Chegada e fim dos nossos serviços.
Preço pessoa em quarto duplo: €230,00
O preço inclui: Estada no INATEL Serra da
Estrela no regime indicado; Refeição conforme
programa; Bebidas às refeições; Passeios e visitas
indicados no programa; Transporte em autocarro; Guia acompanhante; Seguro de viagem
Nota: Os passeios indicados no programa
poderão sofrer alterações devido a condições
climatéricas menos favoráveis. Caso o associado pretenda entrar no Pragal deverá solicitar
expressamente no acto da inscrição. O horário
de partida é às 10h30.
NATAL EM SEIA
1º DIA – VIANA/BRAGA/PORTO/SANTA MARIA
DA FEIRA/AVEIRO/VISEU/SEIA:
Viana - Braga - Porto - Almoço no Centro de
Férias de Santa Maria da Feira. Aveiro - Viseu.
Chegada a Seia e alojamento na Quinta do
Crestelo. Merenda regional com prova de vinhos
2006 I 12
e queijos da Região. Jantar regional com animação Musical. Chá de boa noite.
2º DIA – SEIA/GOUVEIA/SEIA:
Estada em regime de pensão completa. De
manhã passeio a Seia. Tempo para adquirir o
famoso queijo da Serra. De tarde saída para
Gouveia, cidade rica em testemunhos históricos
como a Casa da Torre, que pertenceu aos marqueses de Gouveia, o Paço, o Pelourinho
Manuelino, a Igreja Matriz de São Pedro, a
Capela Barroca do Calvário e os solares dos
Serpa Pimentel e do Conde Vinho e Almedina.
Regresso a Seia, jantar regional com animação
musical. Chá de boa noite.
3º DIA – SEIA/ SABUGUEIRO/MONDEGUINHO/
/PENHAS DOURADAS/ MANTEIGAS/TORRE/
/SEIA:
Estada em regime de meia completa. De manhã
saída para o Sabugueiro a aldeia mais alta de
Portugal conhecida pelos seus recursos naturais,
entre os quais as quedas de água, as vistas panorâmicas de uma vegetação serrana única. O
Sabugueiro possui um museu etnográfico, um
forno comunitário, moinhos de água, uma Igreja
Matriz e a Fonte do Ferreiro. Continuação para
Manteigas, paragem no Mondeguinho, (fonte e
nascente do maior rio português – o Mondego)
e nas Penhas Douradas. Chegada a Manteigas,
típica povoação de montanha, a 775 metros de
altitude, recolhida no belíssimo vale glaciar do
rio Zêzere. Almoço no Centro de Férias do
INATEL e tempo livre. Em hora a indicar, regresso a Seia. Pequena paragem na Torre, o ponto
mais alto de Portugal continental. Chegada a
Seia, jantar de Natal. Chá de boa Noite. Á noite
possibilidade de assistir à Missa do Galo em Seia.
4º DIA – SEIA/LINHARES DA BEIRA/SEIA:
Estada em regime de pensão completa. Manhã
livre. Possibilidade de Passeios pedestres pela
Quinta. De tarde passeio à aldeia histórica de
Linhares da Beira. Em hora a indicar regresso a Seia,
jantar com animação musical e chá de boa noite.
5º DIA – SEIA/VISEU/AVEIRO/PORTO/BRAGA/
/VIANA DO CASTELO:
Pequeno-almoço e realização de jogos tradicionais. Almoço de despedida. Em hora a indicar,
início da viagem de regresso aos locais de origem. Chegada e fim dos nossos serviços.
TSN2536 - 22 a 26 de Dezembro
VIANA/BRAGA/PORTO
Preço pessoa em quarto duplo: €375,00
TSN2536 - 22 a 26 de Dezembro
AVEIRO/VISEU
Preço pessoa em quarto duplo: €360,00
O preço inclui: Estada no Aparthotel Quinta do
Crestelo 3* no regime indicado; Refeições conforme programa; Bebidas às refeições; Passeios e visitas indicados no programa; Transporte em autocarro; Guia acompanhante; Seguro de viagem.
Nota: Os passeios indicados no programa
poderão sofrer alterações devido a condições
climatéricas menos favoráveis.
FIM DE ANO
FIM DE ANO EM ALBUFEIRA
Nº TSN2576 - 30 de Dezembro 2006 a 02 de
Janeiro 2007
PARTIDAS: LEIRIA/SANTARÉM/LISBOA/SETÚBAL
1º DIA – LEIRIA/SANTARÉM/LISBOA/SETÚBAL/
/ALBUFEIRA:
Leiria – Santarém. Almoço livre em trânsito.
Lisboa - Setúbal. Albufeira, jantar e alojamento no
Centro de Férias (Edifício Principal, vista terra).
2º DIA – ALBUFEIRA/SILVES/ALBUFEIRA:
Estada em regime de meia pensão De manhã saída
para Silves. Passeio pelo centro histórico. Almoço
na Fábrica do Inglês. Em hora a indicar regresso a
Albufeira. Noite de Reveillon com jantar, animação
musical e ceia especial de Ano Novo.
3º DIA – ALBUFEIRA/PADERNE/VILAMOURA/
/ALBUFEIRA:
Estada em regime de pensão completa. Manhã
livre para actividades de gosto pessoal. De tarde
saída para Paderne uma das aldeias participantes da “Festa dos Presépios na Aldeias do
Algarve”. Continuação para Vilamoura.
Actualmente, Vilamoura é uma das estâncias de
maior prestígio em Portugal, tendo também boa
reputação a nível internacional, pelo seu status,
pelos seus atractivos naturais, beleza da paisagem, o ambiente tranquilo, as praias de extensos areais, e pela existência de estruturas de
apoio de elevada qualidade, nomeadamente a
marina, ex-libris da região, o casino, os campos
de golfe, os restaurantes, as lojas e as unidades
hoteleiras. Regresso a Albufeira, jantar e alojamento no Centro de Férias do INATEL
4º DIA – ALBUFEIRA/SETÚBAL/LISBOA/
/SANTARÉM/LEIRIA:
Pequeno-almoço e almoço. Em hora a indicar
regresso às cidades de origem. Chegada e fim
dos nossos serviços.
O preço inclui: Estada no Centro Férias Albufeira
(Edif. Principal, quartos tipo B vista Terra) no regime indicado no programa; Refeições conforme
programa; Bebidas às refeições; Noite de
Reveillon com jantar, animação musical e ceia;
Visitas e Passeios indicados no programa;
Transporte em autocarro; Guia acompanhante;
Seguro de viagem.
Nota: Caso o associado pretenda entrar no
Pragal deverá solicitar expressamente no acto
da inscrição. O horário de partida é às 15h00.
Novid
ade
FIM DE ANO NO
ALTO TÂMEGA
Nº TSN2636- 29 de Dezembro 2006 a 02 de
Janeiro 2007
PARTIDAS: SETÚBAL/LISBOA//SANTARÉM
1º DIA – SETÚBAL/LISBOA/SANTARÉM/SANTA
MARIA DA FEIRA/VIDAGO/CHAVES:
Setúbal – Lisboa - Santarém. Santa Maria da
Feira, almoço no Centro de Férias. Continuação
para visita ao Parque Termal de Vidago com
prova de águas. Chegada a Chaves, jantar e alojamento em Hotel 4*.
2º DIA – CHAVES/VILAR DE PERDIZES/MONTALEGRE/MOURILHE/BOTICAS/CHAVES:
Estada em regime de meia pensão. Após pequeno-almoço, saída em direcção a Montalegre com
passagem em Vilar de Perdizes. Visita ao centro
histórico de Montalegre. Continuação para
Mourilhe. Almoço no Hotel Rural Nossa Senhora
dos Remédios com o Padre Fontes. Após almoço,
continuação por Pisões, Alturas do Barroso,
Carvalhelhos e Boticas a terra do “ Vinho dos
Mortos. Em Boticas, visita ao centro histórico
com principal destaque para a estátua do
Guerreio Galaico. Regresso a Chaves, jantar e
alojamento no Hotel.
3º DIA – CHAVES/ BOLIDEIRA/CHAVES
Estada em regime de meia pensão.Saída para
visita à Fraga Bolideira e ao centro histórico de
Chaves. Almoço regional. Tarde livre. Noite de
Reveillon com jantar de gala, animação musical
e ceia de Ano Novo. Alojamento.
4º DIA – CHAVES/VERIM /CHAVES
Estada em regime de pensão completa. Manhã
livre para actividades de gosto pessoal.
Pequeno-almoço tardio seguido de almoço buffet. De tarde saída para visita a Verim (Espanha).
Regresso a Chaves e jantar de Ano Novo.
Alojamento.
5º DIA – CHAVES/VILA REAL/SANTARÉM/LISBOA/SETÚBAL:
Pequeno-almoço e saída para Vila Real. Visita ao
centro histórico e almoço em restaurante. Em
hora a indicar, continuação da viagem de regresso aos locais de origem. Chegada e fim dos nossos serviços.
Preço pessoa em quarto duplo: €630,00
O preço inclui: Estada em Hotel de 4* no regime
indicado no programa; Refeição conforme programa; Bebidas às refeições; Tratamento VIP
com espumante no quarto à chegada; Noite de
Reveillon com jantar de gala, animação musical
e ceia; Visitas e passeios indicados no programa;
Transporte em autocarro; Guia acompanhante;
Seguro de viagem.
Nota: Caso o associado pretenda entrar no
Pragal deverá solicitar expressamente no acto da
inscrição. O horário de partida é às 07h30.
FOTO ANTÓNIO SACCHETTI
FOTO LUÍS MARTINS
Preço pessoa em quarto duplo: €290,00
Novid
ade
FIM DE ANO EM BRAGANÇA
NºTSN2626 - 30 de Dezembro 2006 a 02 de
Janeiro 2007
PARTIDAS: LEIRIA/COIMBRA/VISEU/VILA
REAL
1º DIA – LEIRIA/COIMBRA/LUSO/VISEU/VILA
REAL/BRAGANÇA:
Leiria – Coimbra. Luso, almoço no Centro de
Férias do INATEL Viseu - Vila Real. Bragança,
jantar e alojamento em Hotel 4*.
2º DIA–BRAGANÇA/MACEDO DE CAVALEIROS
/ROMEU/MIRANDELA/BRAGANÇA: Estada em
regime de meia pensão. Manhã livre para actividades de gosto pessoal. Saída para Macedo de
Cavaleiros. Almoço em restaurante. De tarde,
visita ao museu das curiosidades na aldeia de
Romeu. Continuação para Mirandela, passeio
pedonal na zona ribeirinha. Regresso a
Bragança. Noite de Reveillon com jantar, animação musical e ceia especial de Ano Novo.
3º DIA – BRAGANÇA:
Estada em regime de pensão completa. Manhã
livre para actividades de gosto pessoal. Almoço
no Hotel. De tarde, visita ao monumental conjunto da Cidadela, vasto recinto amuralhado
onde se ergue o Castelo com uma imponente
Torre de Menagem, a Igreja de Santa Maria, a
Domus Municipalis e o Pelourinho. Jantar e alojamento no Hotel.
4º DIA – BRAGANÇA/MIRANDELA/VILA REAL/
/VISEU/COIMBRA/LEIRIA:
Pequeno-almoço e inicio da viagem de regresso
aos locais de origem. Paragem em Mirandela
para almoço em restaurante. Continuação da
13 I 2006
viagem de regresso. Chegada e fim dos nossos
serviços.
Preço a divulgar oportunamente
FOTO JOSÉ MANUEL
O preço inclui: Estada em Hotel de 4* no regime
indicado no programa; Refeição conforme programa; Bebidas às refeições; Noite de Reveillon
com jantar, animação musical e ceia; Passeios e
visitas indicados no programa; Transporte em
autocarro; Guia acompanhante; Seguro de viagem.
FIM DE ANO EM CERVEIRA
1º DIA – SANTARÉM/LEIRIA/COIMBRA/LUSO/
/AVEIRO/PORTO/V.N. CERVEIRA:
Santarém - Leiria – Coimbra. Luso, almoço no
Centro de Férias do INATEL. Aveiro - Porto. Vila
Nova de Cerveira, jantar e alojamento no Centro
de Férias do INATEL.
2º DIA – V.N. CERVEIRA/PONTE DE
LIMA/PONTE DA BARCA/ ARCOS DE VALDEVEZ
/V.N. CERVEIRA:
Estada em regime de meia pensão. Pequenoalmoço e saída para Ponte de Lima, a terra mais
castiça, mais pitoresca e estritamente minhota
de todas as povoações portuguesas. A Vila é rica
em monumentos dos quais se destacam a ponte
com os seus vinte e sete arcos, sendo que uma
parte é romana e outra medieval, as torres de S.
Paulo e da Cadeia, a Igreja Matriz, o Paço
Manuelino dos Viscondes de Vila Nova de
Cerveira, o chafariz e o pelourinho. Almoço em
restaurante. À tarde continuação para Ponte da
Barca. Breve paragem para observar a magnifica
ponte com duzentos metros de cumprimento e
dez amplos arcos. Continuação para Arcos de
Valdevez. Passeio pelo centro histórico. Regresso
a Cerveira. Noite de Reveillon com jantar, animação musical e ceia especial de Ano Novo.
3º DIA – V. N. CERVEIRA/CAMINHA/VIANA DO
CASTELO/VILA NOVA DE CERVEIRA:
Estada em regime de pensão completa. Manhã
livre para actividades de gosto pessoal. À tarde,
saída para Caminha (breve paragem).
Continuação para Viana do Castelo, visita ao
Santuário e miradouro de Santa Luzia e ao centro histórico da cidade com destaque para a
Praça da República, os Paços do Concelho,
Misericórdia, Chafariz e a Igreja Matriz. Regresso
a Cerveira, jantar e alojamento.
4ºDIA – V. N. CERVEIRA/PORTO/SANTA MARIA
DAFEIRA/AVEIRO/COIMBRA/LEIRIA/SANTARÉM
Pequeno-almoço. Inicio da viagem de regresso.
Paragem no Porto para saída dos passageiros oriundos deste distrito. Almoço no Centro de Férias
do INATEL em Santa Maria da Feira. Em hora a
indicar continuação da viagem de regresso.
Chegada e fim dos nossos serviços.
2006 I 14
TSN2606 - 30 Dezembro 2006/02 Janeiro 2007
SANTARÉM/LEIRIA/COIMBRA
Preço pessoa em quarto duplo: €299,00
TSN2606 - 30 Dezembro 2006/02 Janeiro 2007
AVEIRO
Preço pessoa em quarto duplo: €285,00
TSN2606 - 30 Dezembro 2006/02 Janeiro 2007
PORTO
Preço pessoa em quarto duplo: €275,00
O preço inclui: Estada no INATEL Cerveira no
regime indicado no programa; Refeições conforme programa; Bebidas às refeições; Noite de
Reveillon com jantar, animação musical e ceia;
Passeios e visitas indicados no programa;
Transporte em autocarro; Guia acompanhante;
Seguro de viagem.
FIM DE ANO NA
COSTA DO ESTORIL
1º DIA – VILA REAL/VISEU/LUSO/COIMBRA
/LEIRIA/LISBOA/OEIRAS:
Vila Real – Viseu. Luso, almoço no Centro de
Férias Coimbra - Leiria - Lisboa. Em hora a indicar continuação para Oeiras, jantar e alojamento
no Centro de Férias do INATEL.
2º DIA – OEIRAS/SINTRA/POBRAL/ERICEIRA/OEIRAS:
Estada em regime de meia pensão. Pequenoalmoço e saída para Sintra. Passeio pelo centro
histórico da Vila. Sintra é património mundial,
por decisão da UNESCO que visou a paisagem
cultural da Serra e da Vila, sendo descrita como o
"primeiro foco da arquitectura romântica europeia". Trata-se de um local onde as paisagens
cobertas de verde cerrado se confundem harmoniosamente com os palácios e casas acasteladas,
num ambiente romântico, de grande misticismo.
Local eleito pelas elites de diferentes épocas,
Sintra foi sendo marcada pelas atitudes culturais
dos que por ela passavam. Repleta de interessantes casas, rodeadas por luxuriantes jardins, o seu
isolamento era suficiente para atrair monges e
eremitas, que dão a Sintra uma dimensão religiosa-cultural. Foi também o lugar eleito por várias dinastias para fixar moradia (permanente ou
de recreio), pelo que conserva em excelente estado os seus palácios. Tempo Livre. Oportunidade
para saborear as famosas queijadas e travesseiros
de Sintra. Continuação para Pobral. Almoço em
restaurante. Oportunidade para degustar o famoso Cozido Saloio. Em hora a indicar continuação
para Ericeira. Tempo livre. Regresso a Oeiras.
Noite de Reveillon com jantar, animação musical
e Ceia especial de Ano Novo.
3º DIA – OEIRAS/ESTORIL/CASCAIS/OEIRAS
/LISBOA/OEIRAS:
Estada em regime de pensão completa. Manhã
Livre para actividades de gosto pessoal. De tarde
passeio ao Estoril e Cascais. Regresso ao Centro
de Férias, jantar. À noite saída para Lisboa, vista
panorâmica da zona monumental de Belém e
Baixa Pombalina. Em hora a indicar regresso a
Oeiras, jantar e alojamento.
4º DIA – OEIRAS/LISBOA/LEIRA/COIMBRA/
/VISEU/VILA REAL:
Pequeno-almoço. Inicio da viagem de regresso
aos locais de origem. Almoço em livre trãnsito.
Continuação da viagem de regresso. Chegada e
fim dos serviços.
TSN2566 - 30 Dezembro 2006/02 Janeiro 2007
VILA REAL/VISEU
Preço pessoa em quarto duplo: €285,00
TSN2566 - 30 Dezembro 2006/02 Janeiro 2007
COIMBRA/LEIRIA/LISBOA
Preço pessoa em quarto duplo: €270,00
TSN2656 - 31 Dezembro 2006/01 Janeiro 2007
Transporte Próprio €85,00
Preço Inclui: Estada no INATEL Oeiras no regime
indicado no programa; Refeição conforme programa; Bebidas às refeições; Noite de Reveillon com
jantar, animação musical e Ceia; Passeios e visitas
indicados no programa; Transporte em autocarro;
Guia acompanhante; Seguro de viagem.
Nota: O valor indicado para o transporte próprio inclui apenas alojamento no Centro de
Férias de 31 de Dezembro a 1 de Janeiro, com
FOTO PAULO MAGALHÃES
direito a jantar, animação musical, Ceia especial de Ano Novo, pequeno-almoço no dia
seguinte e seguro de viagem. Os associados
interessados nesta modalidade deverão solicitar inscrição para a viagem nº TSN2656.
FIM DE ANO NA FEIRA
Nº TSN2596 - 30 Dezembro 2006 a 02 Janeiro
2007
PARTIDAS: PORTALEGRE/LEIRIA/COIMBRA
1º DIA – PORTALEGRE/LEIRIA/COIMBRA/STA.
MARIA DA FEIRA:
Portalegre. Almoço livre em trânsito Leiria –
Coimbra. Continuação para Santa Maria da Feira,
jantar e alojamento no Centro de Férias do INATEL.
2º DIA – STA. MARIA DA FEIRA/PORTO/STA.
MARIA DA FEIRA:
Estada em regime de meia pensão. Após o pequeno-almoço saída para o Porto, a segunda cidade
mais importante de Portugal e capital da região do
Douro Litoral. O centro Histórico é património da
humanidade, classificado pela UNESCO.O património monumental e artístico do Porto é rico e
multifacetado e está bem presente em exemplares
imponentes da arquitectura barroca, como a Igreja
e Torre dos Clérigos, a fachada da Igreja da
Misericórdia e o Palácio do Freixo e nos painéis de
azulejos da Igreja do Carmo e da Capela das
Almas. A arquitectos como António Pereira e
Nicolau Nasoni deve a cidade alguns dos mais
representativos exemplares deste estilo, provocando uma completa transformação na paisagem
urbana setecentista. A talha dourada, uma das
expressões mais vivas do barroco portuense,
alcança o seu máximo esplendor nos retábulos das
Igrejas de S. Francisco e Santa Clara. A Sé
Catedral, de origem românica, foi um dos primeiros edifícios a sofrer adaptações barrocas, devendo-se salientar a Capela-mor, Galilé, Sacristia e
Claustros. Almoço em restaurante. Tarde livre.
Sugerimos um passeio pela rua comercial de Santa
Catarina, não deixando de entrar no Majestic Café,
local onde a elegância está presente em cada deta-
lhe. Em hora a indicar regresso a Santa Maria da
Feira. Noite de Reveillon com jantar, animação
musical e Ceia especial de Ano Novo.
3º DIA – STA MARIA DA FEIRA/AVEIRO/STA
MARIA DA FEIRA:
Estada em regime de pensão completa. Manhã livre
para actividades de gosto pessoal. De tarde passeio
a Aveiro. Cidade situada em área plana na foz do rio
Vouga, Aveiro é porto lagunar e marítimo, em
comunicação com a Ria a que dá o nome. A Ria é o
resultado do recuo do mar, com a formação de cordões litorais que, a partir do séc. XVI, formaram
uma laguna que constitui um dos mais importantes
e belos acidentes hidrográficos da costa portuguesa.
Uma das características mais conhecidas de Aveiro
é o facto de ser atravessada por três canais, aos
quais deve o seu epíteto de “Veneza Portuguesa”.
No Norte da Ria, podem-se admirar os Moliceiros,
embarcações únicas e de linhas perfeitas, ostentando policromos e ingénuos painéis decorativos, que
continuam a apanhar o moliço fertilizante de eleição, bem dentro dos mais exigentes e actuais parâmetros ecológicos, que transforma solos estéreis de
areia em ubérrimos terrenos agrícolas. Tempo livre
para saborear os ovos-moles, doce de inigualável
qualidade que, em barriquinhas de madeira decoradas com coloridas pinturas de temática regional, ou
em alvo revestimento de hóstia imitando formas
marinhas se tornaram o símbolo de Aveiro por excelência. Regresso a Santa Maria da Feira jantar e alojamento no c. Férias.
4º DIA – STA. MARIA DA FEIRA/LUSO/COIMBRA/
/LEIRIA/PORTALEGRE:
Pequeno-almoço. Em hora a indicar regresso aos
locais de origem. Paragem para almoço no
Centro de Férias do Luso. Continuação da viagem. Chegada e fim dos nossos serviços.
Preço pessoa em quarto duplo: €280,00
Preço Inclui: Estada no INATEL Santa Maria da
Feira no regime indicado no programa; Refeição
conforme programa; Bebidas às refeições; Noite
de Reveillon com jantar, animação musical e
Ceia; Passeios e visitas indicados no programa;
Transporte em autocarro; Guia acompanhante;
Seguro de viagem.
FIM DE ANO NA MADEIRA
1º DIA – LISBOA ou PORTO/FUNCHAL/SANTO
DA SERRA:
Comparência no aeroporto 120 minutos antes da
partida. Assistência nas formalidades de embarque e partida em voo com destino ao Funchal.
Chegada e transporte para o Centro de Férias do
INATEL no Santo da Serra. Almoço no Centro de
Férias para os passageiros oriundos do Porto.
Jantar e alojamento.
2º DIA – Visita de dia inteiro à ilha com almoço
incluído.
3 º ao 5º- DIA - SANTO DA SERRA:
Estada em meia pensão. Dias livres para excursões facultativas ou outras actividades a gosto
pessoal.
Dia 31 de Dezembro, noite de Reveillon com jantar, animação musical e Ceia especial de Ano
Novo. Saída para assistir ao espectacular fogo de
artifício da entrada no ano 2006.
6º DIA – FUNCHAL/LISBOA ou PORTO:
Pequeno-almoço e almoço. Em hora a indicar
transporte para o aeroporto, formalidades de
embarque e partida em voo com destino a
Lisboa e Porto.
TSN2616 - 29 Dezembro 2005/03 Janeiro 2006
LISBOA
Preço pessoa em quarto duplo: €530,00
TSN2616 - 29 Dezembro 2005/03 Janeiro 2006
PORTO
Preço pessoa em quarto duplo: €540,00
O preço inclui: Passagem aérea Lisboa /Funchal
/ Lisboa, Porto/Funchal/Porto; Estada no INATEL
Madeira no regime indicado no programa;
Refeições conforme programa; Bebidas às refeições; Transporte para assistência ao Fogo de
Artificio; Guia acompanhante; Visita de 1 dia à
ilha; Seguro de viagem.
O preço não inclui: Taxas de Aeroportos.
15 I 2006
FIM DE ANO EM VILA REAL
NºTSN2586 - 30 Dezembro 2006/02 Janeiro
2007
PARTIDAS: FARO/BEJA/ÉVORA/LISBOA/
/SANTARÉM
1º DIA – FARO/BEJA/ÉVORA/LISBOA/SANTARÉM
/VILA REAL:
Faro - Beja – Évora. Almoço livre em trânsito
Lisboa - Santarém. Vila Real, Jantar e alojamento em Hotel 3*.
2º DIA – VILA REAL/GUIMARÃES/AMARANTE/
/VILA REAL:
Estada em regime de meia pensão. Após pequeno-almoço saída para Guimarães. Designada
“Berço da Nacionalidade” por ter sido a primeira capital do reino, Guimarães foi também berço
de D. Afonso Henriques, o primeiro rei de
Portugal e terra de nascimento do pai do teatro
português, Gil Vicente. Passeio pelo centro histórico de Guimarães que foi objecto de um cuidadoso plano de recuperação tendo sido classificado pela UNESCO, como Património Cultural
da Humanidade. A riqueza do Centro Histórico
não está tanto na sua monumentalidade, embora existam monumentos com grande valor e
simbolismo histórico, mas sim na preservação de
um conjunto urbanístico muito antigo, coerente
e harmonioso. As ruas estreitas e de aspecto
medieval, com casas antigas embelezadas por
estátuas ou varandas de torneados, conduzem
ao belíssimo Largo da Oliveira, um dos locais de
maior interesse.
Vista ao Paço dos Duques de Bragança (século
XV). Almoço em restaurante. Continuação para
Amarante. Atravessada pelo rio Tâmega e rodeada de serras, esta bonita cidade exibe com
orgulho as suas casas do século XVII, cujas
varandas de madeira colorida enfeitam as ruas
estreitas, os restaurantes com terraços debruçados sobre o rio ou a bela ponte de São Gonçalo,
que conduz ao monumental mosteiro do século
XVI com o nome do mesmo santo. Amarante é
também famosa pela sua doçaria, numa tradição
iniciada pelas monjas do Convento de Santa
Clara: particularmente conhecidos são os papos
de anjo, pastéis de ovos e acúçar que devem o
nome à sua forma delicada. Regresso a Vila Real.
Noite de Reveillon com jantar, animação musical
e ceia especial de Ano Novo.
3º DIA – VILA REAL/LAMEGO/VILA REAL:
Estada em regime de pensão completa. Manhã
livre para actividades de gosto pessoal. Almoço
no Hotel. De tarde passeio a Lamego, cidade
onde se realiza uma das mais populares romarias de Portugal em honra da Nossa Senhora dos
Remédios. A 605m de altitude ergue-se o
Santuário em estilo Rocaille, feito de granito, ao
qual dá acesso uma escadaria monumental, com
nove lanços de escadas, intercalados por patamares, no total de 686 degraus. Regresso a Vila
Real, jantar e alojamento no Hotel.
4º DIA – VILA REAL/SANTA MARIA DA FEIRA/
/SANTARÉM/ÉVORA/BEJA/FARO:
Pequeno-almoço e saída para Santa Maria de
Feira. Almoço no Centro de Férias do INATEL.
Em hora a indicar, continuação da viagem de
regresso aos locais de origem.Chegada e fim dos
nossos serviços.
Preço a divulgar oportunamente
O preço inclui: Estada em Hotel de 3* no regime
indicado no programa; Refeição conforme programa; Bebidas às refeições; Noite de Reveillon com
jantar, animação musical e ceia; Passeios e visitas
indicados no programa; Transporte em autocarro;
Guia acompanhante; Seguro de viagem.
Nota: Caso o associado pretenda entrar no
Pragal deverá solicitar expressamente no acto
da inscrição. O horário de partida é às 13h30.
1º GRANDE BAILE DO ANO 2007
Comece o 1º dia do ano com um
fabuloso almoço e tarde dançante
com música ao vivo
Nº TSN2696 – 1 de Janeiro de 2007
PARTIDAS: GUARDA/ COVILHÃ/SANTARÉM
G U A R D A / C O V I L H Ã / S A N TARÉM/A-DOSCUNHADOS
Guarda – Covilhã - Santarém. A-Dos-Cunhados.
Almoço de convívio especial de Ano Novo 2007.
Tarde dançante com música ao vivo. Fabuloso
lanche ajantarado. Em hora a indicar regresso
aos locais de origem.
Preço por pessoa: €70,00
O preço inclui: Almoço especial; Bebidas às refeições; Lanche ajantarado; Baile dançante com
música ao vivo; Transporte em autocarro; Guia
acompanhante; Seguro de viagem.
ESPANHA
FIM DE ANO
FIM DO ANO EM BENIDORM
Um dos principais destinos da
famosa Costa Blanca. A qualidade
das suas praias, o microclima único
e a variada oferta de alojamento,
restauração e actividades de lazer,
fazem com que seja visitado todos
os anos por milhares de turistas…
NºTSI2586 - 28 Dezembro 2006/03 Janeiro 2007
PARTIDA: BRAGANÇA/VILA REAL/VISEU/
/GUARDA
1º DIA – BRAGANÇA/VILA REAL/VISEU/
GUARDA/MADRID:
Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda. Almoço livre
em trânsito. Chegada a Madrid. Jantar e
Alojamento em Hotel***.
2º DIA – MADRID / BENIDORM:
Pequeno-almoço. Saída com destino a
Benidorm. Almoço livre em trânsito. Jantar e
Alojamento em Hotel****.
3º DIA – BENIDORM/ELCHE/ BENIDORM
Pequeno-almoço. Manhã livre para actividades
de carácter pessoal. Almoço. De tarde, Saída
para visita a Elche, uma cidade que conserva
importantes testemunhos do seu passado
muçulmano, entre os quais se destaca o seu
“palmeiral”, um dos maiores bosques do género
da Europa, declarado em 2000 como Património
da Humanidade pela UNESCO. Regresso a
Benidorm. Jantar livre. Alojamento.
4º DIA – BENIDORM/ALTEA/BENIDORM
Pequeno-almoço. Saída com destino a Altea.
Tempo livre para visita desta pitoresca
povoação, caracterizada pelas suas ruelas
empedradas,
adornadas
por
pequenos
miradouros e típicas casas brancas. Regresso a
Benidorrm. Gala de Fim de Ano no Hotel.
Alojamento.
5º DIA – BENIDORM
Pequeno-almoço. Dia inteiramente livre para
actividades de carácter pessoal. Jantar e
alojamento no Hotel.
6º DIA – BENIDORM / MADRID
Pequeno-almoço, saída em direcção a Madrid.
Almoço livre em trânsito. Chegada a Madrid.
Jantar e Alojamento em hotel 3*.
7º DIA – MADRID/ GUARDA / VISEU / VILA REAL
/ BRAGANÇA
Após o pequeno-almoço, saída com destino ás
cidades de origem. Almoço livre em trânsito.
Chegada e fim dos nossos serviços.
PREÇO A DIVULGAR OPORTUNAMENTE
17 I 2006
FRANÇA
FOTO ELIZABETE CLARO
NATAL
MAGIA DO NATAL NA ALSÁCIA
ALSÁCIA – OBERNAI
Venha conhecer o antigo espírito
natalício da Alsácia. Os seus
mercados são uma magia de luzes
e grinaldas, recheados de
maravilhosos preparativos de Natal.
Na Alsácia o Advento é já Natal... a
festa antes da Festa!
Há muitos séculos que a Alsácia é
fortemente associada à tradição de Natal.
O período de Natal, uma das festas mais
celebradas no mundo, soube conservar na
Alsácia a sua alma profunda de esperança
e de divertimento na véspera da
celebração da Natividade, mas também
de renovo para o solstício de Inverno. Um
mundo de lendas, de ritos, de mitos, de
cheiros e de sabores revelam-se para o
melhor prazer dos pequenos e dos
grandes.
Toda a região activa-se numa atmosfera
de festa e de encantamento desde o
início do ciclo de Natal, no dia 25 de
Novembro, dia da Santa Catarina. Esta
efervescência intensifica-se durante as 4
2006 I 18
semanas que precedem Natal (o tempo
da Advento) até a apoteose de Natal, e
acaba no dia 6 de Janeiro com a Epifania.
As cidades e as aldeias iluminam-se com
mil fogos e vestem-se dos seus melhores
trunfos. As decorações cintilam em cada
casa. As numerosas animações como os
cortejos ou os espectáculos de ruas, os
serões de contos e cantos, os presépios
vivos ou os mercados de Natal vem
recriar um ambiente incomparável.
Este universo encantador encontra-se no
meio dos 7 países do Natal Alsaciano:
Mistérios, Luzes, Sabores, Pinhos,
Estrelas, Cantos e Tecidos, Serões! Cada
um deles evoca bem as diferentes facetas
que oferece a preparação do Natal na
Alsácia.
Nº TSI 2616 - 03 a 08 de Dezembro
PARTIDA: LISBOA/PORTO/FARO
1º DIA – LISBOA ou PORTO ou FARO /
FRANKFURT /OBERNAI
Comparência no aeroporto respectivo 2 horas
antes da hora do voo. Assistência nas
formalidades de embarque e partida com destino
a Frankfurt. Chegada e transfer para Obernai.
Almoço livre em trânsito. Jantar com especialidades
regionais e alojamento em VVF Villages “Les
Geraniums”. Serão com folclore da região.
2º DIA - OBERNAI /RIQUEWIHR/KAYSERSBERG/
/OBERNAI
Após o pequeno-almoço visita a Riquewihr.
Almoço livre e partida para Kaysersberg. Visita a
um dos mais belos Mercados de Natal na
Alsácia. Jantar e alojamento em Obernai.
3º DIA - OBERNAI/COLMAR/OBERNAI
Pequeno-almoço. Saída para Colmar, cidade que
Georges Duhamel qualificava como sendo a
mais bela do Mundo. Almoço livre. Visita guiada
num pequeno comboio, para descobrir o charme
de Colmar – Maison des têtes, Colégio St.
Martin, Maison Pfister, enfim a pequena Veneza.
Regresso a Obernai para jantar e alojamento.
4º DIA - OBERNAI/FREIBURG IM BRISGAU/
/OBERNAI
Pequeno-almoço. Manhã saída pela Floresta
Negra até Freiburg Im Brisgau. Chegada e
almoço. Visita guiada da cidade, incluindo a
catedral, verdadeiro rendilhado de pedras.
Regresso pela estrada do Reno até Obernai.
Jantar e alojamento em Obernai.
5º DIA - OBERNAI/STRASBOURG/OBERNAI
Depois do pequeno-almoço saída até
Strasbourg. Visita panorâmica em autocarro,
incluindo visita a Catedral com o seu relógio
astronómico. Almoço numa “Winstub”. Tarde
livre para visita do mercado de Natal verdadeira
orgia de luzes e de cores, onde o religioso e o
profano se juntam. Jantar e alojamento em
Obernai.
CRUZEIRO
6º DIA – OBERNAI/FRANKFURT/LISBOA ou
PORTO ou FARO
Pequeno-almoço. Manhã, visita a uma cave
vinícola da região com prova de vinhos e almoço.
Em hora a indicar “transfer” para o aeroporto de
FRANKFURT. Assistência nas formalidades de
embarque e partida com destino a Lisboa ou
Porto ou Faro. Chegada e fim dos nossos serviços.
Preço a informar oportunamente
O preço inclui: Passagem aérea Lisboa ou Porto
ou Faro/Frankfurt/ Lisboa ou Porto ou Faro em
classe turística (20 Kg de bagagem); Transporte
para aeroporto/Hotel/aeroporto; Transporte em
autocarro durante as visitas; Estada em VVF
Villages «Les Géraniums»; Refeições conforme
indicado no programa (5 pequenos almoços + 3
almoços + 5 jantares); Vinho às refeições; Visitas
e entradas mencionadas no programa com guia
local; Guia acompanhante durante todo o circuito; IVA, taxas hoteleiras, de turismo e serviço;
Seguro de viagem.
O preço não inclui: Quaisquer serviços não
mencionados como incluídos; Despesas de
carácter pessoal; Outras bebidas às refeições;
Taxas de aeroporto, segurança e combustível
(valor a informar em tempo oportuno).
ALOJAMENTO
VVF Villages – “Les Géraniums”
2, Rue de Berlin BP 43 – 67212 Obernai cedex
Tél: 00 33 3 88 49 45 45
Fax: 00 33 3 88 49 90 32
www.valvvf.fr
CRUZEIRO
CRUZEIRO 3 CONTINENTES
Navio: Island Escape
Nº TSI2606 – 23 de Novembro a 11 de
Dezembro
PARTIDAS: LISBOA
Os preços incluem:
Cruzeiro desde Lisboa para o Rio de Janeiro, em
pensão completa: Pequeno-almoço, almoço e
jantar; Restaurante aberto 24 horas; Refeições
buffet;
Opção de Restaurante com serviço à carta (será
cobrada uma taxa); Acomodação no camarote
pretendido (todos os camarotes dispõem de: TV,
telefone e rádio; casa de banho privada com
duche; serviço de camaroteiro; electricidade de
110W); Taxas portuárias e de serviço;
Gratificações;Todas as refeições a bordo do navio
(incluindo o dia 09 de Dezembro);Grande parte
do entretenimento, espectáculos e acesso ao
ginásio e sauna;Passagem aérea desde o Rio de
Janeiro com destino a Lisboa ou Porto;Transferes
Cais de embarque no Rio de Janeiro/SESC
Copacabana
e
SESC
Copacabana/
/aeroporto do Rio Janeiro; Estada de 2 noites no
SESC Copacabana no Rio de Janeiro em regime
de pequeno-almoço; 1 Almoço e 1 jantar em
restaurante no Rio de Janeiro; Dia inteiro de visita guiada ao Corcovado e Pão de Açúcar.
Os preços não incluem: Taxas de aeroporto,
segurança e combustível (valor a informar em
tempo oportuno); Seguro de gastos de cancelamento (valor: €30,00). Caso o associado
pretenda comprar este seguro deverá solicitar
na Delegação; Viagem das várias cidades de
origem até Lisboa no dia 23 Novembro;
Viagem de regresso às cidades de origem
(excepto Lisboa, Porto) no dia 11 de
Dezembro;
Voo
de
ida
e
volta
(Funchal/Lisboa/Funchal: possibilidade de
reserva – informe-se na sua Delegação);
Bebidas às refeições e excursões opcionais
nas escalas do cruzeiro; Quaisquer serviços
não mencionados como incluídos; Gastos
com a aquisição de passaporte.
Nota importante:
O preço pode variar de acordo com a disponibilidade tanto no cruzeiro (categoria de
camarote disponível) como no voo, no
momento da reserva.
19 I 2006
ISLAND CRUISES
ANO REMODELAÇÃO: 2001
TONELAGEM: 40 132 TN
COMPRIMENTO: 185 METROS
LARGURA: 27 METROS
VELOCIDADE CRUZEIRO: 18 NÓS
DECKS: 10
ELEVADORES: 4
CAMAROTES: 771
CAPACIDADE MÁX. PASSAGEIROS: 1740
TRIPULANTES: 540
IDIOMA A BORDO: PORTUGUÊS E INGLÊS
MOEDA: DÓLAR AMERICANO
5 BARES, CASINO, GINÁSIO, SPA E
CABELEIREIRO, PISCINA, FREE-SHOP,
CYBER CAFÉ, DISCOTECA, TEATRO
Como está de férias, saiba que a bordo a regra é
a informalidade. Não existem noites de gala
oficiais nem turnos de refeição com horários préestabelecidos. Pode escolher o seu horário e
local para almoçar ou jantar a bordo.
As mais variadas e criativas ementas estão
disponíveis nos três restaurantes
do Island Escape: Beachcomber restaurant
(buffet aberto 24 horas para refeições
informais), Island restaurant (para jantar a la
carte ou buffet) e Oásis restaurant (restaurante
elegante com as especialidades do chefe). Este
último exige reserva prévia e é cobrada uma
pequena taxa de serviço.
Cinco bares, casino, shows, música ao vivo,
discoteca, teatro, etc. Diversão é o que não vai
faltar a bordo do Island Escape. O SPA, centro de
beleza, piscina e sauna são algumas das
alternativas para quem pretende simplesmente
relaxar.
A escolha é sua e se viajar com a família, uma
equipa de animadores a bordo estará preparada
com programas de jogos para divertir as
crianças.
O Island Escape oferece um variado número de
acomodações. Todos estão equipados com T.V,
rádio e casa de banho.
2006 I 20
itinerário
DIA
23 Nov.
24 Nov.
25 Nov.
26 Nov.
27-28 Nov.
29 Nov.
30 Nov-02 Dez
03 Dez.
04 Dez.
05 Dez.
06 Dez.
07 Dez.
08 Dez.
09 Dez.
10 Dez.
11 Dez.
PORTOS DE ESCALA DO CRUZEIRO
CHEGADA
PARTIDA
Lisboa, Portugal
23:00
Navegação
Funchal, Ilha da Madeira
09:00
16:00
Arrecife (Lanzarote), Espanha
12:00
19:00
Navegação
Mindelo (S. Vicente), Cabo Verde
07:00
15:00
Navegação
Recife, Brasil
12:00
19:00
Navegação
Salvador, Brasil
07:00
17:00
Navegação
Vitória, Brasil
07:00
16:00
Búzios, Brasil
10:00
19:00
Chegada ao Rio de Janeiro às 11h00. Almoço a bordo. Transfer para
o Sesc Copacabana. Jantar em Restaurante. Alojamento.
Pequeno-almoço. Visita de dia inteiro ao Corcovado e Pão de Açúcar.
Almoço em restaurante. Alojamento no Sesc Copacabana.
Pequeno-almoço. Em hora a indicar transfer para o aeroporto do Rio
de Janeiro. Assistência nas formalidades de embarque e saída com
destino a Lisboa. Possibilidade de regresso ao Porto.
preços por pessoa em euros
Categoria
N
M
L
Deck
5 - Coral
6 - Coral
6 - Diamond
Categoria
H
G
Deck
4 - Bronze
5/6 - Coral/
/Diamond
CAMAROTE INTERIOR
Tipo Camarote
CAMAROTE DUPLO
Standard
1782,00
Standard
1812,00
Standard
1872,00
SUPL. CAMAROTE INDIVIDUAL
379,00
379,00
629,00
CAMAROTE EXTERIOR
Tipo Camarote
CAMAROTE DUPLO
Standard
1982,00
SUPL. CAMAROTE INDIVIDUAL
379,00
Standard
379,00
2042,00
15 dias de sonho
A PARTIR DE 116€
Programa
Saúde e Termalismo Sénior
Abril a Novembro
Programa promovido por:
2006
- MINISTÉRIO DA SAÚDE
- MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE SOCIAL
Organização e gestão:
Programa
2006
www.inatel.pt
. [email protected]
- 2ª fase
Outubro
a Dezembro
INFORME-SE JUNTO DOS SERVIÇOS INATEL
E NAS AGÊNCIAS DE VIAGENS ADERENTES
PROGRAMA PROMOVIDO POR:
MINISTÉRIO DA ECONOMIA E INOVAÇÃO
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE SOCIAL
ORGANIZAÇÃO E GESTÃO:
www.inatel.pt .
[email protected]
CONDIÇÕES
G E R A I S
CONDIÇÕES GERAIS
A inscrição em qualquer destas viagens
implica a adesão total às condições abaixo mencionadas:
ORGANIZAÇÃO
A organização das viagens é do INATEL Instituto Nacional para Aproveitamento
dos Tempos Livres dos Trabalhadores com sede na Calçada de Sant’Ana nº
180, em Lisboa, contribuinte fiscal nº
500 122 237.
RESERVAS
- Poderão ser efectuadas, directamente
no balcão de vendas situado na Sede, em
Lisboa, ou em qualquer dos seus outros
21 balcões, situados nas Sedes das
Delegações e Sub-delegações, no
Continente e Regiões Autónomas da
Madeira e Açores.
- São possíveis reservas, pelo telefone,
fax, carta ou e.mail:
([email protected]).
RESERVA / PAGAMENTOS
- Qualquer reserva terá de ser sinalizada,
através de depósito no valor de 20%
sobre o valor do custo da viagem. O restante deverá ser liquidado até 1 MÊS
antes da data da partida com excepção
dos cruzeiros nos quais os pagamentos
terão que ser feitos até 60 dias antes.
O INATEL reserva-se o direito de anular
qualquer inscrição cujo pagamento não
esteja de acordo com o exposto.
RESPONSABILIDADE
Os participantes nas viagens organizadas pelo INATEL e constantes deste programa encontram-se garantidos por um
seguro de responsabilidade civil e por
uma caução bancária, nos termos da
legislação em vigor.
SEGURO DE VIAGEM
Os participantes nas excursões organiza-
das pelo INATEL e constantes deste programa estão abrangidos por uma apólice
de seguro cobrindo os riscos seguintes:
1- Morte e invalidez permanente.
2- Despesas de tratamento e repatriamento.
MUDANÇAS
Caso seja possível, sempre que um participante inscrito para determinada viagem, desejar mudar a sua inscrição para
uma outra viagem ou para a mesma com
partida em data diferente, deverá pagar a
taxa de €10,00 por despesas de alteração, até um mês antes da data da partida. Caso contrário ou se os fornecedores
de serviços não aceitarem a alteração,
fica sujeito às despesas e encargos previstos na rubrica “Desistências”.
DESISTÊNCIAS
Se o associado ou algum dos seus acompanhantes desistir da viagem, terá de
pagar todos os encargos a que a desistência dê lugar, menos:
a) Menos de 35 dias para a data do início da viagem (excepção cruzeiros)
- Gastos de operação
- Gastos de anulação, se os houver
b) Com 35 ou mais dias para data do início da viagem (excepção cruzeiros)
- Gastos de operação
- Gastos de anulação, se os houver
E ainda uma percentagem que pode ir
até 15% do preço da viagem, como
penalização.
O associado será reembolsado pela diferença entre a quantia já paga e os montantes acima referidos.
A não apresentação à saída, suporá uma
penalização do total da viagem
GASTOS DE ANULAÇÕES DOS CRUZEIROS
Se o cancelamento ocorrer com mais de
45 dias antes da data de partida, os gastos de anulação são de 25% do valor
total do cruzeiro, se o cancelamento ocorrer entre 45 e 35 dias antes da partida os
gastos de anulação são de 50% e com
menos de 30 dias os gastos são de
100%. Se aplicará em cada caso os gastos de anulação que regem as condições
gerais de cada companhia marítima.
REGIME DE ACOMODAÇÃO E REFEIÇÕES
1. “Alojamento” significa apenas dormida em quarto duplo;(nos quartos triplos a
3ª cama pode ser um divã ou uma cambalhota) nas viagens em cuja tabela de
preços conste o “3ª pax” ou “3ª pessoa”,
entende-se esta como uma cama extra
em quarto duplo; “pequeno almoço” significa uma refeição ligeira tipo continental, tomada pela manhã; “meia pensão”
significa pequeno almoço e uma refeição
principal; “pensão completa” significa as
3 refeições.
Quando expressamente incluídas, as refeições serão servidas em conjunto nos restaurantes, em horário fixo e o menu será
igual para todos os participantes. Os
extras (vinhos, águas minerais e refrescos,
lavandaria, etc.), bem como todos os itens
não especificamente mencionados como
“incluídos no preço” e despesas de carác-
ter pessoal, são da responsabilidade
directa do participante. As bebidas às
refeições quando incluídas, serão exclusivamente constituídas por água mineral ou
vinho da casa ou refrigerantes. Quando
qualquer voo ou ligação de voos coincidir
com horas de refeições, as mesmas não
estão incluídas nos preços publicados.
qualquer gasto efectuado, aplicando-se
nestas circunstâncias as condições estabelecidas para anulação ou desistência
da viagem. As documentações são sempre a cargo do associado, não fazendo
parte do preço da viagem.Os nossos serviços estão preparados para informar dos
documentos necessários.
SUPLEMENTOS
1. Quando os participantes solicitem,
mediante pagamento prévio, quarto
individual, este ser-lhes-á facultado,
dentro dos limites de uma razoável proporção entre individuais e duplos, resolvido caso a caso.
2. Quando participantes singulares se
inscreverem para alojamento compartilhado em quarto duplo, entender-se-á
que se dispõem a pagar o suplemento
de quarto individual na hipótese de não
haver interessado no mesmo regime, ou,
havendo-o, vier a desistir. Caso um participante singular não aceite sujeitar-se
a este regime, a sua inscrição será considerada condicionada.
REEMBOLSOS
Depois de iniciada a viagem não é devido
qualquer reembolso por serviços não utilizados ou dispensados pelo participante. A
não prestação, alheia à vontade do
INATEL, dos serviços mencionados no presente programa apenas dá ao participante o direito de reclamar o reembolso referente a esses serviços no fim da viagem. RECLAMAÇÕES
Somente poderão ser consideradas desde
TAXAS DE AEROPORTO E PORTUÁRIAS que apresentadas por escrito ao INATEL, e
Em alguns aeroportos e portos há lugar num prazo não superior a 15 dias após o
ao pagamento de uma taxa de embar- termo da prestação dos serviços. As mesque que, quando não expressamente mas, e de acordo com a directiva do
incluída no preço, deve ser paga pelo Conselho da UE, só poderão ser aceites
participante localmente.
desde que tenham sido participadas aos
fornecedores dos serviços (hotéis, guias,
ALTERAÇÕES
agentes locais, etc.) durante o decurso da
São da exclusiva responsabilidade do viagem ou estada, exigindo dos mesmos
INATEL os locais de partida e chegada os respectivos documentos comprovatiindicados nas viagens, não sendo permiti- vos da ocorrência.
do, sem indicação prévia da Divisão de
Turismo Social, quaisquer alterações aos EXCURSÕES OPCIONAIS
itinerários. O INATEL, organizador deste As excursões e visitas durante as viagens
programa, reserva-se o direito de alterar a ou cruzeiros não incluídas nos programas
ordem do percurso ou substituir qualquer e consideradas opcionais são de total resdos hotéis previstos por outros de catego- ponsabilidade do participante, não aceiria similar, sempre que existam razões tando o Inatel qualquer tipo de reclamajustificadas, sem que o participante tenha ções quanto a preços, qualidade etc...
direito a qualquer reembolso. Se, circunstâncias imprevistas obrigarem o INATEL a OUTRAS CONDIÇÕES
suspender qualquer das viagens, os parti- 1. É da exclusiva responsabilidade dos
cipantes inscritos terão direito ao reembol- participantes a falta de pontualidade a
so do pagamento efectuado.
todas as horas de partida.
2. Nas viagens efectuadas parcial ou
ALTERAÇÕES AO PREÇO
totalmente em autocarro, os horários
Os preços constantes do programa estão indicados após o início da viagem são
baseados nos custos dos serviços e taxas aproximados, ressalvando-se quaisquer
de câmbio vigentes à data de impressão atrasos por motivos alheios.
deste programa pelo que estão sujeitos a 3. Nas viagens com componente aérea
alteração que resulte de variações no que compreendem circuito de autocarro
custo dos transportes aéreos,maritimos e a numeração atribuída no recibo entreterrestres ou do combustível, de direitos, gue ao associado poderá não se revestir
impostos, taxas e flutuações cambiais. de carácter fixo, existindo então rotativiSempre que se verifique uma alteração dade de lugares.
ao preço da viagem, o cliente será imedi- 4. Sempre que tal medida o justifique, o
atamente informado e convidado a, den- INATEL reserva-se o direito de anular a
tro do prazo que lhe for fixado, aceitar o inscrição.
aumento verificado ou anular a sua inscri- 5. O INATEL - Divisão de Turismo Social
ção nos mesmos termos e condições que incentiva os seus associados a apresenos previstos na rubrica “Impossibilidade tarem as reclamações e sugestões que
de Cumprimento”.
entendam fazer, contribuindo para
melhorar a qualidade dos serviços presIMPOSSIBILIDADE DE CUMPRIMENTO tados e defender os interesses de todos,
Se por factos não imputáveis ao INATEL face aos prestadores de serviços envolvieste vier a ficar impossibilitado de cum- dos, entidades idóneas e de reconhecida
prir algum serviço essencial constante do experiência.
programa de viagem, tem o associado 6. Os preços apresentados são válidos
direito a desistir da viagem, sendo ime- de 01 de Janeiro a 31 de Dezembro de
diatamente reembolsado de todas as 2006, salvo indicação em contrário
quantias pagas, ou, em alternativa, expressamente mencionada em cada itiaceitar uma alteração e eventual varia- nerário.
ção de preço. Se os referidos factos não 7. Os preços mencionados neste prograimputáveis ao INATEL vierem a determi- ma incluem o IVA, Imposto sobre o Valor
nar a anulação da viagem, pode o asso- Acrescentado, à taxa actual.
ciado ainda optar por participar numa
CONDIÇÕES PARA CRIANÇAS NAS
EXCURSÕES TERRESTRES E AÉREAS
Os menores que tenham de se ausentar
do País sem os Pais devem-se acompanhar de uma declaração de autorização
reconhecida no Notário – Minuta da
Declaração deverá ser solicitada no
Balcão da Sede ou nas Delegações do
INATEL.
Nas excursões aéreas em qualquer voo
doméstico ou internacional as crianças
devem-se fazer acompanhar do bilhete
de identidade ou passaporte consoante
o destino. A cédula pessoal não é aceite.
BAGAGENS
A bagagem e demais haveres que o participante leve não são objecto do contrato de transporte, entendendo-se para
todos os efeitos que o participante os conserva consigo qualquer que seja o ponto
do meio de transporte em que são colocados, que se consideram transportados
pelo próprio participante e por sua única
conta e risco, sem que o INATEL seja obrigado a responder pela perda ou danos
sofridos, por qualquer motivo, durante a
viagem. Recomenda-se aos participantes
que estejam presentes a todas as operações de carga e descarga da mesma e
que façam seguro de bagagem.
DOCUMENTAÇÃO
Todos os participantes deverão possuir
em ordem a sua documentação pessoal
ou familiar, passaporte, documentação
militar, autorização para menores, vistos
de entrada quando exigidos, certificados
de vacina, etc.. No caso de alguma autoridade recusar a concessão de vistos a
qualquer participante por razões de
ordem particular ou lhe seja negada a
entrada num país por falta de alguns
requisitos acima exigidos, ou ainda, por
passaporte fora da validade ou por não
ser portador do mesmo, o INATEL declina
toda a responsabilidade dos factos deste
tipo, sendo por conta do participante
outra viagem organizada, de preço equivalente. Se a viagem organizada proposta em substituição for de preço inferior, será o associado reembolsado da
respectiva diferença.
MINIMO DE PARTICIPANTES
Caso não seja atingido o número mínimo de participantes exigido (30 pessoas), o INATEL poderá cancelar a viagem,
notificando o associado com pelo menos
oito dias de antecedência, não havendo
neste caso, responsabilidade civil do
INATEL, pela rescisão. Em casos pontuais este número de participantes poderá
ser inferior.
INATEL SEDE: Calçada de Sant’Ana, 180 . 1169 – 062 Lisboa . tel: 210 027 160/1 . fax: 210 027 170
2006 I 22
FICHA DE RESERVA PARA AS VIAGENS DO TURISMO SOCIAL
LOCAIS DE PARTIDA
Viagem n.º___________ Data _________ Destino _____________________________________________
AVEIRO -Av. dos Congressos (Junto á
Lusitânia Gás)
BEJA - Praça Raposo Tavares – frente á
Rodoviária
BRAGA - Delegação do INATEL
BRAGANÇA – centro de Camionagem
(antiga estação da C. P.)
CASTELO BRANCO - Garagem
Rodoviária Beira Interior
COVILHÃ -Central de Camionagem
COIMBRA - Rua António Granjo
ÉVORA -Av. Túlio Espanca (Junto á
Estação GALP)
FARO -Av. da República (Est.
Rodoviária EVA)
GUARDA -Central de Camionagem
LEIRIA – Junto ás Piscinas Municipais
LISBOA - Jardim Zoológico – Sete Rios
(Viagens de autocarro)
-Aeroporto de Lisboa – Balcão
do check-in (viagens com transporte
aéreo)
PORTALEGRE - Praceta João Paulo II
PORTO -Av. Fernão Magalhães, junto
ao Campo 24 de Agosto (viagens de
autocarro)
-Aeroporto do Porto - Entrada
principal do terminal das partidas
(viagens com transporte aéreo)
SANTARÉM -Av. Brasil (Frente á
Rodoviária do Tejo)
COVILHÃ
CASA DE AGOSTINHO ROSETA
AVENIDA FREI HEITOR PINTO, 16-B
0-1
Covilhã
Tel: 275 335 893
Dados Biográficos do Titular da Reserva
ÉVORA
PALÁCIO BARROCAL
RUA SERPA PINTO, 6
0-1
ÉVORA
Tel: 266 730 520
Morada _______________________________________________________________________________
FARO
CASA EMÍLIO CAMPOS COROA
RUA DO BOCAGE,54
8004-020 FARO
Tel: 289 898 940
FUNCHAL
R. ALF. VEIGA PESTANA, 1 L SALA 25
9000-079 FUNCHAL
Tel: 291 221 614
GUARDA
RUA MOUZINHO DA SILVEIRA,1
3000-34 GUARDA
Tel: 271 212 730
HORTA
RUA COMEND. ERNESTO REBELO, 10
1-1
HORTA
Tel: 292 292 812
LISBOA
CALÇADA DE SANT’ANA, 180
1169 – 062 LISBOA
Tel: 210 027 000
LEIRIA
CASA MIGUEL FRANCO
RUA JOÃO XXI, 3-A R/C
LOJA D
1-1
LEIRIA
Tel: 244 832 319
PONTA DELGADA
SETÚBAL - Praça da República (Frente á RUA DO CONTADOR, 73-A
9500 – 050 PONTA DELGADA
Delegação do INATEL)
Tel: 296 284 684
VIANA DO CASTELO -Av. Atlântico
PORTALEGRE
(Frente ao Pavilhão Desportivo Mun.
LARGO S. JOÃO BARTOLOMEU, 2 e 4,
Monserrate)
6200-113 PORTALEGRE
VILA REAL -Central de Camionagem do Tel: 245 203 675
Seixo
PORTO
CASA JORGE DE SENA
VISEU -Pavilhão do INATEL.
RUA DO BONJARDIM, 495
4000-126 Porto
DELEGAÇÕES
Tel: 220 007 950
ANGRA DO HEROÍSMO
BECO DA PEREIRA, 4
SANTARÉM
2900-587 ANGRA DO HEROÍSMO
PRACETA PEDRO ESCURO, 10-2º D
Tel: 295215038
7000-537 SANTARÉM
Tel: 243 309 010
AVEIRO
AV. DR. LOURENÇO PEIXINHO,
SETÚBAL
144/146.
PRAÇA DA REPÚBLICA
EDIFÍCIO OITA., 4ºE
9900-112 SETÚBAL
3800-160 AVEIRO
Tel: 265 543 800
TEL: 234 405 200
BEJA
RUA DO VALE, 14
7800-490 BEJA
Tel: 284 324 351
VIANA DO CASTELO
RUA DE STº ANTÓNIO, 117
2410-114 VIANA DO CASTELO
Tel: 258 823 357
BRAGA
AVENIDA CENTRAL, 77
7300-101 BRAGA
Tel: 253 613 320
VILA REAL
AVENIDA 1º DE MAIO, 70-1º D
7300-101 VILA REAL
Tel: 259 324 117
BRAGANÇA
RUA ALEXANDRE HERCULANO, 111-1º
5300-075 BRAGANÇA
Tel: 273 331 653
VISEU
RUA DO INATEL
URBANIZAÇÃO QUINTA DO BOSQUE
3510-018 VISEU
Tel: 232 423 762
COIMBRA
RUA Dr. ANTÓNIO GRANJO, 6
0-01
COIMBRA
Tel: 239 853 380
Nome _________________________________________________________________________________
Nº de Associado ______________
Localidade: _____________________________ Código Postal: __________________________________
Telf: ________________________ e.mail: ___________________________________________________
Nome do Local de Trabalho: _________________________________ Telf: ________________________
Observações: ___________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
Acompanhantes
Nome _________________________________________________________________________________
___________________________________________________ Data de Nascimento: _____/_____/_____
Nome _________________________________________________________________________________
___________________________________________________ Data de Nascimento: _____/_____/_____
Nome _________________________________________________________________________________
___________________________________________________ Data de Nascimento: _____/_____/_____
Alojamento
Quarto Duplo
Regime: Alojamento e Peq. Almoço
Quarto Simples
Meia - Pensão
3ª Pessoa /Cama Suplementar
Pensão Completa
Nota: Informo que tomei conhecimento das Condições Gerais do Programa
Data _____/_____/_____
Assinatura do Titular da Reserva ____________________________________________________________
REMETER VIA POSTAL
SEDE: Calçada de Sant’Ana, 180 - 1169 – 062 Lisboa - telf: 210 027 160 /1 fax: 210 027 170
e.mail: [email protected] - e.mail: [email protected] - endereço: www.inatel.pt
VIAJE DESCANSADO...
-Aquando da escolha do Destino certifique-se
se existem viagens previstas para o mesmo,
com partida do distrito onde se inscreve.
- Verifique a data prevista de confirmação da
sua Viagem.
- Se o seu Destino for o estrangeiro, e para que
possa usufruir o sistema de saúde, solicite junto
da Segurança Social, o Formulário da E111.
AO FAZER A MALA...
faça uma Lista do que precisa levar:
-Roupa
- Calçado adequado
- Produtos de higiene pessoal
- Um Chapéu ou Boné
- Identificação, pois sem documentos não
poderá viajar (Bilhete de Identidade/
/Passaporte e Voucher validado)
- Máquina fotográfica ou Câmara de Vídeo
-Agenda de contactos e telefones
- Um mapa local do destino
- Medicamentos; No caso de tomar medicamentos regularmente, faça um cálculo da
quantidade suficiente dos mesmos, para os
dias da duração da viagem.
Identifique devidamente a sua BAGAGEM –
Nome, Morada, Número de viagem e distrito.
Certifique-se sempre, que não se esquece de
nenhum saco ou mala... em caso de extravio
de algum volume contacte de imediato o guia
ou o INATEL – Sede.
FAÇA EXERCÍCIO FÍSICO
O exercício físico adequado à sua idade
durante a viagem pode ser muito importante
para o seu bem-estar e contribuir para o
sucesso do passeio.
CONSELHOS E DICAS...
Eis alguns actividades físicas que pode realizar
durante a viagem:
Antes de entrar para o autocarro:
- espreguice estendendo os braços para cima.
Depois, incline suavemente o tronco para a
direita e depois para a esquerda. Repita suavemente este exercício algumas vezes. Pode
também optar fazer estes movimentos com as
mãos na cintura.
-Coloque o pé direito sobre um sítio mais alto
(banco, degrau, etc.), com o joelho flexionado. Incline o tronco à frente e procure colocar
as mãos no joelho. Segure e conte até 10. Faça
o mesmo com a outra perna.
Dentro do autocarro, sentado na cadeira:
- Leve a mão direita até ao ombro esquerdo,
com o cotovelo à altura do ombro. Coloque a
mão esquerda no cotovelo direito e puxe-o em
direcção à esquerda. Relaxe e faça o inverso.
- Incline a cabeça para afrente e para trás,
suavemente, sem forçar. Repita 4 vezes.
Incline a cabeça para o lado direito, lentamente, conte até 10, volte e vá para o lado
esquerdo, conte até 10. Repita, também, 4
vezes o exercício. Gire a cabeça para a direita
e para a esquerda procurando aproximar o
queixo do ombro. Repita 4 vezes.
- Cruze uma das pernas, faça movimentos circulares com os tornozelos, se possível usando
as mãos.
- Incline suavemente o corpo para a frente e
para baixo, procurando aproximar a cabeça do
joelho, segure e conte até 5. Muito importante,
não force, faça este exercício dentro das suas
capacidades. Expire ao inclinar-se e inspire ao
elevar-se. Repita 4 vezes. ...BOA VIAGEM!
23 I 2006
Programa
2006
PROGRAMA PROMOVIDO POR:
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE SOCIAL
ORGANIZAÇÃO E GESTÃO:
Download

N.º 174 - Setembro 2006 - 2,00 euros